O CDS no Montalvão

O Montalvão é o campo de futebol onde este vosso amigo punha a cabeça em água aos defesas, em jogos de futebol com duas pedras a fazer de balizas!
Fiquei siderado quando vi o meu campo das alegrias na televisão. Grandes jogos, fugido às aulas, dava recitais de bem jogar toda a bola. De pano, de borracha era um ver se te avias, fintar, rematar, não dar a bola a ninguem, uma farturinha.
Eu morava no outro lado da cidade, mas não era isso que me impedia de passar lá o dia. A malta da bola não precisava de acertar nada. Já todos sabíamos que o céu andava perto do Montalvão, nunca faltava ninguem.
Agora está lá um Instituto para a terceira idade, parece ser uma Universidade, espero bem que de bola e desportos afins!
Já agora aproveito para dizer que o Paulo e o Nuno passaram por lá a caminho de uma residencial da terceira idade, na Covilhã!

O Banco de Portugal tem que se explicar

O Banco de Portugal custa muito dinheiro a todos nós! É um corpo de técnicos muito bem pago, muito boa gente ostenta graduações académicas e profissionais de elevado nível, não podemos aceitar que não façam o seu trabalho.
O que é que está mal no banco de Portugal?
Foi transformado num monumental Gabinete de Estudos com prejuízo da sua vertente de supervisão? As pessoas com mais responsabilidade estão nomeadas para comissões, grupos de estudo e vida académica, fora do Banco, tirando-lhes a necessária concentração nos assuntos mais importantes? É pura incompetência e desleixo? É tudo junto?
Seja o que for nada pode ficar sem que se tirem as devidas consequências!
Os actuais responsáveis têm que se demitir, há que rever o seu quadro de pessoal e as prateleiras doiradas que por lá pululam, há que foculizar no que verdadeiramente interessa à Banca e à Economia do país!
Não pode continuar a ser a caixa de ressonância do governo e das instituições financeiras internacionais.Vir fixar índices económicos já depois de todo o mundo divulgar os seus, não serve para nada. O governo faz o Orçamento geral do Estado prevendo um crescimento de PIB de 0.8 e três meses depois vem o Banco de Portugal dizer que afinal é de 3.4 negativo!
Com Portugal no quadro da UE esta vertente de Gabinete de Estudos, há muito que se diluiu e perdeu importância porque as instituições financeiras da UE estão em muito melhor posição para fazer previsões.
O Banco de Portugal tem que deixar de ser um “depósito” de sábios
para passar a ser um supervisor competente e credível!
A primeira decisão a tomar é diminuir os seus custos de pessoal, deixar de ser um “armazém” de gente muito importante que faz mil e uma
coisas todas mal, como se vê , e focar os seus meios no que é verdadeiramente importante para a banca nacional e para a economia!
Estou farto de pagar a génios que não fazem o seu trabalho diligentemente!

Projecto de lei do testamento vital (I)

Hoje, a AR, por iniciativa do PS, debate o projecto de lei do ‘testamento vital’; iniciativa, acentue-se, influenciada pela Associação Portuguesa de Bioética (Rui Nunes).

Trata-se de um tema demasiado complexo e controverso, logo merecedor de ampla discussão pública. Para se avaliar da complexidade, atente-se na afirmação da Dra. Maria de Belém Roseira: “o projecto tem a ver com a autodeterminação, não tem nada a ver com a eutanásia”. Na abordagem genérica do assunto, a deputada comete um grave erro de semântica, ao contrapor autodeterminação a eutanásia. Com efeito, os significados de uma coisa e doutra não têm laços de efectiva significância ou de dissonância. Poderá haver, quanto muito, uma relação sintáctica – por exemplo, na frase ‘a eutanásia foi realizada por autodeterminação do doente’.

Convém destacar que a ideia de legislar sobre o ‘testamento vital’ não é nova. Já nos anos 30 do séc. XX o advogado de Chicago, Lewis Kutner, defendia a criação de legislação semelhante, a propósito justamente da eutanásia, contemplando, dessa forma, a ausência de tratamento a pedido do doente.

O conceito de eutanásia está subordinado a várias classificações: 1) eutanásia voluntária, não-voluntária e involuntária; 2) eutanásia activa e passiva. No âmbito destas classificações, considero o ‘testamento vital’ equivalente a eutanásia voluntária e passiva – voluntária porque corresponde a uma escolha antecipada e de livre vontade do doente através do consentimento informado e passiva porque é concretizada através da ausência de tratamento a doentes em fase terminal. A diferença da eutanásia activa e passiva está entre matar (Ramón Sampedro – “Mar Adentro”) e deixar morrer (deixar de prestar cuidados paliativos, característicos da distanásia).

Refiro, de novo, que se trata de uma questão deveras complexa, havendo muitas variáveis a considerar: entre outras, o código deontológico dos médicos (OM) e a posição do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV). Em suma, é um assunto a debater amplamente, como considera a Dra. Isabel Neto, especialista em cuidados paliativos. Retomarei o tema no ‘aventar’, se sentir que é do interesse geral, e porque existe abundante e controversa informação sobre tal assunto.

Perante esta vergonha tenho de me calar

Não. Mesmo que haja a queda de um qualquer Governo na Europa. Não. Mesmo que o mundo esteja para acabar, mesmo que a Coreia do Norte faça mais alguns testes nucleares, mesmo que haja um terramoto ou uma qualquer declaração disparatada na campanha para as Europeias.

Não.

Depois disto, hoje não vou escrever ou comentar mais nada.

Hoje tenho vergonha da humanidade. Não só por causa de António Cañizares mas muito por causa dele.

Notícia do JN:

Cardeal espanhol relativizou abusos sexuais praticados em instituições religiosas irlandesas.

Em declarações à TV3,  o Cardeal espanhol António Cañizares comparou os episódios de abusos sexuais nas escolas católicas da Irlanda com o aborto. Para o cardeal os abusos são menos graves que os aborto.

Em entrevista à TV3, o cardeal pediu perdão pelos abusos sexuais a menores praticados entre os anos 50 e 80 nas escolas católicas irlandesas. Em contraponto, afirmou que esses crimes são menos grave as “milhões de vidas destruídas” pela prática do aborto.

Para argumentar o cardeal explicou  que o aborto “destruiu legalmente mais de 40 milhões de vidas humanas, quando a legislação deveria dar apoio aos direitos e à justiça.” E vai ainda mais longe quando afirma que a reforma da lei do aborto debilita os fundamentos da sociedade, porque “o primeiro direito é o direito à vida”.

O governo espanhol, pela voz da ministra da Saúde e Política Social, Trinidad Jiménez, já respondeu às declarações do cardeal, ao classificá-las de “muito graves”. A ministra acrescenta que  são afirmações “irresponsáveis e inoportunas”  e que não são comparáveis os casos dos abusos sexuais de menores com o aborto.

Benfica

aguia-depenada

Depois de “Maria”, agora Jesus. O Burro, esse, já por lá anda. Os camelos são inúmeros.

O slb é um autêntico presépio…

Após Dias Loureiro – e agora ?

Este caso e a renúncia de Dias Loureiro vem mostrar que em política não basta ser sério. É preciso parece-lo !
Um político não pode, sem elevados prejuídos dos orgãos do Estado a que pertence, estar sujeito a suspeitas repetidas. A credibilidade do Estado é demasiado valiosa para que se possa esperar pelo juízo de um Tribunal que, em Portugal, pode levar anos. Demasiados anos!
Dias Loureiro devia ter saído pelo seu pé, sem ser empurrado, sem ter envolvido o Conselho de Estado e o Presidente da República num caso que não favorece ninguem, seja qual for a conclusão judicial.
O mesmo se passa com José Sócrates. Nunca tomei uma posição quanto ás eventuais culpas do Primeiro Ministro, mas não podemos fazer de conta que não há repetidas suspeitas sobre pessoas muito chegadas e sobre ele próprio.
Lopes da Mota é outro caso em que só a partidarite aguda é que não vê que a sua posição no Eurojust é insustentável ! É escusado estar aqui a repetir as razões que obrigam Lopes da Mota a ter que renunciar. Esperemos que não sejam os seus colegas da UE que o obriguem a uma decisão que o próprio deve tomar sem perda de tempo!
Após a renúncia de Dias Loureiro já não colhem as razões apresentadas por quem não quer ver que um país não pode estar suspenso de uma eventual decisão de um Tribunal. A sociedade civil sabe distinguir entre um caso sem substância e repetidos casos interligados, onde aparecem um grupo de pessoas que em dada altura das suas vidas cruzaram os seus caminhos. O carácter de uma político é escrutinado pelos cidadãos.
Á Justiça cabe decidir sobre eventual culpa!
Coisas bem distintas como a renúncia recente bem mostrou!

Mas para onde foi o dinheiro?

Está tudo muito bem, têm todos culpas, uns mais que outros, mas a questão é: onde está o dinheiro?
O governo já meteu muitos milhões no BPN e no BPP ( e já agora no BCP?) e tudo aponta que mesmo assim não é suficiente, os bancos não estão em condições de andar pelos seus pés. Foram-se os depósitos, foi-se o capital próprio e ficaram as dívidas.Os bancos estão tecnicamente falidos, isto é, os activos são inferiores aos passivos, mesmo vendendo as colecções de arte, as empresas associadas, os Imóveis, os bancos não conseguem pagar o que devem!
Há, pois, uma pergunta que se impõe.Onde está a massa?
Ora, a verdade, é que se bem me lembro, esta questão ainda não saltou para cima da mesa. Há alguns negócios fraudulentos e ruinosos! Mas os montantes envolvidos nem por sombras estão ao nível do autêntico buraco negro em que estão transformados os bancos. Dois mil milhões de euros foi quanto o Estado lá meteu, isto dá na moeda antiga 400 milhões de contos.Perderam-se 400 milhões de contos em negócios? Vamos admitir que as “imparidades” resultantes da queda de valor de papéis em bolsa explicam outra parcela.
Mas 400 milhões de contos?
Segundo vozes autorizadas, no BPN faltam ainda mil milhões de Euros a somar aos dois mil milhões já lá sugados. Isto é, absolutamente inacreditável, nem é possível que Administradores, Banco de Portugal, Revisores oficiais de Contas, orgãos de Fiscalização internos não tenham dado por isso!
Ou então estamos perante uma incompetência que brada aos céus!
Seja o que for alguem têm que se demitir, outros têm que ir para a prisão e todos, têm que nos devolver o nosso dinheiro que o Estado, em má hora, lá meteu!

O que hoje é verdade, amanhã é mentira

Há três dias perguntava quando é que o comunicado do Benfica seria desmentido. Bem podem dizer que o texto, em rigor, não foi e não será desmentido, que era a realidade naquele momento, que tinha de ser, por razões formais, porque a CMVM tinha pedido esclarecimento, ou por qualquer outro motivo.

São as tais verdades e mentiras do futebol, como descrevia há uns anos Pimenta Machado, naquele que terá sido o seu maior contributo para a semântica do desporto-rei em Portugal.

Hoje, o jornal Record conta que Jorge Jesus assinou um contrato com o Benfica por dois anos, com Luís Filipe Vieira. Pode até ser mentira mas os detalhes são tantos que tudo me leva a crer que é verdade. Se não for, este será mais um caso ‘tipo Vichyssouse’ ou lá como se chama a sopa fria.

Por uma escola autónoma

Creio, que só teremos uma escola com bons resultados, com bons alunos, bons professores e uma sociedade em harmonia, quando a escola for autónoma.
A escola deve ser uma organização que se harmoniza com a sociedade local em que se encontra inserida, suficientemente flexível para se adaptar às cambiantes dessa “localidade” mas suficientemente estruturada para não se diluir nessa mesma “localidade”.
Não pode estar dependente de um Ministério que não conhece as suas raízes nem pode estar sujeita a guerras de poder que não são suas.Não pode estar no centro de experiências pedagógicas que não provaram antes.
A autonomia pautua-se por objectivos fixados depois de negociados, por meios humanos, técnicos e financeiros ajustados ao que se lhe pede. E, aqui cabe, antes de tudo, que a Escola tenha nas suas mãos a capacidade de usar esses meios segundo as políticas que os seus orgãos directivos venham a fixar !
A escola tem que programar, organizar, dirigir e controlar !
Programar, estabelecendo políticas escaladas no tempo, por forma a que o ano lectivo decorra de acordo com os prazos estabelecidos a nível nacional.
Organizar, criando triângulos de hierarquia negociada e aceite por todos, levando sempre em conta que é na base que se encontram os “pontos de contacto” que levam ao sucesso! De baixo para cima e não ao contrário!
Dirigir, criando técnicas e saberes, estabelecendo “modos” de ensinar, linhas de conduta condizentes com os objectivos fixados, e com os meios que lhe foram cometidos.
Controlar, verificando resultados, comparando sucessos, envolvendo os próprios numa “cadeia de solidariedade “, valorizando os sucessos e
e analisando os insucessos, tudo com o objectivo final de consolidar
o “saber fazer” de uma organização virada para a sociedade local em que se insere!
Uma Escola dos professores, para os alunos, na sociedade !