Alguém me sabe dizer porque razão anda parte dos portugueses a celebrar o Halloween?

É uma festividade de raízes estranhas mas genuinamente anglo-saxónica e pagã e sem presença histórica em Portugal, onde preferimos assinalar o Dia dos Fiéis Defuntos.

Até há alguns anos não tinha qualquer expressão em terras lusas, salvo um grupo de indivíduos que se reunia num ‘jantar dos 13’, mais para o espectáculo que para promover qualquer motivação esotérica.

 

De repente, aos poucos, começou a ganhar dimensão. Uma festa aqui, um evento acolá. De ano para ano foi crescendo. Hoje, dou por mim a ver muitas lojas com decoração do Dia das Bruxas, restaurantes a fazer especiais do Dia das Bruxas, bares com iniciativas do Dia das Bruxas. Quase de um ano para o outro, os portugueses começaram a celebrar o Halloween.

 

Sim, não foi bem de um ano para o outro mas não vamos entrar em demasiados detalhes.

A coisa é uma espécie de Carnaval mas sem serpentinas e mais preto. E o Carnaval tem a vantagem de mostrar mais raparigas em roupas diminutas.

 

E esta descoberta do Halloween em Portugal deve-se a quê? Apenas à influência do cinema? Efeitos da globalização? Necessidade de escapismo e as parvoíces como o Dia das Bruxas servem para isso? Foi a crise?

Comments


  1. É mais um passo na aculturação a que os americanos nos submetem. Alguma vez, por exemplo, se celebrou entre nós o «dia de são valentim»? Dia dos naamorados era todos os dias em que os corações apaixonados se encontravam. Os americanos, levando a extremos ridículos a sua anglo-saxónica mania de tudo regular e sistematizar, criam dias para tudo. O dia das bruxas, o estúpido Halloween, é mais um deles. As nossas crianças que pediam «pão por Deus», já dizem «Doçura ou travessura». E a imbecil canção aniversariante dos «parabéns a você», com música americana e tonta letra brasileira? Bem, pareço aquela personagem do Agildo Ribeiro que entrava em paranoia quando lhe falavam da Bruna. Eu fico doente e entro em disforia quando me falam na contagiosa parvoíce norte-americana. Em todo o caso, os nossos comerciantes, a contas com a crise, agradecem estes «dias» que lhes permitem aumentar o volume de negócio.


  2. Ainda ontem ao ver passar crianças mascaradas comentei com uma amiga a estranheza das festividades do dia das bruxas… Não sei se é só de mim mas cada vez vejo mais estes festejos e cada vez menos, de ano para ano, noto o pão por Deus…


  3. Qualquer dia começamos também a celebrar aqui o 4 de Julho…


  4. E o carnaval “brasileiro” com as miúdas meio despidas a tremerem de frio?


  5. É outra prova da menoridade cultural de uma grande parte da população. Parece que em Torres Vedras ainda conservam vestígios da nossa maneira tradiional de festejar o Carnaval. Mas a brasileirice pindérica e tonta vai tomando conta de tudo. Mas, reparo, estás a queixar-te das brasileiras semi-despidas? Nem parece teu.

  6. maria monteiro says:

    Ainda me lembro de quando ia pedir o pão por Deus pelas fazendas da vizinhança … enquanto caramelos espanhóis, castanhas e broas de erva doce iam para os sacos todos tínhamos direito a beber deliciosos licores caseiros … fiquei “viciada” em licores alentejanos


  7. Não me “troco” por tão pouco…


  8. Não é viciada, Maria Monteiro – o termo é «apreciadora».


  9. Eu sei. Embora o «tão pouco» às vezes não seja despiciendo.


  10. Os 10 mil euros do Vara são exemplo do que dizes…


  11. O 4 de Julho passava a ser o da “raça”…

  12. maria monteiro says:

    e deixava de haver “confusões presidenciais”…


  13. Acho que já faltou mais para o 4 de Julho … :/ no entanto hoje ao telefone com a minha mãe confirmo que nas aldeias (pelo menos onde vivem os meus pais) ainda se vai ao pão por Deus 🙂 acho que a diferença é que vai um grupo de mães uns metros atrás para vigiar a criançada… Menos mal! Ainda não ’tá tudo perdido…!

  14. TOZE Canaveira says:

    Acho que está a reclamar é por o Halloween NÃO ter mulheres despidas, ou menos vestidas… venham elas.Não interessa a nacionalidade, desde que a roupa seja pouca.Metendo agora alguma seriedade na conversa, esta é mais uma oportunidade de negócio e foi só essa a razão do repentino e recente aparecimento desse “fenómeno”.E nos tempos que correm, uns euritos a mais são uma verdadeira fortuna.

  15. maria monteiro says:

    Também foi por motivos comerciais que o dia da mãe foi transladado de Dezembro para Maio… afinal de contas em Dezembro o negócio chama-se sempre e só natal


  16. Responsabilidade directa, desta palhaçada e da do suposto dia dos namorados: professores de Inglês espalhados pelo país, e apostados na hegemonia cultural angloamericana.

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