O CDS-PP e o preço certo em cedências


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Como se os arranjos parlamentares entre forças aliadas fossem algo raro ou exótico, Cecília Meireles indignou-se, durante a manhã de ontem, no Parlamento:

No que toca às propostas do CDS, tivemos várias formas de chumbo, muito criativas, aliás, desde a forma mais frontal dos votos contra, à forma mais fingida da coligação de votos conveniente, até uma nova forma, que é a telefónica, em que as propostas passaram mas depois passados trinta minutos alguém da bancada do Governo ligava para a bancada do PCP ou do Bloco e mudavam-se os sentidos de voto

Recordei-me imediatamente da polémica entre Paulo Portas e Pedro Passos Coelho, em meados de 2015, quando, na polémica biografia autorizada do então primeiro-ministro, foi escrito que Portas apresentou a sua demisão por SMS, algo que o eterno líder do CDS-PP se prontificou a negar. Não foi a primeira vez que os telefones desempenharam um papel central na vida política do país e, pelos vistos, não terá sido a última.

Nunca saberemos qual deles estaria a mentir, tal foi a eficiência da coligação em abafar esta questão, mas sabemos que, já em 2013, quando Portas chantageou o seu parceiro de coligação, que se resignou ao sequestro, se mudavam posições pelo preço certo em cedências. Diferenças? No caso da Geringonça, e a julgar por verdadeiras as acusações da deputada do CDS-PP, a mudança de posição obtém-se através de uma contrapartida acordada por telefone, que não sabemos muito bem qual é ou sequer se existe. Em todo o caso, não existe, até ao momento, qualquer anúncio público do PCP ou do BE a ameaçar abandonar o acordo parlamentar. Tampouco fomos confrontados com a possibilidade de António Costa nomear Jerónimo de Sousa vice-primeiro-ministro ou entregar o ministério da Economia a Mariana Mortágua. No caso de Portas e do CDS-PP, porém, a situação não se resolveu sem a promoção do seu líder e a oferta de um ministério adicional a um barão do partido. Quando o tema são contrapartidas, a malta do CDS-PP não facilita. Com ou sem telefones.

Foto: Lusa@TVI24

Comments

  1. José Peralta says:

    cecília meireles, (com minúsculas, pois claro !) é a imagem pafiosa da raiva, o grito histérico da frustração.

    O esgar da foto, o dedo em riste revelam bem o revanchismo e o desespero, acompanhado pela costumada MENTIRA e a proverbial FALTA DE VERGONHA pelo trágico passado recente de que ela e o CDS foram cúmplices e participantes activos !

    Afinal d. cecília, sempre havia a sempre negada alternativa ao desgoverno da páfia ! É isso que lhes tira o sono, porque sentem que a mentira escabrosa e abjecta em que viveram e com que (des)governaram e destruíram o País, fazem com que agora uivem raivosos, inventem “crises” fictícias, para pôr escolhos à actual governação.

    Guinchem, pateiem com raiva e desespero enquanto “têm chão” para patear !

    Porque ele está rápidamente a fugir-lhes debaixo dos pés !

  2. anti pafioso diabrete says:

    São o lobo mau da democracia ,uivam, esperneiam ,cospem, berram , mentem ,intrigam . Aguentem-se ,esperem sentados ,adormeçam e acordem no próximo século .

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