Aeroporto da Portela: A TAP e a gestão da crise – A inabilidade e a incompetência

Uma mensagem de um magistrado brasileiro, vítima dos estrangulamentos e dos cancelamentos de voos em Lisboa em consequência das cinzas provenientes da Islândia.

“Que sufoco! Foram mesmo dias de suplício. Fome, sono, falta de higiene… Tudo contribui, porém, para o nosso crescimento.
Tomara Deus que todos os Juízes tivessem oportunidade de passar por aquilo por que passámos, para poderem compreender o sentimento das vítimas, quando se propusessem julgar causas semelhantes… Todos se conformaram com o fato da natureza (as cinzas que pairavam nos ares e dificultavam a navegação aérea), mas estamos por demais indignados com a falta de gestão e os procedimentos da TAP.
Que descaso!… Sem alimentação, sem hospedagem… Certo que o Papa estava em Lisboa e não havia tantos hotéis assim disponíveis.
Mas a falta de informação – a que a TAP nos forçou – é que mais irrita e causa indignação! Nos conduziam como bois para filas intermináveis, para recebermos informação nenhuma, ou, por outra, falsas e mentirosas. Para completar, nos “despacharam” para São Paulo, e deixaram nossas malas em Lisboa, sabe Deus onde e como.
A TAP tem de entender que não pode tratar assim a sua razão de ser: os consumidores.
A TAP tem de saber que é de pessoas que se trata, com dignidade, como centro de imputação de direitos, que não podem ser tratadas desprezivelmente, como se de irracionais se tratasse. Mesmo assim hoje os animais irracionais também são bafejados por direitos e de regras bem-estar animal, que de todo ali nos faltaram.
A TAP tem de entender que há que mudar de atitude, de procedimento.
A TAP tem responsabilidades, em especial com as rotas de onde lhe provém o dinheiro: o Brasil em primeiro lugar.
Mas tem de tratar todos por igual.
Ficámos muito decepcionados com a TAP.
Há coisas que não se fazem…
Exigi o Livro de Reclamações. Negaram-no.
Havia muita gente a querer reclamar. Em vão!
Depois de ameaçar chamar a polícia, lá me deram o livro, mas havia dois, o que deixou transparecer que havia ali menor seriedade!
Felizmente, cheguei ao Brasil. Não a Brasília, meu destino, mas a S. Paulo. Do mal, o menor.
Professor: veja se dão um jeito nisso para que a TAP se organize e passe a tratar com dignidade os consumidores, pessoas de carne e osso, e não só a sua bolsa, que lhes equilibra as contas ou lhes proporciona menores prejuízos.
Professor: o Senhor, que é um batalhador, não deixe de lutar pela nossa dignidade e respeito quando os profissionais parece zombarem daqueles que lhes asseguram as mordomias de que desfrutam.
Haja Deus!”

Comments

  1. Nightwish says:

    Há que ser dito que é um brasileiro a mandar na TAP…

  2. Pedro says:

    Isso de ser um brasileiro, um chinês, um australiano ou um finlandês a mandar não muda um milímetro à questão. Os consumidores são maltratados e são-lhes negados direitos e formas civilizadas de tratamento. Um bom poste, Professor, e continue a fazer do Aventar uma plataforma não só de divulgação, mas também de denúncia de casos concretos. O Aventar só ganha com isso e nós, cidadãos, crescemos em cidadania.

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