A minha auto-avaliação

Há cerca de um mês, o Paulo Guinote lançou o desafio: que os professores dessem a conhecer a sua auto-avaliação. Na altura, não tive tempo de responder, mas aqui fica a forma como me avalio neste ano lectivo que agora termina. Não participei em nenhum momento de avaliação, não entreguei os Objectivos Individuais e não solicitei a avaliação na componente científico-pedagógica. Apenas entreguei esta auto-avaliação, como faço todos os anos desde que dou aulas. Neste sentido, vou ser tão avaliado neste ano como fui nos anos anteriores. Mas depois deste texto, já só espero o Muito bom!
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RELATÓRIO CRÍTICO DA MINHA ACTIVIDADE DOCENTE
ANO LECTIVO 2008/2009

Como faço todos os anos desde que sou professor, 1994, farei neste relatório uma súmula dos principais momentos da minha actividade docente durante o ano lectivo que agora termina.

Ao longo do ano lectivo 2008/2009, procurei cumprir com zelo e dedicação as minhas responsabilidades enquanto docente da Escola.

Na prática, só cumpri 2/3 do ano lectivo em serviço efectivo na escola. O facto de ter tido uma filha em Julho e de a minha esposa ter sido obrigada a ir trabalhar logo em Setembro obrigou-me a ficar em casa com o bebé, exercendo a licença de paternidade a que tinha direito. Assim sendo, só regressei em Dezembro, mas fiquei-me pela Sala de Estudo até ao fim do período, visto que as minhas turmas estavam atribuídas à professora que me substituíra e com ela ficaram até às avaliações. Estive presente nos Conselhos de Turma do 1.º Período e tomei contacto, pela primeira vez, com os restantes elementos da turma.

Inicialmente, tinham-me sido distribuídas cinco turmas – três de 8.º ano, uma de 10.º ano e uma de ensino profissional – e uma Direcção de Turma. No entanto, dada a minha ausência no 1.º Período, a Direcção de Turma acabou por ser entregue definitivamente a outra professora.

Cumpri o meu serviço lectivo com toda a dedicação. Cada turma é uma turma e cada aluno é um aluno, e foi com esse espírito que conduzi toda a relação professor – aluno ao longo do ano lectivo. A relação pedagógica que implementei foi a mesma de sempre, baseada no respeito mútuo e, quando tal respeito não tivesse correspondência por parte do aluno, na imposição de regras claras: a autoridade do professor na sala de aula é um valor que não pode ser posto em causa, nem ontem, nem hoje, nem amanhã, seja por que legislação for e sejam quais forem os agentes políticos responsáveis.

Neste sentido, posso dizer que todos os meus objectivos foram cumpridos. Não os Objectivos Individuais previstos na legislação, porque esse não os entreguei, pelo facto de me opor ao actual modelo de avaliação do desempenho docente, mas os meus objectivos individuais, aqueles que norteiam desde sempre a minha actividade enquanto docente. E que são, numa só frase, conseguir, através de uma relação ensino/aprendizagem completa, que os meus alunos atinjam os objectivos a que se propõem, que melhorem as suas aprendizagens e que se tornem melhores pessoas.

Não significa, como infelizmente acontece nesta escola, que todos os alunos tenham de transitar de ano só porque sim e que, em nome dessa pacóvia bondade para com os alunos, se alterem níveis e classificações conscientemente atribuídas pelos professores das disciplinas. Ao invés, a melhoria das aprendizagens, a obtenção de competências e a melhoria geral, como ser humano, só se conseguem, muitas vezes, com uma retenção. Fazendo ver ao aluno, dessa forma, que há uma diferença entre querer e não querer, entre estudar e não estudar. Sei que todo o sistema educativo português, desde há alguns anos, está organizado de forma a que os alunos quase sejam obrigados a transitar – dantes, os do básico; agora, também os do Secundário. Sei que remo contra a maré mas, consciente da minha razão, não irei mudar.

Preparei e organizei as actividades lectivas da mesma forma de sempre. Para além da utilização do manual, criei recursos audiovisuais, como fotografias e vídeos, e promovi trabalhos de grupo para uma melhor interacção entre os elementos de cada turma. Infelizmente, a escola não se mostrou preparada para corresponder às minhas necessidades. O facto de existirem apenas dois projectores no único pavilhão onde leccionava e de não existir uma única televisão em toda a escola levou a que, muitas vezes, mesmo com a maior antecedência possível, não fosse possível executar a aula conforme planeado. Quero destacar o papel incansável dos Auxiliares de Acção Educativa da escola, sempre prontos a tentar resolver os problemas dos professores e a procurar soluções alternativas.

Em relação à turma do 10.º ano de escolaridade, socorri-me de um recurso extra, essencialmente utilizado fora do contexto de sala de aula e que teve como objectivo aproximar-me de uma turma com as quais estava a ter algumas dificuldades de relacionamento: a criação de um blogue na internet. Fi-lo a título experimental, porque nunca antes o tentara, com o objectivo de promover um maior contacto entre professor e alunos e entre os alunos da turma. Os resultados foram excelentes e a relação que fomos estabelecendo no blogue, sobretudo nas caixas de comentários dos «posts», teve reflexos claramente positivos na relação dentro da sala de aula. No final do ano, como não devo continuar na escola, «passei a pasta» e forneci aos alunos interessados palavras-chave, para poderem eles próprios dar continuidade ao blogue. Quero apenas registar que «abri» esta experiência a todos os professores do Conselho de Turma, mas nenhum se mostrou interessado em utilizar este recurso.

Daqui resulta que a minha relação pedagógica com os alunos foi muito boa, tanto com os do 8.º ano de escolaridade como com os do 10.º ano e com os alunos do curso profissional. Pude conhecer muito bem os alunos da turma do 10.º ano, já que tinha três aulas por semana. O mesmo não poderei dizer das turmas do 8.º ano, com as quais tinha apenas uma aula semanal. Ora, em 90 minutos semanais, é impossível conhecer os alunos. E quando há uma queda de neve que impossibilita as actividades lectivas, uma greve, uma visita de estudo, a situação agrava-se.

Mesmo assim, não resisto a descrever um episódio ocorrido na última aula de uma das turmas do 8.º ano, episódio esse que demonstra a excelente relação pedagógica que mantive com os meus alunos. Descrevo-o da forma que o descrevi num blogue do qual sou autor:
«ADEUS MENINOS, A GENTE VÊ-SE POR AÍ
Chega, como sempre em Junho, o fim do ano lectivo. E aqueles que foram os amores de um ano vão-se embora. Para sempre. Fazem-se rapazes e raparigas e lá vão eles.
Falo dos meus alunos. A verdade é que eu é que vou. Eles ficam. A Ministra bem prometeu, em 2006, que ia ser por três anos e eu, feito burro, acreditei. Deixara de ser contratado nesse ano e pensei que ia finalmente estabilizar. Que ia poder acompanhar os meus meninos durante três anos. Vê-los crescer. «Ei, estás tão grande, puto. Há 3 anos eras tão pequenino», poderia dizer-lhes no final de um ciclo.
Pois bem, mesmo com os tais concursos de três anos, e mesmo como QZP, foram quatro escolas desde 2006. E no final, sempre a mesma angústia de me despedir sem tê-los conhecido a sério.
Nada de novo, pois, neste final de ano lectivo. Só que, como sempre, a gente afeiçoa-se mais a umas turmas do que a outras. Quem é professor sabe disso e compreende.
Com esta turma, a relação foi-se desenvolvendo ao longo do ano, dentro da sala de aula e através do blogue que criei para eles e onde partilhámos interesses, momentos e solidões. E na última aula do ano, após o
s
umário do costume («Auto-avaliação. Despedidas») e a sua concretização, deu-se algo de muito especial. Disse-lhes adeus, desejei-lhes boa sorte para a vida e deixei-os sair mais cedo. Acto contínuo, de forma completamente espontânea, TODOS os alunos, em vez de irem embora, vieram ter comigo. Cumprimentaram-me, abraçaram-me, beijaram-me. E agradeceram-me. Não sei o quê, mas agradeceram-me.
Foi um momento único, mesmo que se vá repetindo ano após ano. É sempre um momento único. E esse ninguém mo tira. Foi apenas um minuto, mas parece que, naquele bocadinho, foram apagados quatro anos de humilhações, insultos e tentativas de esmagamento de uma classe. Por parte de uma Ministra e de dois Secretários de Estado que, depois de terem destruído a Escola Pública, sairão como entraram. Sem saberem o que são momentos como o que eu descrevi. Sem saberem o que é o amor de uma turma. Sem saberem o que pode ser a relação entre um professor e um aluno – algo que nunca nenhuma avaliação poderá aferir.»

Em relação à relação que mantive com os alunos do 10.º ano de escolaridade, volto a remeter para o blogue acima referido e para as caixas de comentários dos «posts». Aliás, como se poderá ver consultando o blogue, este instrumento servia também como complemento às aulas, sobretudo através da postagem de resumos da matéria, revisões para o teste ou correcção do mesmo. Não foram raros os casos em que alunos tiraram dúvidas para o teste via blogue, sendo que a minha resposta era imediata. Para além disso, tinha no meu horário nove horas por semana na Sala de Estudo, e sempre me mostrei disponível para atender os alunos que sentissem dificuldades em determinadas matérias. Nunca o fizeram, talvez porque a Sala de Estudo é um espaço onde os alunos (e mesmo os professores) são constantemente maltratados.
Ainda com o objectivo de auxiliar os alunos com dificuldades, inscrevi-me voluntariamente no programa de Tutorias. Assim, acompanhei ao longo do 3.º Período dois alunos do 7.º ano de escolaridade que, na maior parte das vezes, não compareceram.
Todos os indicadores do processo ensino/aprendizagem pesaram na avaliação dos meus alunos. Como se sabe, estamos num processo de avaliação contínua e tudo é importante para formar um juízo valorativo relativamente a um aluno. E mais do que os testes de avaliação, as aulas são fundamentais para se obter um juízo rigoroso, objectivo e, acima de tudo, justo.
Nas turmas do 8.º ano de escolaridade, o facto de ter tido apenas uma aula por semana tornou-se um obstáculo impossível de superar. Como avaliar um aluno através das aulas se as mesmas ocorrem de forma tão espaçada? Restaram, pois, os testes de avaliação, já que, no ensino básico, sobretudo no 8.º ano, recuso-me a marcar Trabalhos para Casa – os célebres TPC’s, sobretudo por causa do ridículo «curriculum» dos alunos, com 16 disciplinas ou áreas disciplinares e quase sem tempo para estudarem e, no final, serem aquilo que devem ser – adolescentes.
A este propósito, de resto, e tendo no pensamento os meus alunos do 8.º ano, deixei num outro blogue do qual fiz parte o seguinte Manifesto contra os TPC’s:
«Regressei na segunda-feira ao trabalho, após uma saborosa licença de paternidade de quase três meses.
E como no ano passado estive nas «Novas Oportunidades» e, aí, o trabalho é totalmente diferente (sobretudo de acompanhamento dos aprendentes – pois, é assim que os alunos são chamados), já não me lembrava do verdadeiro disparate em que está transformado hoje o ensino básico.
Tenho, entre várias turmas do Secundário e de Cursos Profissionais, três turmas do 8.º Ano. Quando olhei para o horário deles, fiquei espantado. Têm mais de 35 horas de aulas por semana. 35!!! Trabalham mais do que a maior parte das pessoas, porque depois, fora da escola, ainda têm de fazer os trabalhos para casa e de estudar no dia-a-dia e, sobretudo, na véspera dos testes.
A panóplia de disciplinas, por sua vez, é quase interminável: Português, Inglês, Francês ou Espanhol, História, Geografia, Matemática, Ciências Naturais, Físico-Química, Educação Tecnológica, Artes Plásticas, Educação Visual, Educação Física, Estudo Acompanhado, Área de Projecto, Educação para a Cidadania e Educação Moral e Religiosa Católica (ufa!). 16 disciplinas, 16 professores.
São miúdos com 13 anos, porra! Estão na idade de viver um pouco que seja, não de estarem enfiados dentro de uma sala de aula quase oito horas por dia. Para socializar, têm os intervalos e a hora de almoço, já que nem com as faltas dos professores podem contar (curvo-me respeitosamente perante essa excelente invenção, no fundo com mais de 10 anos, que foi a das aulas de substituição). Não lhes chega tanta socialização?
Nas escolas de província, como é a minha neste ano, o mais normal é esses alunos terem de se levantar antes das sete da manhã e chegarem a casa quase às oito da noite. É jantar e dormir – pouco mais.
E o que é que eu faço quando apanho uma turma de 28 alunos às 17 horas, uma única vez por semana, sabendo eu que eles já estão dentro de uma sala desde as 8.30 da manhã e que, pelos seus olhos, já passaram inúmeros professores, cada um com as suas matérias, as suas exigências e as suas manias?
Tudo isto para dizer que me recuso a marcar trabalhos para casa, os célebres TPC’s. Aproveito as aulas ao máximo, da maneira que sei, tentando sempre abrir-lhes os olhos para o mundo que os rodeia (para mim, é o mais importante). Que cheguem a casa e que descansem, que brinquem, que vejam televisão. Estão na idade disso! Já bastam os testes para terem de se preocupar.
Os meus alunos, a primeira coisa que me perguntaram foi de onde eu era. A segunda foi se, sendo do Porto, era portista. A terceira foi quando é que iam ser os testes.
Não marco TPC’s e pronto. Assim como assim, no fim do ano o Ministério quase que nos obriga a passar todos os alunos, por isso, se era para ser um indicador do aproveitamento e do esforço do aluno, vai dar ao mesmo.
Tenho pensado muitas vezes no projecto educativo da Escola da Ponte, na Vila das Aves. É único no país. Ali, respeita-se o ritmo de cada aluno. Não há propriamente disciplinas nem aulas, não há testes, o Conselho de Pais/Encarregados de Educação é o órgão de legitimação do Projecto e é ele que tem de resolver os problemas que não são passíveis de ser resolvidos dentro da escola. Voltarei ao assunto.»

Em relação à turma do 10.º ano de escolaridade e à turma do ensino profissional, os instrumentos de avaliação puderam ser muito mais diversificados. Aulas, trabalhos de pesquisa individuais, trabalhos de grupo, testes de avaliação, visitas de estudo. Neste sentido, organizei para a turma do 10.º ano uma visita ao Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, ao Mosteiro da Batalha e à Vila de Aljubarrota. Fiz uma aula de preparação para a visita, enquadrada na matéria que estávamos a dar nesse exacto momento, elaborei um guião para acompanhamento da visita e fiz a sua avaliação. Em relação à turma do ensino profissional, participei na Qualifica/09, visita de estudo à Exponor, e numa palestra sobre a água que decorreu na Casa da Cultura de Cinfães.

A minha participação nos Conselhos de Turma pautou-se sempre por critérios de rigor e objectividade. Defendi com toda a convicção os níveis que tinha para atribuir, por considerá-los os mais justos e adequado às competências reveladas pelos alunos. Da mesma forma, insurgi-me contra todas as alterações de classificações, minhas ou não, que tivessem como justificação única permitir que no ano seguinte o aluno acompanhasse a sua turma. Não concordei com a maneira como determinados alunos transitaram com um número inaudito de níveis negativos, e disse-o em Conselho de Turma. Para mim, fazer transitar esses alunos era pactuar com quem
faz da bandalheira o seu percurso escolar, era pactuar com a permissividade que tem sido apanágio da política do Ministério da Educação, sobretudo nos últimos quatro anos. Deixei-o registado em acta.
Em sede de Departamento, deparei-me com uma espécie de órgão intermediário entre o Ministério da Educação e os professores. Ou seja, nas reuniões de Departamento, pareceu-me sempre estar a ouvir a senhora Ministra da Educação. Era necessário que os alunos transitassem e que o número de níveis negativos fosse o mais baixo possível. «Repensar estratégias», neste caso, interpretei-as como subir os níveis aos alunos. Reuniões privadas com os professores do Departamento, se fosse necessário, para ultrapassar o «problema». Valha a verdade que, perante este tipo de discurso, o melhor era nem sequer dizer nada.
Ao invés, encontrei no Conselho Executivo um órgão sempre colaborante e pronto a resolver tudo o que estivesse ao seu alcance. Várias foram as vezes em que me dirigi a esse órgão com questões concretas cuja resolução urgia. A internet foi uma questão recorrente, pelo facto de ser desligada pouco tempo depois do fim das actividades lectivas. Estando eu deslocado na vila, e sem computador pessoal que se pudesse substituir aos da escola, via-me assim impedido de preparar com todos os recursos necessários as aulas do dia-a-dia. Devo esclarecer que me foi explicada a razão de tal procedimento. Naturalmente, aceito que assim tivesse de ser feito.

Em relação aos meus conhecimentos científicos e pedagógicos, devo dizer que desenvolvo ao longo dos anos um trabalho de pesquisa e investigação constantes, como o atestam as várias dezenas de livros publicados nos últimos anos. Ao nível das capacidades de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação, devo dizer que estão claramente acima da média da classe docente. Não senti a necessidade, até hoje, de desenvolver acções de formação contínua enquanto tal, pelas razões atrás aduzidas.

No final de um ano lectivo mais desgastante do que o habitual, em especial devido à guerra promovida contra os professores pelo Ministério da Educação, e que neste ano lectivo terá atingido o seu auge (o que motivou a minha candidatura a Delegado Sindical da escola, visto que não havia), considero que a minha missão foi cumprida e que o meu desempenho profissional pode ser considerado MUITO BOM. A minha relação com a comunidade foi mesmo EXCELENTE – tanto com a comunidade educativa como com a comunidade da vila. Em relação aos alunos, fiquei com um amigo em cada um deles. Em relação aos professores, foi um entre os muitos que, com honestidade e sem incoerências, procuraram dignificar a sua profissão.

Ricardo Santos Pinto

Comments

  1. dalby says:

    Um verdadeiro pai, um marido moderno, e um belissimo professor….a vaidade corre pelas paredes abaixo como humidade em dia de Inverno..Outra coisa, eu acho que já andamos a bater de mais no MVA não achas??!! È que não há cu que aguente tanta pancada!

  2. maria monteiro says:

    RSP, pois continue a ser como é… parabéns

  3. Ricardo Santos Pinto says:

    Obrigado, Maria. Balby, poupa-me as ironias.

  4. Adalberto Mar says:

    Não é balby mas DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD alby DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDa l b y! È assim tao dificil senhor Doutor??!! E não estava a ironizar! Será que não acreditas num elogio meu?

  5. Edvaldo Barros says:

    Parabéns! Esse deveria ser o enfoque de todo cotidiano do professor.