São burros, são extrema e irreversivelmente burros!

Haverá saída?


Estou-me a referir, neste caso aos elementos do nosso governo, governo esse que tutela a CP e que por inerência define os objectivos estratégicos e mantém em funções os administradores da empresa. Por favor notem que não vou fazer distinção entre as várias empresas que constituem o que em tempos foi simplesmente a CP. Diz a teoria que essa divisão serve para melhor administrar as empresas, na prática as operações foram mal estudadas e ainda pior executadas, entrando as empresas quase imediatamente em falência técnica. A única diferença palpável, parece ser haver muito mais lugares de administradores disponíveis, para distribuir ou acumular. Como convém.

Nestes últimos tempos estamos a ver serem encerrados vários ramais, ou proceder-se à eliminação ou degradação de serviços de passageiros. Esta é uma atitude digna apenas de gente burra. É difícil manter a contabilidade destes eventos, num apanhado a correr, temos neste mês:

Os nossos governantes são burros porque o comboio é considerado, unanimemente, o meio de transporte mais sustentável e eficiente (em todos os aspectos, energéticos, custo de construção e manutenção das vias, desgaste de material, ecológicos, etc). É de um autismo completo proceder ao corte de serviços quando um pouco por todo o lado os governos investem nas ligações por caminhos de ferro.

Nós investimos em autoestradas, o ministro reforça – “O Estado deve cumprir e honrar os seus compromissos.” – especialmente se estes compromissos forem com a Mota-Engil e significarem 1200 milhões de euros, acrescentaria eu, nunca quando os compromissos são o serviço público.

Receio que, quando precisarmos mesmo do transporte ferroviário, teremos de pedir de novo emprestado para reconstruir toda a infraestrutura que agora vamos mandando para a sucata.

Em Beja, a Associação de Defesa do Património de Beja tem estado a promover vários eventos, e a recolher assinaturas para enviar à Assembleia da República e ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações:

Não queremos ficar cada vez mais longe de Lisboa e, muito menos, mais distante do desenvolvimento económico, social e cultural. A população residente no Baixo-Alentejo e/ou frequentadora dos comboios intercidades Beja — Lisboa — Beja protesta contra o projecto da CP que torna indirectas as ligações a Lisboa, com paragem em Casa Branca, tornando-a mais longa temporalmente e mais incómoda, assim como a intenção de eliminar a ligação ao Algarve. Este projecto, de perspectiva puramente economicista, isola ainda mais a região, contribuindo para a sua desertificação e complicando os acessos a todos aqueles que possam vir a usufruir do futuro aeroporto de Beja.

Os abaixo assinados exigem que sejam restabelecidas as ligações directas intercidades de Beja a Lisboa, assim como a electrificação da linha de caminhos-de-ferro até Casa Branca e a continuidade da ligação com o Algarve, através do ramal da Funcheira.

Assine este petição seguindo o link seguinte:

PETIÇÃO RAMAL DE BEJA E OUTRAS DORES DE ALMA

Peço desde já desculpa aos burros de quatro patas, são uns animais excelentes que não merecem ser comparados com os nossos políticos!