A professora de Espinho caiu numa cilada

Com a devida vénia, reproduzo a crónica de Manuel António Pina no «Jornal de Notícias» de hoje:

«A notícia veio em tudo o que é jornal e TV: uma professora da Escola EB 2,3 Sá Couto, em Espinho – que dezenas de alunos seus consideram “a mais espectacular da escola” e uma “segunda mãe” – foi suspensa “após afirmações de cariz sexual”. A suspensão foi ditada pelo Conselho Directivo depois de duas alunas terem gravado afirmações suas numa aula, alunas que, segundo vários colegas, “fizeram aquilo de propósito e provocaram a conversa toda porque sabiam que estavam a gravar”.
A Associação de Pais e a DREN acharam muito bem. Ninguém, nem pais, nem Conselho Directivo, nem DREN “acharam mal” o facto de duas jovens de 12 anos terem cometido um crime (se calhar encomendado) para alcançarem os seus fins. O Código Penal pune com prisão até 1 ano “quem, sem consentimento, gravar palavras proferidas por outra pessoa e não destinadas ao público, mesmo que lhe sejam dirigidas”, punição agravada de um terço “quando o facto for praticado para causar prejuízo a outra pessoa”. Educadas desde jovens para a bufaria e a delinquência e sabendo que o crime compensa, que género de cidadãos vão ser aquelas miúdas?»

Comments


  1. Não sei o que serão as duas miúdas. Admito que tenha sido tudo provocado mas não me parece que alguém obrigasse a professora a fazer as intimidações que fez, para mim o aspecto mais grave de todo este triste caso.

  2. Luis Moreira says:

    Duas meninas armarem um cenário destes e está tudo dito sobre o que serão no futuro.E esta dos professores serem sempre os maus da fita…é o mais simples e os que têm menos poder!

  3. Adalberto Mar says:

    Os alunos batem nos professores, dizem o que querem, a professora vai dar aulas e depois morre após pouco tempo de cancro…os aluno sinsultam e os pais esfobeteiam e ameaçam e nada lhes acontece..a professora «passou-se» do juízo e perd eo emprego. RESUMINDO, VIVEMOS EM 1973 NOVAMENTE, FASCISMO, DITADURA DA JUVENTUDE, INJUSTIÇA. TUDO É TRSITE: PROFESSORA, PAIS, ALUNOS, SOCIEDADE, ESCOLA, MEDIA..ENFIM O INFERNO EXISTE..A SELVA NÃO É MAIS UMA EXPRESSÃO METAFÓRICA

  4. Snail says:

    Concordo com o comentário do José Freitas, pois realmente acho que a professora se excedeu. Mas reconheço que, para dizer o que disse, mesmo depois de ter tomado um calmante, a história deve ter muitos e graves episódios anteriores. E esses não foram publicados por alguma razão…

  5. o snail tem razão... says:

    mas o zezito não…umas muidas provocarem uma mulher d 40’s com lics, pós graduaçoes, metrados e sabe.se lá + o k?….homens a comentar..´so pode…