– Senhora, vossos desejos são ordens para mim.
– Traz-me um copo de água!
– Sim, vou já privatizar!
[via maquinistas.org]
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Isenção de taxas ao Benfica “é politicamente incorrecta” mas “sensata”. Poderão fazer a sensatez de me dispensarem de pagar IRS?

– O meu mandato acaba daqui a uns meses.
– A sérrrio? Mas não têm a eleição prrresidencial primeirro?
– Nein, Liebling, isso é um truque que temos para não se falar das legislativas.
– Ach so! Depois vemos se ficas com o Gasparr ou com o Constâncio.
– Ah!, como me inspiras. Tenho uma coisa para ti…
– Ja! Ja!, Sê um lindo Männchen e vai picarr os miolos do Tsiprrras com isso.
«Os malmequeres tinham os olhinhos abertos a furador e as pétalas de um cheio alto, minuciosamente, pespontado à volta. As rosas? De um coração de crivo, muito trabalhado, partia um recorte fino e sinuoso, preenchido a barras de cheio baixo que um ponto arrastado sublinhava. Nas folhas de pé cheio e bainhas assimétricas, o bordado era ainda mais requintado: uma trama axadrezada e ziguezagueante de pontos sobrepostos. Malmequeres e rosas formavam duas hastes entrelaçadas, como mãos que quisessem colher um rosto, e rodeavam um L — de Letícia? de Luz? de Luísa? A letra era almofadada e o crivo entalhava-se-lhe no corpo e na volta, que terminava em volutas, texturadas e nosinhos minúsculos. Uma bainha aberta, larga, geometrizada a bastidor, e quase musical, fazia-lhe uma moldura, nos cantos rematada por um florescer de pétalas, como que colhidas em frágil teia de aranha. [Read more…]
Pronto, já temos mais um tema para entreter e esgazear papalvos. O governo está, segundo dizem os seus papagaios menores, a pensar convidar o Papa para as comemorações dos 100 anos daquilo de Fátima. Estando o assunto no domínio da pura possibilidade, as tv’s não se fazem rogadas e já rolam entrevistas sobre o que talvez seja. Ou não. Ou pelo contrário. Há milhares de anos, já o mestre Parménides nos advertia sobre a esterilidade da via do não-ser. Não adianta. Já que não há panem, que não faltem os circencis. Mesmo que rascas.
Passos Coelho, o fantoche de Merkel. Será que dói quando ela mete a mão?
Ontem foi dia da ponte aérea da bifana, missão cujo objectivo é assegurar que a bifana vai a Maomé, que neste caso – não disparem! – é o meu pai.
Era dia de S. Valentim e apanhei a taberneira a perguntar a um dos fregueses do costume:
– Então, compraste um ramo de flores para a tua mulher?
– Flores? Comprei-lhe foi um ramo de couves para o caldo verde!
Como ela não achou graça, e ela é uma mulher que retalia quando não acha graça, ele completou logo, já sem bazófia, todo sentimental, e quase num sussurro:
– E um anel dos chineses, pronto. Daqueles que têm uma pedrinha.
Como ela gostou da resposta, encheu-lhe o copo e sorrimos todos.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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