karl heinrich presborck marx e joseph ratzinger

Karl Heinrich Presborck, estudante em Iena

no aniversário do nascimento de Karl Marx…e da visita a Portugal de Ratzinger…

O Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, nasceu em Marktl am Inn, diocese de Passau (Alemanha), no dia 16 de Abril de 1927 (Sábado Santo), e foi baptizado no mesmo dia. O seu pai, comissário da polícia, provinha duma antiga família de agricultores da Baixa Baviera, de modestas condições económicas. A sua mãe era filha de artesãos de Rimsting, no lago de Chiem, e antes de casar trabalhara como cozinheira em vários hotéis.

Passou a sua infância e adolescência em Traunstein, uma pequena localidade perto da fronteira com a Áustria, a trinta quilómetros de Salisburgo. Foi neste ambiente, por ele próprio definido «mozarteano», que recebeu a sua formação cristã, humana e cultural.

O período da sua juventude não foi fácil. A fé e a educação da sua família prepararam-no para enfrentar a dura experiência daqueles tempos, em que o regime nazista mantinha um clima de grande hostilidade contra a Igreja Católica. O jovem Joseph viu os nazis açoitarem o pároco antes da celebração da Santa Missa.

Precisamente nesta complexa situação, descobriu a beleza e a verdade da fé em Cristo; fundamental para ele foi a conduta da sua família, que sempre deu um claro testemunho de bondade e esperança, radicada numa conscienciosa pertença à Igreja.

Nos últimos meses da II Guerra Mundial, foi arrolado nos serviços auxiliares anti-aéreos.

Recebeu a Ordenação Sacerdotal em 29 de Junho de 1951.

Karl Heinrich Marx, filósofo e economista alemão, nasceu em Trier (actual Alemanha Ocidental) a 5 de Maio de 1818. Estudou na Universidade de Berlim, interessando-se principalmente pelas ideias do filósofo Hegel. Formou-se em Direito e Filosofia Universidade pela de Iena em 1841. Em 1842 assumiu o cargo de redactor – chefe do jornal alemão Gazeta Renânia, editado em Colónia onde tinha a postura de um liberal radical. Ele queria descobrir a causa dos conflitos de classes provocadas pela revolução Industrial e o meio de os resolver. Algumas influências no desenvolvimento do pensamento de Marx: leitura crítica da filosofia de Hegel (método dialéctico), contacto com o pensamento socialista francês e inglês. (uma transformação social total) No ano de 1843 transferiu-se para Paris. Faleceu em Londres, 14 de Março de 1883.

Encontrava-me, num qualquer dia do ano de 2007, a escrever as minhas Sessões de Etnopsicologia da Infância, proferidas como aulas para os meus discentes do Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Pólo de Miranda do Douro, intituladas: A psicanálise da sexualidade das crianças. Venturas e desventuras. Ensaios de Etnopsicologia da Infância Processo de ensino e aprendizagem – Ano 2005. O texto, que na época escrevia de forma sintética para as aulas, deveria, posteriormente, passar a livro, porque me encontrava em recuperação de uma doença que mata. Tal facto, levou-me a passar para a palavra escrita, o que era esta ideia da Etnopsicologia da Infância, procurando assim, julgava eu, morrer com uma certa dignidade.

Não tinha discípulos, ou, talvez, tinha duas senhoras, antigas discentes e minhas doutorandas com as quais preparava algumas sessões perspectivadas nesta nova abordagem de estudo sobre as crianças – o grande objectivo da minha vida. Em anos anteriores, havia já transmitido para outros investigadores a forma de entender os mais novos, através da minha descoberta da Antropologia da Educação. Para descansar um pouco da escrita, fui, por acaso, a uma livraria onde me deparei com um livro escrito por Joseph Ratzinger[1], Pontífice da confissão católica, entronizado como Papa Bento XVI[2].  Papa Bento XVI (em latim Benedictus PP. XVI, em italiano Benedetto XVI), nascido Joseph Alois Ratzinger, (Marktl am Inn, Baviera, 16 de Abril de 1927) é  Papa desde o dia 19 de Abril de 2005

Joseph Ratzinger, 266º Papa da Igreja Católica, que nos visita em breve

O livro, datado de Abril de 2007, intitulado Jesus von Nazareth, em português, Jesus de Nazaré[3], editado pela Esfera dos Livros,

Livro de Joseph Ratzinger, publicado em 2007, Abril, para comemorar os seus 70 anos


[1] O Cardeal Joseph Ratzinger nasceu a 16 de Abril de 1927, um Sábado Santo, em Marktl am Inn, diocese de Passau, Alemanha e foi baptizado nesse mesmo dia. Nas suas memórias, reflectindo sobre o facto, diz: por ser a primeira pessoa a ser baptizada na Água Nova da Páscoa era visto como um acto muito significativo por parte da Providência. Sempre me enchi de sentimentos de gratidão por ter sido imerso no Mistério Pascal desta maneira (…); quanto mais se reflecte, tanto mais me parece apropriado à natureza de nossa vida humana: ainda esperamos a Páscoa definitiva, ainda não estamos na plenitude da luz, mas caminhamos na sua direcção cheios de confiança. Fonte com mais texto, em: http://www.acidigital.com/bentoxvi/biografia.htm.

[2] Papa Bento XVI (em latim Benedictus PP. XVI, em italiano Benedetto XVI), nascido Joseph Alois Ratzinger, (Marktl am Inn, Baviera, 16 de Abril de 1927). Papa desde 19 de Abril de 2005, com 78 anos e três dias de idade, consagrado como o 266º Papa, é o actual Sumo Pontífice da Igreja Católica.  Sucedeu ao Papa João Paulo II no conclave de 2005.

Domina pelo menos seis idiomas (alemão, italiano, francês, latim, inglês e castelhano), lê grego antigo e hebraico. Membro de várias academias científicas da Europa, como a francesa Académie des sciences morales et politiques, recebeu oito doutorados honoríficos de diferentes universidades, entre elas a Universidade de Navarra, é também cidadão honorário das comunidades de Pentling (1987), Marktl (1997), Traunstein (2006) e Ratisbona (2006).

Como pianista prefere Mozart e Bach. Nota resultante da consulta de O Diccionario de los papas de César Vidal Manzanares (1997), fazendo de Bento XVI o 266.º Pope Benedict XVI: Quick Facts.;  BBC News. Pope Benedict’s creature comforts; Blanco, Pablo, 2005: Joseph Ratzinger – uma biografia, Editora Quadrante, Rio de Janeiro pp 21, 22 e http://www.estantevirtual.com.br/livro/9452158/Pablo_Blanco_Joseph_Ratzinger__uma_Biografia.html.

[3] Ratzinger, Joseph, 2007, Jesus de Nazaré, Esfera dos Livros, Lisboa. Comentado pelo autor em: http://www.esferadoslivros.pt/livros.php?id_li=%2078. Entre a bibliografia de Ratzinger, aparece o livro de Marx de 1846: A Ideologia Alemã, citado e com palavras que louvam o fundador do socialismo científico. Pelo facto inusitado de um Papa Romano falar do considerado inimigo da Igreja Católica, noção que em parte nenhuma da obra de Marx aparece, as notícias voaram. Uma diz: Em seu primeiro livro como Papa, o alemão Joseph Ratzinger condenou duramente as nações ricas por pilharem o Terceiro Mundo e elogiou Karl Marx.

Bento XVI diz que, ávidas por poder e lucro, as nações abastadas pilharam e saquearam sem piedade África e outras regiões pobres, exportando o cinismo de um mundo sem Deus. O Papa também condena na obra o tráfico de drogas e o turismo sexual, sinais de um mundo de gente vazia cercada por abundância material.Texto em:  http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/bento-xvi-elogia-karl-marx/. Outra opinião diz: o que ocorreu foi que o Papa Bento XVI fez algum comentário em que assinala a importância do trabalho do filósofo alemão a respeito da “exploração do homem pelo homem”, ou seja, Marx, no século XIX foi o primeiro teórico a sistematizar e problematizar a condição de vida dos trabalhadores com uma dura crítica à situação de pobreza causada pela exploração selvagem da força-de-trabalho. Assim, ainda que em princípio os métodos da teoria marxista sejam dicotômicos com os valores cristãos, isso não significa que a Igreja não tenha reconhecido a importância dessa filosofia na denúncia das injustiças. Em:  http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070405132309AAysHRx.

Outro comentário, da AFP, acrescenta entre outras palavras: A” parábola do bom samaritano”, na qual Jesus explica aos seus discípulos a universalidade da noção do “próximo”, permite a Bento XVI falar da “sociedade globalizada” e “das populações de África, roubadas e pilhadas” material e espiritualmente pelo “estilo de vida” das sociedades ocidentais.

Joseph Ratzinger fala também de Karl Marx que “descreveu com vigor a alienação do homem”, “mesmo se não tenha percebido a verdadeira profundidade da alienação porque reflectia sobre a questão apenas em termos materiais. Comentado em: http://bbb.globo.com/BBB7/Internas/0,,AA1509658-7530,00.html

Depois de ler o livro e os comentários, bem como o estudo da obra de Karl Marx ao longo dos meus anos de vida, não me restava alternativa: procurar conhecer a vida íntima deste autor e a sua dinâmica para lutar contra a pobreza, a exploração e a alienação, que, contrariamente ao afirmado por Ratzinger, percebeu muito bem. Eis o motivo para o «parto», deste livro. O que sobre ele encontrei durante as pesquisas efectuadas deixou-me mais do que impressionado. Pensava conhecer Karl Heinrich, mas à medida que ia descobrindo a sua vida privada e as suas lutas políticas, senti-me compelido a escrever este texto. Aprendi tanto que senti nascer em mim, um novo objectivo de vida.

Foi-me, por isso, imperioso escrever este texto, abandonando outras sessões da minha vida académica, passando outros livros para um futuro adiado. Tinha escrito tanto, ao longo da minha vida sobre os princípios da doutrina católica e da doutrina marxista, que, ao ler o resultado do texto que juntava as teorias, foi necessário separá-las. Este é um dos vários livros nascidos dessa separação.

Jesus a meditar

o profeta medita sobre o seu objeto de vida

Marx a meditar, com determinação sobre o seu objecto de luta, o proletariado.

Dois lutadores, denominados por mim, duas espadas na mesma bainha. Hoje, 5 de Maio, comemoramos o dia do nascimento de Marx, que nos deixou um espólio de textos, movimentos; criou uma alternativa para colaborar com os desvalidos no Manifesto Comunista, redigido pela sua mulher, a católica baronesa prussiana Johanna von Westphalen, com base nas ideias defendidas pelo seu marido, outras de Engels e nas suas próprias. Marx era luterano social-democrata, Engels também, mas Johanna ou Jenny como é denominada, foi uma socialista católica. Toda a família Marx, Karl, Jenny, Eleanor, a filha mais nova, e Laura (segunda filha do casal) com os seus maridos, especialmente Paul Lafarge, lutavam pelo proletariado.

O segundo, denominado também Bento XVI, é um representante de uma divindade, venerada por milhares de seres humanos. Não tem filhos, mas conta com um Colégio de Cardeais que o aconselham, e com milhares de fiéis que ouvem a sua palavra, entendida como a palavra da divindade. Como refiro no meu livro de 2009: A religião é o ópio do povo, texto escrito e oferecido à  Associação Portuguesa de Antropólogos, editado em http://repositorio.idcte.pt\ e em http://recaap.pt

Este texto é uma síntese do meu livro em edição: Marx, um devoto luterano, pelo aniversário do seu nascimento, 192 anos dentro da História, entendido e comentado por Joseph Ratzinger.

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