A nova campanha negra

À boleia de um resultado eleitoral positivo, o presidente do CDS/PP decidiu prolongar o seu efeito e optou pela via da vitimização, lançando um novo desígnio nacional. Paulo Portas anunciou ontem que solicitou uma audiência ao Presidente da República para “colocar o problema das sondagens” e considerou que estas foram “uma viciação da vontade eleitoral”.

A verdade é que o CDS surge, desde há anos, nas sondagens com valores muito inferiores aqueles que garante nas urnas. Este não é apenas um problema do partido de Portas. Que o diga o PS, que pensava ganhar as eleições de domingo, à luz de inúmeras sondagens, e acabou por perder na verdadeira e única real sondagem.

Este não é um problema novo e tem origem na forma como são preparadas e realizadas as sondagens em Portugal. A maior parte ainda se faz através do telefone fixo, um sistema que era falível já há uma década atrás. Hoje ainda mais. Trata-se de um problema que urge ser resolvido pelas empresas do sector e pelas entidades que encomendam os estudos.

Portas sustenta a sua indignação, e a do partido, em algumas questões: “Quantas pessoas que gostam do CDS não ficaram em casa porque julgaram que o partido estava fraco? Quantas pessoas não votaram noutro partido porque julgaram que nós não elegíamos deputados? Quantas opiniões, quantos artigos, não foram publicados a dizer que o CDS ia morrer?”.

Já agora, uma pergunta que o presidente do CDS se esqueceu de acrescentar: Quantas pessoas foram às urnas votar no CDS para dar mais força ao partido, ajudando-o a eleger deputados e evitando a sua ‘morte’?

Comments

  1. luis Moreira says:

    Nas não é pelas mesmas razões.O PS normalmente é beneficiado.

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