Filho de João Soares contratado em Janeiro pela Câmara de Lisboa

É comovente ver um filho seguir as pisadas do pai. 2800 a 3500 euros mais IVA por toda esta experiência.

Carta do Canadá: Os Mastronços

cara de grao de bico

Imagem: Sadi Tekin em “mr. chickpea & friends

Tenho andado a pensar numas coisas que vi pela RTP/Internacional por me parecerem bons indicadores do que vai pelo rectângulo à beira mar plantado.  Deixo já claro que  não me sobra a paciência para debates, concursos, comentários e para o zelo com que a estação estadual nos impinge humoristas sem graça, às catadupas, num esforço digno de registo para nos pôr a rir. Sou mal agradecida. Penso sempre o mesmo dos vários programas destinados aos emigrantes: já vi este filme, e não acabou bem. É que nasci e fiz-me gente em Angola, aprendi a ler e a escrever com professores que iam de Portugal. Falavam de azeitonas, de uvas, de pêssegos, de pêras, e também de brócolos e grelos, que nós nunca tínhamos visto. Não falavam dos frutos e vegetais que nós tratávamos por tu dia a dia. Encasquetaram-nos na cabeça os rios portugueses com todos os afluentes, mesmo os mais insignificantes. E também as linhas férreas, com estações e apeadeiros.  Foi uma grande chatice. E geral, para as colónias todas. Para quê? Evitaram a guerra colonial? Evitaram o sentimento de profunda maçada que nos provocaram pessoas que não faziam a mínima ideia do que era a nossa terra?  Isto tem um nome: colonialismo.  Que, pelos vistos, é como o vírus desse mosquito  que anda para aí. Para quê tantas sentenças à roda dos emigrantes se não há a decência mínima de eleger um deputado por cada país onde há comunidades portuguesas em número substancial, de modo a constituírem um grupo de independentes, não partidários, no parlamento? Têm medo? Andam a brincar ao nacional porreirismo como outrora com as escolas das colónias?

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Não serve para nada

Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública aprova candidato sem qualificações. É um gozo!

Moedas for the boys

Jobs for the Boys

Será que estes reputados experts acumulam doutoramentos na universidade de verão do PSD?

Têm menos de 30 anos e já são especialistas do governo

Video da reportagem “Hoje às 9”, RTP 2, de 5-10-2012
Clicar na imagem para ver

Têm menos de 30 anos e já são especialistas do governo.
O “Sexta às 9” descobriu-lhes o rasto nas juventudes partidárias e até uma ligação familiar com um alto representante do eixo do poder.
Fogem de entrevistas como diabo da cruz.
Quem dá a cara, defende-se como pode.

A seguir, os casos destacados na reportagem.

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Recordando…

Em Abril de 2011, na campanha eleitoral:

enxamear a administração pública

“Não vamos para o Governo para enxamear a Administração Pública de quadros do PSD e não vamos meter nos gabinetes dos ministros e dos secretários de Estado um exército de gente que constitua administração paralela àquela que já existe no Estado”, Passos Coelho, citado pelo jornal i

Agora:

O fabuloso destino dos jovens assessores do Governo Passos

Centro de Emprego

Secretas?

Veja-se como é que o estado cresce

O Decreto-Lei nº 140, hoje publicado em Diário da República, vem criar o Gabinete de Prevenção e de Investigação de Acidentes Marítimos (GPIAM), atribuindo a este serviço a missão de “investigar os acidentes e incidentes marítimos, com a maior eficácia e rapidez possível, visando identificar as respectivas causas”.

Cabe ainda ao GPIAM elaborar “relatórios, promover estudos, formular recomendações em matéria de segurança marítima que visem reduzir a sinistralidade marítima e assegurar a participação em comissões, organismos ou actividades, nacionais ou estrangeiras”.

Até agora, este trabalho era desenvolvido pelo Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM), mas uma directiva comunitária obrigou à criação deste novo organismo. [Público]

Mais um nãoseiquê a precisar de uma hierarquia, naturalmente com chefes, de equipamentos, pessoal administrativo e mais umas cenas. Destes, nenhum chegava, pelos vistos. O bla-bla-bla a escrever por este tal GPIAM será especial, deve levar sal. Ah e tal, foi a europa que mandou. Yes, minister.

Esta vida de ex-ministro

Para estomagos fortes:

Cromo do Dia: A dança das cadeiras

Gestores hospitalares (boys) nomeados pelo PS estão a ser substituídos por boys do PSD e CDS.

O memorando de entendimento assinado com a troika refere expressamente que os presidentes e membros das administrações hospitalares “deverão ser, por lei, pessoas de reconhecido mérito na saúde, gestão e administração hospitalar” – uma medida a aplicar já no quarto trimestre deste ano. A assessoria do Ministério da Saúde defende, porém, que a obrigatoriedade de concursos para novos dirigentes apenas se aplica “nos casos dos institutos públicos e das direcções-gerais”, ou seja, na administração directa do Estado. E alega que os hospitais EPE (entidades públicas empresariais) “não têm o mesmo estatuto” e a escolha fica nas mãos dos accionistas – que são os ministérios da Saúde e das Finanças.

Não prometeram ir mais além do que as medidas da troika? Estão a ir. Muda a música mas o baile é o mesmo.

jobs for the boys

Corrupção, o pasto dos “boys”

Não há ninguém, da esquerda à direita, que negue a necessidade de pagar o que se deve, falemos de países ou de pessoas. Existem, no entanto, algumas diferenças: há quem defenda que é necessário saber exactamente quanto se deve, que é importante saber que parte da dívida resulta de corrupção ou de incompetência e que é fundamental negociar, acto diferente de simplesmente aquiescer e que não se confunde com a recusa de pagar dívidas.

No Público de hoje, é possível ler uma reportagem de São José Almeida sobre a inexistência de “uma estratégia de prevenção e combate da corrupção em Portugal”. Trocando por miúdos, para quem tiver ou quiser ter dificuldades de leitura, isto quer dizer que não houve combate à corrupção e que tudo indica que continuará a não haver. A propósito, recomenda-se, entretanto, a visita a um blogue criado recentemente.

Convém não esquecer que a corrupção não é levada a cabo apenas por malfeitores façanhudos escondidos em caves suspeitas e fumarentas. Se assim fosse, seria fácil detectá-los. A corrupção está, também (e, provavelmente, sobretudo), no uso indevido que sucessivos governantes têm feito dos dinheiros públicos, mesmo que aos bois se lhes chame outros nomes. A vantagem de gastar mal o dinheiro dos outros é a de deixar a dívida exactamente para quem não o gastou.

É por essas e por muitas outras razões que concordo, em absoluto, com o conteúdo do “Apelo a Iniciativa Unitária por uma Auditoria à Dívida Portuguesa”. É claro que algumas pessoas mais sensíveis poderão ler a lista de subscritores e descobrir que aquilo está cheio de sindicalistas, comunistas, bloquistas e outros perigosos bombistas. No entanto, ó almas sensíveis, olhem, por um instante, para o conteúdo e esqueçam os mensageiros: não fará sentido saber se faz sentido todo este empobrecimento? Imaginem que se descobre que, afinal, não faz sentido.

Catroga apontado para a EDP faz todo o sentido…

Expresso 2011-12-03… desde que no trabalho use uma Thermotebe. Como se sabe, estas camisolas funcionam por geração de electricidade estática quando friccionadas contra os pêlos corporais. Portanto, nada mais indicado para a EDP do que o homem do pentelho.

O mérito.

Nesta conversa sobre os ordenados dos políticos, secretários e boys, há algo que eu não compreendo: porque é que sempre que se fala de um tecto para os salários no Estado, alguém vem com o exemplo do Presidente da República? porque é que se devem tabelar todos os ordenados pelo de um homem que apenas existe por existir, que não salva vidas como os médicos, que não apaga fogos como os bombeiros ou que não ajuda a manter a segurança como os polícias? Que se atribua à figura um salário digno – digno do seu papel “simbólico”, tudo bem. Mas que se venha endeusar a criatura como o cargo principal e supra-sumo da nação, isso parece-me exagerado.
Eu concordo que se pague bem a quem é competente, mas competentes pelo seu mérito. E quando digo isso não me refiro a carreiristas políticos, como o senhor professor Cavaco Silva. A ética não passa, neste caso, por criar uma hierarquia de ordenados, ou pela apresentação das nomeações e dos seus salários como se fosse uma coisa comum. Passa por terminar com o clientelismo partidário, pela contratação justa de indivíduos cujo curriculum o justifique. E só isso.

O ritual da legislatura

Quando algo se torna corriqueiro, adicionalmente também ganha a propriedade da transparência. Passa por nós sem tom de surpresa, é ignorado, não choca. Mesmo quando não deixa de incomodar.

Veja-se quem pede esmola na rua, por exemplo.

É também o que acontece com as legislaturas. Há um ritual de acontecimentos que, se tirados do respectivo contexto, nos pasmariam mas, ligados à política, já os tomamos por certos. Do role das nomeações, tantas só porque o lugar existe e porque o cartão partidário é o correcto, aos ostensivos actos de sumptuosa governação, há um role de coisas que nos chocam, apesar de se anteciparem. Têm, portanto um quê de transparência.

É oportuno questionarmos-nos quanto à razão de assim ser.

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E é verdade…

musiquinha

PS assinala que “redução das desigualdades” foi constante desde 2005

Os exemplos até, por acaso ou não, corroboraram a tese. Um empregado de balcão num banco conseguiu chegar a administrador. Um vendedor Avon subiu até a administrador dos CTT mesmo sem licenciatura.  Outro  foi vogal, também nos CTT, apenas com a frequência do 3º ano de um curso de  Contabilidade e Administração. Depois há aquele Dragão de Ouro que, de funcionário do Banco Cetelem, chegou a Administrador executivo da “holding” Portugal Telecom e a Administrador Não-Executivo da Tagus Park. Isto apesar daqueles que já estavam bem e, por isso, não puderam melhorar assim tanto. Mas enfim, não pode ser só aspectos positivos…

Desde 2005 houve muitas desigualdades reduzidas. Infelizmente o anterior governo não esteve lá tempo suficiente para que chegasse a vez a todos.

13 razões (e mais uma) para não votar PS

Ana Tomás (Administradora das Estradas de Portugal) - 151.200 euros António José Pereira Luís (Presidente da NAV) - 109.531 euros Carlos Beja - Administrador da NAV (99.710 euros)   Alexandre Rosa (Vice-presidente do IEFP) - 79.140 euros Fernando Rocha Andrade (Administrador da REN) - 48 mil euros

Luís Patrão (Presidente do Turismo de Portugal) - 83.170 euros Luís Nazaré (Comité de Estratégia dos CTT) - 49 mil euros Ascenso Simões (Administrador da ERSE) - 188.839 euros António Castro Guerra (Chairman da CIMPOR) 285.384 euros Mário Lino (Conselho Fiscal da Caixa Seguros) - 26.821 euros

Fernando Gomes (Administrador da GALP) - 529 mil euros Guilhermino Rodrigues (Presidente da ANA) Alda Borges Coelho (Administradora da ANA) - 109.486 euros paulo campos e ana tomaz

Clique-se em um a um para ver o respectivo currículo (CV), num trabalho publicado pela revista VISÃO em Outubro de 2010. Destas 13 pessoas, algumas têm um CV OK, apesar de não ser algo tão galáctico que justifique tamanho salário. Outros não estão na sua área de especialização, outros têm mesmo um CV fraco e noutros vê-se que a a única ligação ao cargo é o elo político.

São gestores públicos, cargos de nomeação política. Porque é que precisa de haver nomeação política? Porque, dizem, “executam as políticas do governo e isso exige confiança política”. Mas a resposta é fraca pois não responde ao essencial: porque é que estes sectores têm que ser controlados pelo Estado? O que é que ganham os portugueses com isso? O que ganham estes portugueses, isso é claro. Ganham até 529 mil euros por ano mais benesses como carro, motorista, telefone, cartão de crédito, etc.

São os boys de topo, o estrelato das  nomeações. A baixo deles orbita uma prole de outros nomeados. É fala corrente dizer-se que seja PS, seja PSD, existirão sempre estas nomeações pornográficas. Para mim isso não passa de argumentário socialista, já que, apesar de o PSD ter feito o mesmo quando foi governo, o certo é que já foi devida e justamente corrido do governo por essa e outras razões. E Guterres até ganhou votos com essa limpeza que se traduziu na famosa frase “No jobs for the boys”. Viu-se o que foi. Pois agora é a vez dos socialistas provarem o fel depois de terem chupado anos de mel.

Quanto a mim, o problema resolve-se de uma maneira muito fácil. Termine-se a presença do Estado no sector empresarial e acabe-se com a infinidade de institutos, fundações e afins. Chega de proxenetísmo fiscal.

Boy, Oh Boy

O assalto parece ter começado, não vá o voto tecê-las e não ser possível nomeá-los depois. Apesar do quadro legal ser este.

Adenda: Sócrates já veio desmentir estas nomeações, mas é como na história de Pedro e o Lobo, um dia o lobo vem mesmo e ninguém acredita. Ou como reza o ditado, tantas vezes vai o cântaro à fonte…

Adenda#2: Se Sócrates nega, Coelho reafirma. O ping-pong continua…

Os ratos são os primeiros a abandonar o navio…

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… e os boys de um governo em queda são os primeiros a agarrarem-se aos tachos. Depois da boyada do Paulo Campos, mais um exemplo de ética republicana.

Em relação a este tal Pedro Silva Gomes tenho a manifestar a minha inveja (sim, inveja; longe de mim sentir repúdio por esta falta de vergonha na cara). Porque sendo licenciado, já tenho habilitações a mais para ser Vogal de um Conselho de Administração. Como me falta um curso da Avon Cosmetics International, não posso aspirar ao cargo de Administrador. E agora, por ter mais de 26 anos de idade, não poderei ser assessor do Gabinete de Apoio ao Agrupamento Político dos Vereadores do PS. Ah, não ser militante em partido político algum (e no PS em particular) é capaz também de ser um impedimento.

Como se vê, isto de crise não é bem para todos.

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