I – Religião, Economia e Manifesto Comunista. As pretensões da família Marx

young karl marx

Karl Marx foi o fundador de uma rama da teoria política para governar um Estado, República ou Nação, ou várias delas, coordenadas pela teoria política denominada socialismo, que apresento a seguir nas suas várias organizações. A sua forma de socialismo a denominou Socialismo Científico. Antes, tinha sido membro de uma outra, a do socialismo utópico.Socialismo refere-se a qualquer uma das várias teorias de organização económica advogando a propriedade pública ou colectiva e administração dos meios de produção e distribuição de bens e de uma sociedade caracterizada pela igualdade de oportunidades/meios para todos os indivíduos com um método mais igualitário de compensação. O Socialismo moderno surgiu no final do século XVIII tendo origem na classe intelectual e nos movimentos políticos da classe trabalhadora que criticavam os efeitos da industrialização e da sociedade sobre a propriedade privada. Karl Marx afirmava que o socialismo seria alcançado através da luta de classes e de uma revolução do proletariado, tornando-se a fase de transição do capitalismo para o comunismo[3]. A expressão socialismo foi consagrada por Robert Owen em 1834 e teria sido utilizada pela primeira vez, com uma certa precisão, por Pierre Leroux, seguido de Fourier.

Ao longo das décadas, o chamado Socialismo real alterou profundamente a semântica do termo “Socialismo” que hoje é, erroneamente associado por alguns, ao totalitarismo e ao desrespeito a certos direitos humanos. O desafio que enfrentam alguns teóricos de hoje é associar a ideia de socialismo à democracia e devolver valores humanísticos em seus ideais, que apesar de serem incluídos na teoria marxista original, nunca foram postos em prática. De facto, actualmente, muitas correntes de pensamento divergem acerca do socialismo. Algumas não crêem que as experiências taxadas de socialistas (URSS sendo o maior exemplo) possam realmente ser assim consideradas, por não terem se mantido fiéis às propostas dos pensadores originais – já que os meios de produção pertenciam ao Estado controlado por burocratas e não ao povo trabalhador. Fontes: Newman, Michael. (2005) Socialism: A Very Short Introduction, Oxford University Press; Marx, Karl, 1844: Communist Manifesto, Editado por Penguin (2002) pode ser lido aqui 

Segundo Marx, o homem e suas actividades são reflexos das condições materiais que o cercam. Estas são determinadas pela História, que é resultado do confronto de classes sociais antagónicas que lutam pela hegemonia. A luta de classes é o motor da história e só desaparece com a instalação de uma sociedade comunista, sem divisão de classes ou exploração do trabalho, e baseada na solidariedade. Ou  Estado é o instrumento pelo qual a classe dominante exerce essa hegemonia sobre as demais. Definido na obra da David McLellan e na enciclopédia Net, em:    http://br.geocities.com/fusaobr/cientifico.html

Saiba o leitor que as diversas formas de socialismos estão definidas no meu livro: Marx, um devoto luterano, de 2008, em edição. Por causa do argumento deste texto, é necesário reiterar essas ideias nesta nota de rodapé. O pensamento socialista foi primeiramente formulado por Saint-Simon (17601825), Charles Fourier (17721837), Louis Blanc (18111882) e Robert Owen (17711858). O socialismo defendido por estes autores foi, mais tarde, denominado de socialismo utópico por seus opositores marxistas (os quais, por oposição, se auto denominavam socialistas “científicos”), e vem do facto de seus teóricos exporem os princípios de uma sociedade ideal sem indicar os meios para alcançá-la. O nome vem da obra Utopia (livro) de Thomas More (14781535).

Desde o século XVI, autores como Thomas Morus ( livro, “Utopia” em 1516 ) e Tommaso Campanella (15681639) imaginavam uma sociedade de iguais. Na França do século XVIII, o revolucionário Gracchus Babeuf (17601797) escreve o Manifesto dos iguais que coloca o abismo que separa a igualdade formal da tríade “liberdade, igualdade, fraternidade” e a desigualdade real.

No século XIX, com as condições económicas e o capitalismo se desenvolvendo desde a revolução industrial, as cidades incham de proletários com baixos salários. As críticas ao liberalismo resultam da constatação de que a livre concorrência não trouxe o equilíbrio prometido e, ao contrário, instaurou uma ordem injusta e imoral.

 

Raúl Iturra, 21 de Agosto de 2009.

Comments

  1. Clara Moniz says:

    Só plágios da wikipedia. Que vergonha,