A avaliação é necessária e é possível

Era fatal como o destino que a avaliação dos professores se croncretizasse, pode e deve ser melhorada , até porque é um processo  próactivo,  mas é muito necessária para a melhoria das escolas.

 

A argumentação dos professores sempre foi muito pobre e na parte final já só se agarrava aos professores "titulares" e à, para si impossibilidade, de se fixarem objectivos justos e mensuráveis, esquecendo que ali ao lado as escolas privadas já o fazem há imenso tempo.

 

A avaliação, desde que negociada e aceite por todos, permite que todos os professores saibam o que a escola espera do seu trabalho, e assim pôr todos a remar na mesma direcção. Depois leva ao envolvimento de todos nos processos e objectivos reconhecidos e aceites, como os mais importantes, os problemas passam a ser do grupo e depois da escola.

 

Um aluno problemático não o é para o professor, é-o para a escola, não só porque exige compromissos e tarefas que não estão ao alcance do professor, enqunto entidade individual, mas tambem porque os meios da escola são muito superiores à resolução ou enquadramento do problema.

 

Por outro lado, ninguem como os professores sabe exactamente quem é bom professor e quem tem mérito, é só preciso que esse conhecimento seja estruturado, seja natural e não visto como algo de "mau companheirismo", e que o seu merecimento seja comparativamente avaliado e recompensado.

 

Tenho-me batido desde há muito pela avaliação dos professores, toda a minha vida profissional foi avaliada, uma vezes melhor outras pior, é um processo exigente e de todos os dias, mas quem trabalha e quem obtém resultados tem o direito de ver reconhecido o mérito do seu empenhamento.

 

Oxalá a enorme massa dos professores que querem uma escola melhor, saiba tapar os ouvidos a quem precisa da contestação para ter poder e sobreviver.

 

 

Comments


  1. Confundes as questões. A contestação ao modelo de avaliação de professores é uma coisa e a contestação à divisão da carreira entre professores e professores titulares é bem diferente. E cada uma destas contestações tem os seus argumentos. Sobre a avaliação de professores, a argumentação não é pobre. Os professores sempre disseram que este modelo de avaliação não era exequível e que não permitia distinguir os bons dos maus professores. Onde está a pobreza da argumentação? A prova de que este modelo não era exequível foi dada pelo próprio Governo, que acabou por meter numa gaveta o modelo inicial, optando por um modelo muito simplificado. Neste modelo muito simplificado, que foi muito criticado pela OCDE, todos os professores têm BOM automaticamente desde que não tenham faltas injustificadas. E à partida, a componente científico-pedagógica (a parte que realmente interessa, que é dar aulas) não é avaliada. Achas que é assim que se distingue um bom de um mau professor? Claro que os professores têm de ser avaliados. Acho inadmissível os maus professores que continuavam impunes a progredir na carreira indefinidamente. Mas têm de ser avaliados por um modelo realmente justo, não pelo modelo actual, um basta fazer um realtório, uns objectivos e todos têm BOM. Falas no modelo do ensino privado. Óptimo! Então por que razão o Governo anda a insistir teimosamente neste modelo, fazendo simplex em cima de simplex, quando há um já preparado mesmo ao lado? Outra coisa: confundes professores com sindicatos. Convence-te de uma vez por todas que não é a mesma coisa.


  2. Há muitos professores que não pensam como tu. Eles é que confundem as questões.Um modelo de avaliação tem que ter estas caracteristicas:-ser aceite, o que obriga a ser negociado-ser mensurável, o que obriga a ser objectivo-ter consequências, o que obriga a ter influência na carreira.

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