Diz Ferreira do Amaral, o ministro que inventou a primeira e foi trabalhar para a Lusoponte. Nem comento.
O Anjo Azul (1930)
De Josef von Sternberg com Emil Jannings, Marlene Dietrich e Kurt Gerron
Legendado em português, ficha IMDB
Cinefilia
O Gaspar viu A Doutrina do Choque e copiou. É melhor ver Os Dez Dias que Mudaram o Mundo antes que isto aqueça.
Uns têm, outros são Relvas
Paulo Júlio era secretário de estado e foi acusado pelo Ministério Público. Demitiu-se. O seu ministro foi denunciado por uma situação escandalosa, imoral mesmo que legal, colou-se no pote até ao fim.
O Tribunal de Instrução Criminal decidiu arquivar o processo ao ex-presidente da Câmara Municipal de Penela. Era óbvio: nem a oposição no Município de Penela via crime no assunto, apenas uma trapalhada, por acaso desnecessária.
Ressalva: conheço pessoalmente Paulo Júlio e o funcionário envolvido. Pessoal e em tempos profissionalmente. A ideia de o lugar de chefia não lhe ser atribuído só poderia passar pela cabeça de quem nunca trabalhou com o departamento de Cultura daquela Câmara. Ah, e já agora: em Penela encontrar alguém que não seja primo de outro alguém é possível, mas dá um certo trabalho.
Vítor Gaspar fechou o estado
Alô Ministério Público, alô Supremo Tribunal de Justiça, já não há verba para actuar?
O amor e o ódio
Ora aí está: a luta de classes existe. Mesmo nos funerais (por falar nisso, já se sabe quanto custa o bilhete?)
Coerência
O funeral de Thatcher foi privatizado, quem quiser ir paga bilhete.
(comentário que já circula em várias línguas – assine a petição)
Bancos falidos pagam milhões a advogados
Um processo como o da falência do BPP e BPN podia existir sem advogados ganhando 2,4 milhões de euros? e entre esses advogados poderia não haver ligações ao bloco central e ex-governantes com fartura? poder, podia, mas não era a mesma coisa.
O reencontro
No céu onde agora ardem, haverá hoje uma cópula feliz; o reencontro de dois que se amaram, à sombra do mal que a seus povos causaram:
Será mesmo uma festa, o Reagan também entrará nesta
E que sejam felizes. No inferno onde tenho lugar guardado, não há espaço para estas canalhices.
(eu sei, a rima é pobre, tão pobre como os que tramaram e assassinaram)
Almada Negreiros no Zip Zip (1969)
Aos 76 anos, não é um documento, é um monumento nacional em forma televisiva.
Partidos do arco da governação
Estando no plural, além do PS devem chamar o PPM. Ou será desta que convocam o PNR?
Sócrates na oposição é brilhante
Só aldrabou na parte do PEC: tivesse o PEC IV seguido o seu caminho, e teria sido ele a fazer hoje o discurso da tarde.
Como cortar nos gastos
Porta dos Fundos explica, e apresenta em exclusivo a última reunião do Conselho de Ministros. Força Passos Coelho, vamos conseguir.
Resumindo o discurso de Passos Coelho
Choque, mentiras e o fim do mundo (em cuecas)
Depois de André Macedo, e não só, ter feito as contas:
A decisão do TC limita-se a elevar o défice público para um pouco acima dos 6,3%, mais 0,8 pontos percentuais do que está negociado com a troika para este ano, talvez um pouco mais. Dramático? Nada. O ministro das Finanças está habituado a derrapagens superiores.
Acrescentando a boa nova:
Mais de mil milhões de euros voltam à carteira dos funcionários públicos e dos reformados. É dinheiro, é consumo, é IVA, talvez seja menos recessão
Preparem-se para o anúncio do apocalipse. Esses 0.8% já exigem um novo resgate. Certificados de aforro (o consumo é um exclusivo dos Antónios Mexia deste reino) por subsídio de férias. Tudo menos o óbvio: a demissão de quem em dois anos aplicou a eutanásia a uma economia moribunda. Ora não tendo nada contra a eutanásia, muito pelo contrário, a economia somos nós. E estamos vivos, chateados mas vivinhos da silva. Apanhados no meio da rua em trajes menores foram os que nos governam. E agora nem isso: é oficial, o rei vai nu.
Ilustração: Katarina Vavrova
A Cena do Ódio de José de Almada Negreiros
Parabéns Mestre. 120 anos e sempre jovem. Poema dito por Mário Viegas.
Dúvida governamental
Um governo que pretendia governar com outra constituição será constitucional, ou foi sempre um governo provisório?
A explicação da dívida e de porque não a vamos pagar
A prova de uma evidência, passe a expressão: nunca pagaremos a dívida, e também por isso deve ser denunciada e renegociada, também porque esta política económica não a faz descer. Este gráfico foi publicado por Francisco Louçã, e fica aqui juntamente com a sua explicação: 
No último “Tabu”, na SicN, usei este gráfico, que aqui fica para ser estudado por quem quiser. A vermelho está a previsão da evolução da dívida pública portuguesa, segundo a folha Excel que o FMI utiliza (e que foi descoberta e revelada pela Iniciativa para a Auditoria Cidadã), e a azul o efeito nos cálculos do FMI se introduzirmos as previsões do Banco de Portugal para 2013 e 2014 (e uma versão optimista de evolução posterior em estagnação se a mesma política se mantiver). [Read more…]
Cavaco reitera. Mas não entende.
O Presidente da República reitera o entendimento de que o Governo dispõe de condições para cumprir o mandato
O que vai Passos dizer a Cavaco
Sonhando com botas cardadas
O Tribunal Constitucional levantou as lebres fascistóides. Pode ser que sejam caçadas, pela sua própria geração.
E que tal mudarem de povo?
A extrema-direita que nos governa, eleita com uma campanha que em poucas semanas virou um chorrilho de mentiras, chora agora a maldita Constituição. Compreende-se: na Assembleia Constituinte eleita com a maior participação eleitoral de sempre o então PPD ainda tinha gente que acreditava na social-democracia, e mesmo o CDS que votou contra ainda continha um ou outro democrata-cristão.
Assaltados esses partidos pelos herdeiros da União Nacional, e agora disfarçado de um liberalismo que tenta esconder como no séc. XIX teriam sido absolutistas, a Constituição, e a democracia, são aborrecidos entraves à restauração plena do regime anterior: destruição do estado social, dos direitos conquistados por quem trabalha, regresso aos bairros de lata e aos baixos salários inversamente proporcionais aos enormes lucros.
Como já uma vez por aqui escrevi, só têm uma coisa a fazer: saírem da sua zona de conforto, deixarem-se de pieguices, e partirem para a conquista de dois terços dos deputados. Não dá? olha que chatice, emigrem.














Recent Comments