Como Se Fora Um Conto – Ano Novo, Vida Nova?

.

Como seria bom que o novo ano de 2011 nos trouxesse realmente uma vida nova.

As crises que travessamos, a internacional e a interna, podem e devem ser aproveitadas para mudarmos a nossa maneira de ver as coisas, o nosso entendimento da política e dos políticos, o nosso olhar para o estado de Portugal.

A crise interna, que para além de económica é acima de tudo de valores, pode ser mais facilmente ultrapassada com mais e melhor educação, com mais e melhor ensino, com mais e melhor cultura, e também com mais e melhor democracia.

O nosso país não cresce há mais de dez anos, todos os números são maus, todos os indicadores estão no fundo da Europa, excepto claro, os que o governo lê ou quer ler, e nos impinge quase diariamente, numa lavagem cerebral digna do melhor vendedor da banha da cobra.

Temos por isso de mudar o rumo que Portugal e os Portugueses estão a levar, e isso volta a estar nas nossas mãos. No ano de 2009, com três eleições, perdemos uma oportunidade suberana de mudar radicalmente as coisas e resolvemos mantê-las na mesma. O povinho de Portugal bem que torce a orelha, hoje, mas infelizmente já não sai sangue. Os senhores que nos (dês) governam trataram de nos sugar todo. Agora, neste ano que agora começa, poderemos, caso o queiramos, fazer algo por nós, embora pouco se comparado com o que poderíamos ter feito há ano e meio, e vamos viver com muito mais dificuldades do que vivemos em 2010.

Ao baterem as doze badaladas da meia-noite, no último suspiro do ano, as esperanças renovaram-se e os desejos intensificaram-se. Comeram-se as passas e pediram-se coisas em voz sumida, em segredo, com a certeza de que o novo ano iria ser muito diferente, para melhor, do que acabava de falecer, e nos poderia trazer tudo o que desejamos e pelo qual andamos a lutar já há muito tempo. O renascimento traz sempre uma nova visão da vida, repleta de boas intenções e presságios. Para trás ficaram o Ano Velho, as decepções, as desgraças e as recordações.

Neste mês de Janeiro, poderemos vir a fazer alguma diferença, ou não, quando elegermos com o nosso voto o novo Presidente da República.

De entre os muitos candidatos, só quatro parecem ter alguma palavra a dizer. Um já lá está e sabemos bem do que é capaz ou não, a outro já o conhecemos de ginjeira pelo nada que sempre fez, e aos outros dois, os médicos, não se sabe se estão bem preparados para o cargo, sendo certo que, eles mesmos o disseram, só pretendem tirar votos ao detentor do cargo para o forçar a uma segunda volta e com isso obrigar uma maioria dos votantes a engolir sapos vivos, como já uma vez nos aconteceu. Os outros candidatos à Presidência estão ali para dizerem que existem, mesmo que, para o caso em apreço, tal não seja minimamente verdade.

Para este novo ano, quis trazer só as boas recordações, infelizmente poucas, não querendo lembrar-me de novo, das outras que me fizeram viver com ódio e raiva, com lamentações e queixas, com azedume e mal estar. Quis que dentro de mim, em 2011, só passassem a existir pensamentos positivos, coisa que eu sei ser uma utopia, mas que quero tentar vir a ter diariamente. O dia a dia do meu país, e o meu próprio, não mo vão deixar, com os problemas que não vão deixar de continuar a existir, e com os outros que virão a ser criados todos os dias, pelo que terei, com assiduidade, de me insurgir, na esperança de que essa minha reacção possa levar a alguma mudança positiva.

Ano novo, vida nova? Quem nos dera. Ano novo, vida velha será o que vamos ter!

Aceitem os meus desejos de um Ano de 2011 menos mau, para todos!

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.