Ainda e sempre as crianças. Quem responde pelos crimes?

A menina de Torres, a Esmeralda, estava feliz com a sua família. Os vizinhos, a professora, a própria menina, dizia-se feliz. Só havia um problema entre adultos. Aconteceu esta coisa inexplicável. A miúda andou em bolandas e tiraram-na da família , da sua casa, da sua vizinhança, da sua escola, dos seus amigos .
A miúda Russa, Alexandra, estava num ambiente conhecido, onde a sua vizinhança, os seus amigos , a sua familia a faziam feliz e onde poderia ser sempre ajudada. Não senhor, mandaram-na para um país distante, sem conhecerem o ambiente, as pessoas, a vizinhança. Interessaram-se pelo problema dos adultos não pelo interesse da criança.
As crianças de Pinhal Novo, tragicamente mortas num incêndio , numa casa miserável.
Entregues a uma família disfuncional, com cinco filhos e sem qualquer capacidade económica para os criar , a viverem na miséria. Conhecemos hoje as condições familiares, financeiras e de disfunção social a que as crianças estavam sujeitas.
Pergunto: alguem acha que as condições para as crianças serem felizes estavam reunidas?
Entregues a uma mãe com cinco filhos, com um companheiro que não é o pai das crianças, com familiares toxicodependentes, todos a viverem na miséria.
E, no entanto, as crianças acabaram vítimas inocentes destas condições!
Os serviços que referenciaram as crianças conheciam os pressupostos da sua decisão?
Se não, devem de imediato serem despedidas!
Se sim, devem de imediato serem accionadas em Tribunal!
Afinal quem é que responde por estes crimes sem nome?
Nuns casos retiram as crianças de ambientes estáveis e , no outro, entregam-nas a um ambiente completamente degradado ?

Comments


  1. São casos bem diferentes Luís, mas, de facto, o centro da questão permanece: quem responde e que protege as crianças.

  2. maria monteiro says:

    e nem haverá culpados com pena suspensa…. “ Considerando que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços, A ASSEMBLEIA GERAL PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as melhores em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam este direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:……”

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