Soares e Freitas, o bem e o mal e a vitória de "Buterres"

Em dia de eleições trago à memória dois episódios que à luz de hoje, me fazem sorrir.
Em 1986, então com 12 anos, participei no comício de Mário Soares na Avenida dos Aliados. Nessa altura, a “pequena” avenida encheu até deitar por fora: para mim a coisa era simples: o Soares era bom e o Freitas era mau. O Soares era fixe e o Freitas não. Quem diria que hoje, 23 anos depois, estarão os dois de telemóvel na mão a dar os parabéns ao “inginheiru”!

Em 1995 eu e um grupo de amigos, todos de Rio Tinto, fomos literalmente, os primeiros a chegar à Avenida para festejar a vitória de Guterres (durante uns tempos pensei que o homem se chamava Buterres, mas era excesso de água da piscina nos ouvidos), depois dos anos do Prof. Cavaco. Em fotografia do JN (prometo mostrar aqui quando a reencontrar) para a posteridade mostrava mais uma vez a simplicidade da análise. O bem e o mal.

Para o melhor e para o pior, hoje é tudo mais complicado e mais confuso… Do Guterres, nem sinal. Soares e Freitas partilham as mesmas pantufas e, quiça, até a botijinha da água quente. Cavaco parece de esquerda…

Será isto a memória? Olhar para trás e parecer tudo tão estranho?

Nota: desde os meus 18 anos, votei sempre! Para todas as eleições. Perdi sempre.

Comments

  1. Maquiavel says:

    Entäo fizeste os 18 anos em 1992 e perdeste sempre as eleiçöes? Como assim?
    Em 1996 votaste Cavaco? :O
    Bem, quem diz em 2009 que “Cavaco parece de esquerda…”, enfim…

Trackbacks


  1. […] Lembro-me de ter ido pela 1ª vez a um comício por alturas da campanha de Mário Soares em 1986, contra o Freitas do Amaral. Quando tudo era bem mais simples, perguntei porque é que ia a um comício do Soares e não ia a um do Freitas. A resposta foi de uma limpeza cristalina: […]

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