G8 economias estabilizam

Há sinais de estabilização nas economias dos G8. Mas há riscos que permanecem e que não devem ser desvalorizados. Quem o diz são os Ministros das Finanças dos G8 reunidos em Itália para preparar a próxima reunião dos chefes de Estado.
As bolsas estão a valorizar, as taxas de juro estabilizaram e os bancos estão a facilitar o crédito com spreads menos agressivos, e ao mesmo tempo a confiança dos consumidores está a regressar.
Mas há muito trabalho a fazer, como limpar os balanços dos bancos do “lixo tóxico” e ter muito cuidado com a enorme volatibilidade do mercado das matérias primas, com o petróleo à cabeça.
Os fundamentais económicos são agora menos sombrios.
Espreita a inflação derivada dos pacotes de incentivo que os estados têm injectado na economia.
Ainda é cedo para tirar o pé do travão.Lá para o fim do ano e, para nós, só lá para meio de 2010!

Comments

  1. Ou 2011, Luís.

  2. dalby says:

    A MINHA ESTÁ ESTABILIZADISSISSISSIMA

  3. Esta crise é a primeira e mais profunda crise do imperialismo, do capitalismo na sua fase superior, dos oligopólios, das oligarquias financeiras mundiais, da globalização, do neoliberalismo.São de uma natureza diferente e nova, as causas da actual crise económica e financeira. Nunca como agora exorbitantes somas de capital são retiradas do reinvestimento para ingressarem na especulação financeira – as trocas especulativas diárias são da ordem de 1,5 triliões de dólares por dia, enquanto as trocas de bens e serviços realmente existentes mal atingem os 25 biliões, algo como 60 vezes menos. Este, um dado novo, que condiciona o desenvolvimento económico capitalista como nunca antes se tinha presenciado. Ao desviar-se o capital do investimento para a especulação, decresce o investimento produtivo e com ele aumenta o desemprego e decresce o crescimento económico. Foi a especulação financeira global a responsável pela actual crise. E não é crível que passados os tempos desta fase critica, com a “retoma”, a especulação financeira tenda a regredir. Pelo contrário, ela ressurgirá e seguramente com mais pujança ainda, arrastando os países para um menor e mais acelerado crescimento económico, maiores taxas de desemprego e maiores desigualdades sociais. É em torno da Bolsa e dos operadores financeiros, internacionalizados como se encontram, que reside a grande especulação financeira mundial. Todos parecem sentir alívio com a subida dos índices bolsistas a que assistimos nestes últimos dias. Todos pretendem regressar e depressa a um mundo financeiro em tudo igual ao que precedeu a crise. Não compreendem ou não querem compreender que desse modo estão a cavar os alicerces de uma inevitável, mais rápida e profunda crise futura.

  4. Luis Moreira says:

    Ruy, de acordo, mas é preciso parar isto primeiro e depois tomar as decisões certas.Se não se importa vou transformar este seu comentário num texto.Obrigado!

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