Preços gasolina, gasóleo, brent: 2005 a Janeiro 2011

Sendo novamente tema quente, continuo o registo da variação de preços do brent, do gasóleo rodoviário e da gasolina sem chumbo com 95 octanas (IO95).

2005 - 2011: Câmbio Dólar / Euro 2005 - 2011: Preço do Brent em euros 2005 - 2011: Preço de Venda ao Público do Gasóleo Rodoviário 2005 - 2011: Preço de Venda ao Público da Gasolina 95 octanas Gasolina, gasóleo e brent 2005-2011

Estes gráficos (clicar neles para ampliar) apresentam dados para o período de 2005 a 10 de Janeiro de 2011:

  1. 2005 – 2011: Câmbio Dólar / Euro
  2. 2005 – 2011: Preço do Brent em euros
  3. 2005 – 2011: Preço de Venda ao Público do Gasóleo Rodoviário
  4. 2005 – 2011: Preço de Venda ao Público da Gasolina 95 octanas
  5. Gasolina, gasóleo e brent 2005-2011

Este último gráfico permite comparar directamente a evolução dos três preços. É um gráfico normalizado para índice 100.

Como analisar este gráfico?
Em primeiro lugar, há três aspectos a ter em conta:

  1. os preços mostrados são antes de impostos para que se possa perceber a evolução dos preços por parte das gasolineiras;
  2. os gráficos são feitos para serem de base 100. Isto é, ao valor máximo de cada uma das grandezas é dado o valor de 100 e os outros valores são calculados por uma regra de 3 simples. Assim, as 3 grandezas têm a mesma escala e podemos compara-las mais facilmente;
  3. da minha análise (também corroborada pelo estudo da AdC), concluí que as gasolineiras demoram 1 semana a reflectir  os preços do brent no PVP. Assim, na mesma linha vertical estão os preços da gasolina e gasóleo para a semana n e o preço do brent para a semana (n-1).

Na situação ideal, as 3 linhas andariam sempre paralelas mas na realidade isso não acontece. Tomemos o exemplo brent-gasóleo (linha amarela e linha roxa). Quando a distância entre estas duas linhas diminui significa que passamos a pagar menos pelos combustíveis do que pagaríamos se o aumento fosse proporcional à variação do preço do brent. Por outro lado, quando essa distância aumenta, passamos a pagar mais.

Análise

No próximo texto aprofundarei a análise dos dados aqui apresentados. Mas ficam já aqui algumas notas:

  • o câmbio dólar/euro tem variado muito, o que tem feito subir o preço da matéria prima (o brent)
  • o preço do brent disparou em Dezembro
  • o IVA aumentou em 2011

Não surpreende portanto que o preço dos combustíveis esteja como está.

É de notar que a parte de leão do custo dos combustíveis é a carga fiscal e deve ser aqui que a pressão deve ser colocada para que haja de facto baixa de preços. Contrariamente ao que a abordagem toca-e-foge do Governo poderia sugerir, a ênfase deve ser colocada na baixa de preços na ordem de grandeza das dezenas de cêntimos (por redução fiscal) em vez de alguns cêntimos (por pressão nas gasolineiras).

Aproveito para sublinhar que não tenho interesse económico algum (ou outro) nas gasolineiras mas sou parte interessada na existência de combustíveis mais baratos. E para aí chegar, só há um caminho a seguir: acabar com o assalto fiscal a que estamos sujeitos.

Fontes:

  • Fonte brent: EIA
  • Fonte câmbios: oanda.com
  • Fonte preços PT: DGEG
  • Processamento: Fliscorno

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