A Grande Ameaça


Os representantes de uma esquerda bafienta, que ainda por cima são, irritantemente, apelidados de “grandes senadores”, numa tentativa de justificar e branquear as suas gigantescas incompetências, encontraram a grande ameaça: “O RECUO CIVILIZACIONAL“!

Sem sequer entrar na discussão do que é, verdadeiramente, um “avanço civilizacional”, não deixa de ser, no mínimo, repulsivamente imoral que os grandes responsáveis por este imenso buraco venham agora acenar com o “grande papão”, como se fosse possível prolongar, nem que seja mais um dia, uma situação suicida.

O que não vão seguramente assumir é que pelo facto de, criminosamente, terem insistido e protegido uma ideia de Estado completamente irreal e insaciável, além de terem posto em causa todo os “avanços civilizacionais”, quer os verdadeiros quer os que eles defendiam, no entretanto, colocaram-nos no auge da evolução a que qualquer civilização pode aspirar: A MISÉRIA!

Comments

  1. Nightwish says:

    Tem razão, o que Portugal precisa agora é de aumentar 5x as propinas e taxas moderadores, acabar com a maior parte dos transportes públicos, enfiar 40 alunos numa turma, despedir 10% dos funcionários públicos e reduzir a 70% o ordenado dos restantes, cortar as pensões em 20% e aí talvez possamos agradar à Alemanha.
    Não podemos é pagar absolutamente nada porque ficamos sem classe média e com desemprego acima de 20%, mas chegamos ao almejado paraíso neo-liberal de ficarmos comparáveis à China.

    • Carlos Garcez Osório says:

      Transportes públicos subsidiados, saúde e educação gratuitas é realmente bom. Primeiro a expressão gratuita é sempre engraçada. Faz pensar que o Estado é um Tio porreiríssimo do Brasil, cheio de pasta, que vai pagando alegremente essas contas. Infelizmente a verdade é um pouco mais dura: somos nós que pagamos isto tudo com os nossos impostos. Segundo, era óptimo continuar com a “gratuitidade” para sempre. O problema, meu caro Amigo, é que há umas pessoas que não vivem completamente fora da realidade e sabem que a continuar assim, a camionetezinha gratuita um dia não aparecia porque, simplesmente, não havia “pilim” para o “gasoil”. Nem “cheta” para pagar ao “chófer”. E quando fosse ao Hospital para ser tratado pediam-lhe para levar a gaze e o álcool porque lá não tinham. E não podiam tirar radiografias porque a máquina tinha avariado e não havia verba para a arranjar. Isto se estivesse lá alguém, porque não é fácil convencer as pessoas a trabalhar se lhes não pagarmos um salário ao fim do mês. Está na altura de ter juízo. Ajudas, benesses e borlas só mesmo para quem precisa. Ah! Também acho piada a esse “papão” dos neo-liberais.

      • Concordo, sem dúvida. É necessário racionalizar. Deixar de pedir emprestado. Enfim, vivermos dentro das nossas capacidades.

        O problema é que estamos a gastar o dinheiro na mesma. Estamos, inclusive, a endividar-nos mais do que antes. Com um objectivo único, salvar os bancos. Sem qualquer garantia de sucesso, ou, na minha opinião, esperança. Acontece que os bancos estão para além de todo o salvamento. Por exemplo, só os bancos portugueses têm 90 mil milhões em activos ilíquidos, valor não só suficiente para os declarar falidos, como também para anular qualquer ajuda que lhes possamos dar.

        Outro ponto interessante é termos a mesma história desde pelo menos 1981, mais coisa menos coisa. Ou seja, pedem-nos para pensarmos que os pilha galinhas de repente viram a luz e abjuraram as antigas heresias? Simplesmente seriamos demasiado ingénuos se acreditássemos.

        Finalmente, os cortes a que estamos a assistir não estão a ser minimamente justificados – tudo o que assistimos vai resultar numa recessão profunda, não há dúvida. As medidas de estimulo à economia são para rir. E claro, quanto mais descermos agora, mais fácil é ter meia dúzia de trimestres positivos a seguir (talvez a tempo das próximas eleições). Não me interessa ouvir conversa de político, mandem cá para fora os números que usaram, as contas que fizeram e deixem o pessoal pensar pela própria cabeça.

        Temos no tretas um levantamento das medidas tomadas desde 2008 para combater a crise, o facto é que os políticos parecem não saber o que andam a fazer.

      • Tem razão, saúde, transportes, educação e reforma só para quem poder pagar! os outros que vão viver da caridadezinha e dos vales de alimentação.
        Progresso. É só olhar para as taxas de suicídio, inovadoras.

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