O trabalho infantil do Miguel Abrantes

O funcionário governamental que se esconde sob o nome de guerra de Miguel Abrantes conseguiu, num simplex muito aflito onde tenta amortecer os textos do Paulo Guinote desmontando a recente manipulação estatística sobre sucesso escolar, escrever uma frase que subscrevo integralmente:

Manter os alunos na escola com aproveitamento em formações mais longas é muito mais útil e importante para eles e para a sociedade do que deixá-los sair precocemente para o mercado de trabalho.

Deve ter sido pela mesma causa que o Partido Socratista fez aprovar na AR o regime jurídico que regula o trabalho no domícilio que permite a menores de 16 anos executarem “trabalho doméstico“, desde que tenham completado a escolaridade obrigatória, o que na versão governamental está cada vez mais fácil, e é mesmo uma grande vitória da socióloga Rodrigues.

É que não estão bem no mercado de trabalho, estão em casa, embora talvez precisassem de uma formação mais longa. Não sei se entendem: cosem botas para a Zara, mas é em casa, não é no mercado. Não entenderam? Eu também não.

Comments

  1. Belina Moura says:

    Eu também não entendi… Ai, Deus!

  2. Luis Moreira says:

    Nem a Lurdes entende…

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