As escutas acidentais

A questão jurídica não a discuto. A coisa política é muito simples: ou o primeiro-ministro solicita a divulgação das suas conversas com Armando Vara (eventualmente ressalvando aspectos de foro íntimo e pessoal), ou vai cavar o seu enterro político.

Se o fizer, mesmo que sejam transcritas inconveniências nos jornais, sai por cima.

Não o fazendo, enquanto o processo sucateiro durar ninguém se esquecerá que, se calhar, enfim, também, provavelmente, pode estar envolvido, é claro que está, corja de gatunos, etc., o que vale politicamente 2 fripóres. E assim ficará com 3, o que já é muita areia para qualquer carruagem.

Comments


  1. As escutas e a sua possível ilegalidade, não anulam a sua existência.

  2. figueiredo says:

    A parvoíce jurídica é a de considerar que se o socraste fosse apanhado numa escuta à namorada, que andaria a ser investigada por cumplicidade em negócios de sucatas, não seria preciso autorização do Supremo para interceptar a conversa porque não era ele o suspeito!… Só o pasquim do fernandes para se sair com uma dessas… O CPP exige autorização para escutar os três porquinhos, e não qualquer forma de reconhecimento ou validação posterior…


  3. Gostei dessa dos 3 porquinhos. E para  escutar o presidente de supremo, é preciso autorização de quem?