passos coelho e o diácono remédios

 

Felizmente a lei sobre a IVG é pacífica na sociedade portuguesa, integrando tranquilamente o nosso património social e cultural. Até alguns sectores do catolicismo mais radical acabaram por aceitar a IVG como aceitaram os métodos anticoncepcionais. Mantêm o discurso, resguardam a aparência da ortodoxia, ficam-se por aí. Levantar o assunto da IVG da forma como o fez hoje Passos Coelho aos microfones da Rádio Renascença, é uma manifestação primária de oportunismo político sublinhando o completo desnorte em que o PSD se encontra mergulhado. Para “caçar” meia dúzia de votos! É, provavelmente, o maior erro político de toda esta campanha. Lá diria o diácono Remédios: “num habia nexexidade!”.

(publicado em mais um packard em rodagem)

Comments

  1. Carlos Pinto says:

    Usualmente estou pouco atento ao PSD, partido que me não motiva qualquer simpatia. Pela sua génese. Mas por qualquer razão que não sei explicar, nestes últimos tempos a minha atenção tem recaído nas incidências deste partido, e fico perplexo com algumas posições. Esta é uma delas, e tenho sérias dúvidas se “isto” lhe trará votos.
    Maus sintomas sobre o QG do partido

  2. Euro2cent says:

    > acabaram por aceitar a IVG

    Mais um que nunca viu uma ecografia de um filho.

    Mas são menos do que já foram.

  3. Ricardo says:

    Apenas 4 comentariozinhos sobre isto? É pouquinho, cá vai mais um.

  4. bulimunda says:
  5. bulimunda says:
    • Ricardo says:

      Não soa nada a fabricado… 🙂 Isso é outro problema de Portugal, é imitar. Nos EUA a coisa até pode ser bem vista pelas pessoas. Aqui isto soa a um conservadorismo que chega a meter medo, a arrepiar, o moralismo, o moralismo… Mas o que mais me impressionou foi o papel secundário e revoltantemente submisso (sempre com aquele sorriso nº 5) a que a senhora foi submetida.

      Eu pergunto: porque é que muitos votantes do CDS são mentirosos nas sondagens. O que se passa na cabeça destas pessoas, não é normal.

      Isto é vontade de poder, de moralizar, de conservadorismo, de rigidez, de estagnação.

  6. bulimunda says:
  7. jorge fliscorno says:

    Para mim, isto é um assunto do foro privado e recuso-me a comentar mais do que isto.


  8. Caro Packard,

    Você ainda conseguiu levar o assunto para a brincadeira. Eu não.

    Acabei de exprimir o meu desejo que as mulheres saibam mostrar a Passos Coelho que a vida não pode ser tratada como um simples caso de campanha.

    Se quiser dar uma espreitadela: http://umjeitomanso.blogspot.com/2011/05/pedro-passos-coelho-e-o-aborto-ou.html

    JM

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