O Colégio Paulo VI em Gondomar, um colégio com contrato de associação, admite a selecção dos alunos no seu Regulamento Interno

Pelo meu post anterior, já ficou provado à saciedade que o Colégio Paulo VI em Gondomar nunca poderia ter contrato de associação com o Ministério, visto que a condição principal para ter contrato de associação é não existir oferta pública na região. E em volta do Colégio Paulo VI, para além das 4 Escolas Secundárias do concelho de Gondomar e das inúmeras Escolas Secundárias do Porto e arredores, o que não falta é oferta pública (pode ter havido uma razão histórica para a assinatura deste contrato. Agora já não há).
Depois, há a questão da selecção de alunos. Uma escola com contrato de associação tem de aceitar todos os alunos da sua área de residência – é o que diz a lei. O Colégio Paulo VI não o faz. Selecciona os alunos pelo seu aproveitamento escolar e assume-o no seu Regulamento Interno:

«O dever de assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito é uma incumbência do Estado. Assim a Direcção do Colégio, enquanto estabelecimento de ensino particular, reserva-se o direito de aceitar o pedido de inscrição do aluno, bem como o de recusar a renovação da matrícula ou a sua continuidade de frequência.»

É curioso que o próprio site que foi criado pelas Escolas com Contrato de Associação diz taxativamente que as escolas com contrato de associação integram a rede de serviço público de educação e recebem os alunos da sua área de implantação sem restrições.

Esperamos a todo o momento o fim do contrato de associação entre o Ministério da Educação e o Colégio Paulo VI. Ou, em alternativa, a demissão da Ministra.

Comments


  1. Vou roubar-vos este poste.

    • Susana Dias says:

      ATENÇÃO estou a responder ao post pois não consigo deixar um comentário independente.
      Só queria deixar claro que diz no regulamento que “reserva-se o direito de aceitar o pedido de inscrição do aluno, bem como o de recusar a renovação da matrícula ou a sua continuidade de frequência” e não que “reserva-se ao direito de aceitar o pedido de inscrição do aluno, bem como o de negá-lo caso as notas não sejam elevadas”. e já agora, andaram á procura disto no meio do regulamento? obcecados…..

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  1. […] que defendo que todos os pais deviam poder escolher a escola para os seus filhos. Mais: exijo essa liberdade de escolha. Este post do João Miranda convenceu-me definitivamente. Quero pagar para ver a nova realidade […]


  2. […] textos acerca do Colégio Rainha Santa, em Coimbra, do Colégio Paulo VI, em Gondomar, ou do Grande Colégio Universal, no Porto, não tiveram como objectivo criticar a existência de […]


  3. […] no Aventar que o Colégio Paulo VI de Gondomar tem contrato de associação, mas pelos vistos selecciona os […]


  4. […] abertas, ou seja, fosse a liberdade de escolha para todos, e já não seria assim. E segundo porque seleccionando os alunos obtêm melhores resultados nos rankings, as papas e bolos com que se enganam os […]


  5. […] Leio no blog Aventar um post sobre uma conhecida e conceituada escola do concelho, o Colégio Paulo VI, onde o autor Albano Martins se indigna com o critério de selecção de alunos existente no Colégio. […]

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