De Paulo Pedroso a Isaltino de Morais, passando por José Sócrates: Uma decisão histórica

Em «post» anterior, o Adão Cruz confessa não ter uma explicação «científico-metafisico-religioso-filosóco-político-físico-químico-prostituto-biológico-cavernículo-futebolístico-irracionalo-ético-estético-moral» para a seguinte questão. «PORQUE É QUE O POVO TEM ESTA TEIMOSA, QUASE RELIGIOSA TENDÊNCIA DE ELEGER, PRIORITARIAMENTE, VÍGAROS, PULHAS, BANDALHOS, LADRÕES, TRAFULHAS, PANTOMINEIROS, CRÁPULAS, ESCROQUES, VÂNDALOS, CORRUPTOS, VAMPIROS, GATUNOS, GAJOS QUE TÊM NO CEREBRO UM MONTE DE TRAMPA E NA ALMA UMA LIXEIRA?»
Sinceramente, caro Adão, não sei a quem te referes. Tens alguém em mente?
Agora a sério, a sentença de sete anos de prisão para Isaltino de Morais é verdadeiramente histórica. Pela primeira vez, a menos que o Supremo ensaie mais um «golpe de teatro», um político no activo vai afocinhar nos calabouços da Justiça.
Claro que houve o caso de Paulo Pedroso, acusado de fazer sexo com rapazinhos, mas instâncias superiores encarregaram-se de fazer abortar o processo quando existiam provas suficientes para, pelo menos, ser levado à barra do Tribunal. Existe agora o caso José Sócrates, que nunca dará em nada enquanto ele for primeiro-ministro: tudo o que mexe à sua volta já foi constituído arguido, só ele é que não. Nem será enquanto estiver no poder, da mesma forma que Vale e Azevedo nunca teria sido levado à Justiça se ainda fosse Presidente do Benfica.
Retracto-me perante ti, caro Adão: já percebi a quem te querias referir…

Comments


  1. Há no entanto uma coisa que me intriga… numa semana a justiça não presta por via da fatinha, no outro, já é é santa por via do demónio isaltino. Justicialismo à medida das conviniências. Está certo. Mas, confesso, gostei muito, mesmo muito da parte final post. É pena que o referido não seja da Costa.

  2. Luis Moreira says:

    Isto é em código ou então em braile.

  3. Ricardo Santos Pinto says:

    Da Costa? José Sócrates da Costa? Não percebi!

  4. Adão Cruz says:

    Caro Ricardo, um abraço.Não me refiro a algum em particular, mas a muitos em geral. É que paira à minha volta um cheiro tão nauseabundo a putrefacções corruptivas (corrupto quer dizer podre) que nem a comida me sabe. É uma constante sensação de vómito.