Outra república, outro feriado. Mais uma moeda, mais uma voltinha.

Nem só na república portuguesa houve festa, ontem. Na república da Chechénia também foi dia feriado. O presidente Ramzan Kadyrov, por acaso (e só por acaso, claro, que isto de repúblicas é tudo por mérito e sem segundas intenções) filho do anterior presidente Ahmkad Kadyrov, gastou à fartazana para assinalar o seu dia de aniversário. Sob a desculpa de que se tratava da inauguração de um dos maiores empreendimentos imobiliários do país o presidente Kadyrov (filho) não olhou a despesas para levar a Grozni figuras como Kevin Costner, Hillary Swank, Jean-Claude Van Damme, Seal e Vanessa Mae, entre outros. Estas criaturas, que entre os desfiles nas passadeiras e revistas e os fundos de caridade e beneficência, se vendem a ditadores e presidentes de países com economias emergentes, foram a correr à Chechénia para bater palmas ao ex-guerrilheiro e, pelos vistos, aprendiz de feiticeiro – já que como muitos dos seus amigos republicanos de Cuba, do Chile, da Líbia, da Síria, etc., faz desaparecer os opositores “por artes mágicas”. E assim se comemoram as repúblicas, sempre tão democráticas e sem sinais de consanguinidades e hereditariedades. Umas com 101 anos, outras com menos, mas todas movidas pelos mesmos interesses.

Comments


  1. Já agora, pai e filho nomeados pelo czar, está bem, pelo presidente da “mãe” Rússia…


  2. Como participante e leitor deste blogue é com pesar que manifesto o meu total desagrado com o teor deste “post” e me demarco da generalização que é feita em relação ao regime republicano.


    • Bem, isto agora até parecia brincadeira. É que se formos a manifestar pesares pelas generalizações eu fico a ganhar, com certeza 🙂

      • Ricardo Santos Pinto says:

        Claro que é uma brincadeira, querido Nuno. Tu falas da República de Chechénia da mesma forma que eu podia falar da Monarquia da Arábia Saudita. Apesar de defender a República – figura máxima eleita pelo povo e não porque sim – reconheço que na prática vai dar ao mesmo. Quanto às palavras do meu comentário, deves conhecê-las de algum lado.
        E não te esqueças que quem desdenha quer comprar.

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