A ERC regula, dirige, controla, castiga …

Estas entidades de regulação são do mais sócrático, do que melhor indicam o pensamento do Primeiro Ministro. Este homem se não vivesse em Democracia teria tentações absurdas.

Regular é obrigar que a lei seja aplicada. A Lei emanada da Assembleia da República ou da Constituição, mas o que nós verificamos é que estas entidades regulam segundo as suas próprias regras, no melhor cenário, ou segundo as regras do governo , no pior cenário.

A ERC é uma aberração. Ainda há bem pouco tempo foram chamados há Assembleia da República alguns responsáveis pela RTP, que ali disseram que a comunicação social tem que se regular pela notícia, pelo interesse público, não é possível fazer notícias na proporção , ou a metro.

Mas a ERC vem agora com uma série de instruções para serem aplicadas no período eleitoral. Levantam tantas dúvidas e são tão pouco apropriadas que se está mesmo a ver que serão aceites por quem estiver em posição de esperar prebendas do governo, e quem estiver protegido e não as aplicar, vai ser chamado à pedra para as calendas, muito depois de as eleições terem lugar. E só ganha quem não aceitar a regulamentação da ERC.

Eu gostaria de ver a ERC obrigar que a comunicação social desse tanta importância aos pequenos e novos partidos como dá aos presentes , mas nunca limitar estes. Intervencionismo não é coisa que se aceite sem resmungos, não dá bons resultados, é preferível serem muito capazes a detectar patranhas e ter capacidade de punir do que vir mandar “postas de pescada”.

Até porque a sua reputação está pelas ruas da amargura no que é muito bem acompanhada pela Entidade Reguladora dos Mercados do amigo Sebastião do ex-Pinho , que não consegue ver mal nenhum na actuação das petrolíferas quando entidades independentes como a Partex, pela voz do seu Presidente, vem dizer que a política de preços é uma batota pegada.

Quem nos regulamenta os reguladores?