Cá para mim, foi o Romeiro

Era para ter aventado alguma coisa sobre o tema na sexta-feira. Decidi esperar, em busca de uma qualquer explicação decente, um esclarecimento suplementar. Até ver, nada. Um tribunal nacional decidiu condenar, com pena suspensa, um ex-inspector e um inspector da Polícia Judiciária por falsidade de depoimento no caso das agressões a Leonor Cipriano. Sim, agressões. O tribunal considerou que a mãe de Joana foi agredida nas instalações da PJ. Mas não conseguiu identificar os autores.

Li as notícias mais de uma vez, para verificar se estava enganado. Não estava. Houve agressões, houve uma vítima mas não houve agressores. Para que não haja dúvidas: O tribunal determinou que uma pessoa foi vítima de agressão nas instalações da PJ mas não determinou quem foram os agressores, apesar de estarem acusados uns senhores inspectores.

Ora, como ficou provado que Leonor Cipriano não caiu pelas escadas abaixo, não se atirou contra as paredes, não deu bofetadas em si própria e teria dificuldades em “espetar” uma cadeira na cara, pode concluir-se que alguém a agrediu. Dentro das instalações na PJ, convém reforçar.

O final deste caso ficará a fazer-me lembrar-me “Frei Luís de Sousa”, de Garrett. No final perguntamos: “Quem são os agressores?” e alguém nos responde, qual romeiro desconhecido, “Ninguém”.

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