Menino ou menina?

 

O amor é uma força da natureza. A frase não é minha, mas os sentimento sim. Se não houver essa paixão que leva um corpo a se juntar com outro de diferentes géneros, o mundo não teria população. Fazer filhos, é uma dádiva da divindade, se divindade houver . Parece-me que a divindade é a força da paixão que nos seduz, nos namora, faz de nós seres doces, protectores e ternurentos, que faz dos nossos, um arrepio permanente. Arrepio permanente de namoro e desejo. Desejo que faz dos corpos, um no que penetra essa  pessoa que que nos seduz. Também há a paixão que nãoo rende fruto, essa paixão de pessoas do mesmo género. Sobre este tipo de paixão temos falado tanto, até o ponto de esquecer referir ao amor que rende fruto, essa atracção que faz doer o corpo se nãoo é satisfeita Satisfação que acaba em sangue, suor e lágrimas na felicidade que, após render o nosso corpo ao corpo que amamos, faz distender esse corpo e adormecemos. Dias inteiros, horas cumpridas, com um acarinhar ao outro que, apenas no fim, se rende e procura o nosso erotismo. O que acontece nesses casos? A descendência aparece no meio de nós, que amamos de outra maneira, mas amamos compaixão, uma paixão que leva ao sedutor a estar sempre ao pé do bebé desprotegido, essa criança que depende de nós ao longo de períodos cumpridos. Se o resultado é rapaz o rapariga, é-nos igual: são nossos, a nossa responsavilidade. Mas nem sempre.

É irrelevante que essa descendência seja menina ou menino. Há, entre outros assuntos, os ciúmes do pai que se quer ver projectado a si próprio na forma de rapaz. Permite na vida adulta uma certa cumplicidade nas brindeiras masculinas, jogar a bola, ouvir a histórias de amor que o mais novo confia ao seu progenitor.

Na nossa cultura há um ditado: os filhos são do pai, as filhas da mãe. Depende, como é natural, da confiança que pai ou mãe ofereçam aos seus pequenos.

Nunca esqueço a análise que fiz a um conjunto de crianças de uma aldeia de Portugal, outra na Galiza e outra na Cordilheira dos Andes. Na de Portugal, havia este sacristão que todos os 10 meses fazia um bebé a sua mulher. Cada nascimento, era uma desilusão para ele: apenas meninas, até seis. Por milagre, o sétimo descendente foi um rapazito. A alegria do meu Sacristão, por nome Joaquim Beato foi tão grande, que deixou de se embebedar e esqueceu os ciúmes que sentia pela sua mulher, a quem não era permitida de falar com ninguém na rua: não fosse o caso que tiver prelúdios com um homem qualquer e for enganado na paternidade. Estudei o caso ao longo de 20 anos. 

Para mal do sacristão, homem tradicional, o filho foi criado pelas irmãs e hoje em dia vive com o seu amigo íntimo. Como se amar pessoas do mesmo sexo, for delito ou pecado. Joaquim Beato não entendia e em vez de ensinar, punia, abandonava, não era solidário nem com a mãe que nada comentava dos amores do filho: aceitava com facilidade, como as irmãs. Foi levado ao estrangeiro pelas irmãs e vive feliz com quem ama, o seu rapaz pessoal. Há também outros motivos, bem conhecidos na História, como esse anseio de Henrique VIII Tudor, que casava uma e outra vez para obter um herdeiro para a sua monarquia, o que parecia impossível.

A sua primeira mulher, Caralina de Aragão, deu-lhe apenas uma filha, Maria Tudor, que reinou. Pensava que o seu matrimónio não era válido e era punido pela falta de herdeiros. A sua mulher foi afastada e casou com uma rapariga da corte, estava certo que ela sim lhe daria um filho, mas apenas nasceu uma outra rapariga, Elizabeth, a melhor monarca de todos os tempos.

Na sua infância, afastou-se da sua mãe e procurou um dama da corte, Jane Seymur, quem lhe dera um filho, Edward VI, o que fez dele um homem feliz porque tinha tido um filho. Reinou seis anos e faleceu muito novo. Rapaz ou rapariga? Tem a sua importância se há bens pelo meio ou História para construir.

Por causa do seu desapontamento, no seu tempo não se sabia que determinava o sexo do descendente era o pai, pelos cromossomas x e y. Ele matava as sua mulheres e reformou o seu reino, separado-o de Roma na esperança de, sendo ele a orientar a religiosidade do seu povo, um milagre ia acontecer: teria um filho. Casualidade ou ambição? Ambição, antes.

Este Henrique tinha as suas mulheres e, as tantas, os seus rapazito de 15 ou 20 anos. Relações que não rendiam fruto.Se o descendente é menino ou menina, tem a sua importância, de forma diferente, nos três casos narrados, todos eles falhados. Quem por fim reinou e reformou a religião, foi o seu sobrinho neto, Jaime I de Inglaterra e VI da Escócia. O Tudor não sobrevevu para ver este milagre. Menino ou menina, ou paixão infrutífera, acaba por ser de importância para o pai quem deseja se ver retratado no seu descendente e partilhar com ele aventura. Não podemos esquecer qye até o dia de hoje, a mulher é, infelizmente, um ser humano de segundo plano, como analiza o frade dominicano, Emílio Garcia Estebánez, no seu texto de 1992: Es cristiano ser mujer?, Século XXI Madrid. Será assim que os filhos mais do que as filhas são procurados? 

 

 

Comments


  1. UM DESTES DIAS QUEM VAI AVALIAR A PASSAGEM DO LUIS PELO PORTO, PROFISSIONALMENTE E NEM TANTO, SOU EU, E VOU-LHE DAR A PONTUAÇÃO DA «ACTUAÇÃO DELE» NO D.HENRIQUE NO 22º ANDAR, EM HORAS DE EXPEDIENTE..DIGÁMOS..DE MOINS DE STRESS..ON VA PARLER ON VA PARLER DAL-o TAL!

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