Paraíso Socrático: licenciados sem trabalho…

…são o dobro da média da OCDE, diz a organização, que Portugal é dos piores na comparação da passagem de qualificações académicas a lugares no mercado de trabalho.

O desemprego de longa duração afecta 51% dos desempregados portugueses com diploma universitário e idades entre os 25 e os 34 anos. Esta taxa na média dos países da OCDE é de 42%.

Claro, que estes números ainda não beneficiaram das Novas Oportunidades o que deverá resultar numa subida imparável da nossa posição no concerto das estatísticas, porque criar emprego só com muito trabalho , e capacidade política junto das PMEs, que como se sabe, são ignoradas pelo nosso primeiro. Mas nas estatísticas estamos aqui estamos no topo da tabela. Enfim, milagres.

O relatório aponta Portugal como o único país da OCDE que não registou um aumento, entre 1995 e 2007, na frequência do sistema de ensino por parte dos jovens entre os 20 e os 29 anos, ou seja com idade para frequentar a universidade. Outra maneira, bem eficaz, de diminuir o desemprego entre licenciados, não há licenciados deixa de haver desemprego entre eles.

Como sempre de vento em popa!

Coligação PS à esquerda – Coligação PSD à direita

É o que está no horizonte. Salvo se  o PR forçar uma coligação ao centro à volta dos grandes problemas nacionais.

O PS terá que modificar muito do seu programa para chegar a acordo com o BE já que com o PCP é virtualmente ímpossível, a não ser apoios ocasionais no Parlamento.

Pode ter que deixar cair os Megainvestimentos e dar prioridade aos investimentos de proximidade e apostar decididamente nas PMEs e nos bens e serviços transaccionáveis e exportáveis. Avançar com os “clusteres” há muito considerados vantajosos para o país e apoiar o desenvolvimento de tecnologia média e avançada, inovadora.

Esta política é um engulho para o PS de Sócrates, este acha que a verdadeira governação se faz ao nível dos grandes grupos económicos, dos grandes investimentos, das grandes empresas públicas. Esta visão é que estes investimentos arrastam as PMEs e o emprego, mas é tambem a política que tem sido sucessivamente seguida, por ciclos de mais ou menos dez anos, sem resultados visíveis.

Claro que o país tem autoestradas e outras infraestruturas mas não tem sustentabilidade económica, o país após os grandes subsídios vindos da UE, não consegue criar riqueza. E a primeira autoestrada compreende-se que facilite a criação de riqueza e a mobilidade de pessoas e bens, as outras a seguir têm um impacto muito menor na economia, como é óbvio.

À direita o PSD não terá dificuldade em juntar-se ao CDS e em retirar o Estado de grande parte da economia, em potenciar o mercado e o tecido empresarial. Não tem vida fácil pois não poderá mexer no Estado Social, mas poderá tornar mais dificil o acesso ao SNS e fomentar a complementridade dos privados na saúde. Vai, concerteza, negociar com os professores, mas não terá espaço para deixar cair a avaliação (grande parte da população concorda com esta medida) e vai criar condições para que a Escola Pública ganhe autonomia.

O SNS tenderá para não ser gratuíto para uma parte dos portugueses e as proprinas ou outras benesses dos alunos cairão aos poucos. Estas medidas serão acompanhadas por pontuais baixas de impostos e por uma fiscalidade mais fácil, talvez no IRC para incentivar o investimento e no IVA para incentivar o consumo.

Como se vê o caminho é cada vez mais estreito e a dívida externa está aí como um cutelo sobre as nossas cabeças, é o que todos os políticos mais temem, e é exactamente por isso que não falam dela.

Como seria com mais empréstimos a taxas cada vez mais altas para financiar os megainvestimentos?

Sobre benefícios fiscais é sempre bom ouvir um doutor de Coimbra

Luiz Carvalho, Derrota do PS, 2009

Luiz Carvalho, Derrota do PS nas europeias, 2009

O problema com as deduções em IRS é que deixa de fora dos benefícios justamente os mais pobres, ou seja, os que nem sequer têm rendimento suficiente para pagar IRS. É por isso que os subsídios directos são mais eficazes, mais abrangentes e mais equitativos.

Vital Moreira, 10 de Julho de 2008

Para reduzir o défice das contas públicas

2ª medida: eliminar, ou reduzir drasticamente, as deduções fiscais para despesas de educação e de saúde, salvo nos casos em que os correspondentes sistemas públicos não proporcionam os respectivos serviços em condições aceitáveis. Na verdade, não faz sentido que, havendo serviços públicos de educação e de saúde gratuitos, pagos pelo orçamento do Estado, aqueles que preferem serviços privados sejam beneficiados com o desconto dessas despesas para efeitos de dedução fiscal (com limites bastante generosos), o que se traduz numa considerável “despesa fiscal”.

Ainda por cima, trata-se em geral dos titulares de rendimentos acima da média, não poucas vezes caracterizados por uma elevada evasão fiscal (industriais e comerciantes, gestores, profissionais liberais, etc.). Duplo privilégio, portanto.

Vital Moreira, 22 de Abril de 2006

Os benefícios fiscais à poupança no IRS têm três efeitos negativos: tornam o sistema fiscal mais complexo e mais difícil de fiscalizar, têm elevados custos fiscais (redução da receita) e favorecem os titulares de mais altos rendimentos, que são quem mais deles aproveita, diminuindo a progressividade real do imposto.

Vital Moreira, 10 de Setembro de 2005

O pior ministro da lavoura de sempre

O Jaime Silva consegue juntar os grandes agricultores com os pequenos lavradores. Este burocrata de Bruxelas, de onde nunca deveria ter saído, nem sequer consegue pagar o que deve aos agricultores, até agora apenas pagou 10% dos subsídios já concedidos.

Não contente em ver a agricultura nacional ser paulatinamente substituída pelos nabos de Espanha e os tremoços da Roménia, passando pelos espargos da China e a fruta da América do Sul (a fruta, senhores, com este sol…) desperdiçou 840 milhões de euros que não foram investidos e portanto devolvidos a Bruxelas, onde deverá estar à espera de grandes encómios por ter defendido tão bem o orçamento da UE!

É necessário fazer uma exaustiva auditoria aos subsídios concedidos à agricultura e pescas durante todos estes anos, 10 000 milhões de euros (segundo percebi Jerónimo) para se perceber como conseguimos acabar com os nossos produtos do campo e do mar. Deve ser muito instrutivo!

Entretanto, uma proposta dos “Jovens Agricultores” no sentido de ser criada a figura do “Empresário agrícola” o que permitia que o agricultor se dedicasse à exploração florestal, ao turismo rural e outras actividades conexas com o campo, não obtém resposta do governo, apesar das inúmeras reuniões mantidas . Deve ser o Simplex a funcionar com estes socialistas já se sabe que se não lhes trouxer proveito nada avança, eles é que sabem, eles é que têm, eles é que comem, eles é que distribuem, eles é que…

Não é possível exterminá-los já dia 27?

O G20 : o prémio já cá canta

Os poderosos juram que nada será igual no sistema financeiro internacional, que os objectivos a curto prazo e os respectivos prémios para os gestores nunca, mas nunca mais serão os mesmos.

Vamos ter um sistema financeiro muito mais regulado, com os “veículos” muito mais estruturados e muito menos “voláteis”.

Isto vai lá, para já estão a falar “no quanto” o que quer dizer que os prémios continuam, já cá cantam, é só uma questão de montante. A ver pelas grandes empresas portuguesas, que baixaram as remunerações dos administradores em 3.7% ,isto é mesmo a sério.

Entretanto vejam a grande conclusão que merece todas as esperanças “quanto à melhor forma de acabar com os excessos na banca, é um tema adiado para novo encontro, no fim do mês” está a mesmo a ver-se que a vontade é mais que muita, isto vai ficar como sempre esteve, agora até com mais “savoir fair”, depois desta experiência tão traumatizante para quem ficou sem a massa (que não foram os ditos cujos).

Podemos pois estar à espera porque eles tambem estão, que isto saia do buraco para que tudo fique na mesma. A verdade é que estes meninos e meninas ( a partir de agora que temos duas “estrelas” como aventadoras vou sempre referir-me às “meninas”) ficaram com os milhões e quem pagou a factura foi o Zé povinho (povic, em polaco) com as “ajudas” que nunca mais voltam, e os prejuízos nacionalizados nossos, tudo pago com o dinheiro dos contribuintes e de quem trabalha!

Olha para o BPP, o BPN e o BCP , todos gaiteiros e azeiteiros…

PS: quanto aqueles palavrões de economês é a ver se pega …

Agarrem as carteiras

Isto está a refinar, bué!

Um concurso para uma autoestrada ganho pela Mota/Engil do Jorge Coelho, que tem que passar por um terreno de Américo Amorim. Este protesta (não sei se pelas vias competentes)e a autoestrada já atribuída por concurso, é desviada do tal terreno (porque pode passar por um terreno e não por outro? pois…)

O novo traçado eleva para quase o dobro o custo da obra, o que seria mais que suficiente para fazer novo concurso. Nem pensar, o concurso está atrabuído e assim fica.

Diz Louçã que o aumento do preço é qualquer coisa como ir buscar ao bolso de cada um de nós 100,00 euros (vezes 5 milhões, é só fazer as contas…)

Tudo lícito, legal, normal, expedito, simplex, coelhone, socrático, xuxialista…

A Social – Democracia Europeia

Há muita gente na Europa que critica o sistema em que vive, vendo nele um conjunto de erros e injustiças sem cuidar de ver as suas qualidades.

A primeira qualidade é que nunca houve antes um sistema que tenha mantido por tanto tempo, tantos milhões de pessoas a viverem em paz, em democracia e com um modelo de apoio à família, à doença e à velhice.

A primeira causa é que este sistema tem assegurado um nível sustentado de criação de riqueza que mais nenhum outro conseguiu. Ora, este nível de criação de riqueza tem permitido que todos os cidadãos, melhorem o seu nível de vida, embora com profundos desequilibrios. Mas, no essencial, a vida das pessoas tem melhorado mais nos últimos cincoenta anos que nos dois séculos anteriores.

Este sistema conseguiu criar uma rede de segurança social que abarca milhões de pessoas, os mais desprotegidos, uma rede pública universal de escolas que assegura a educação básica para milhões de seres humanos que sem isso se manteriam na ignorância e escuridão do conhecimento e, providenciou, uma rede universal de cuidados médicos que assegura saúde a milhões de pessoas que há cincoenta anos morriam por não terem água tratada.

Imperfeito, injusto e sem conseguir criar igualdade de oportunidades para todos, o sistema capitalista, como forma de criar riqueza, não tem paralelo, pelo que enquanto não aparecer um modelo de sociedade que consiga manter este nível de vida, nunca será substituído. Pode e deve ser aperfeiçoado, mas não pode ser substituído, pelo simples facto que ninguem está disposto a regredir no seu nível de vida. É uma falácia dizer que bastaria uma melhor repartição da riqueza para que a pobreza fosse erradicada. Sendo verdade, em termos puramente teóricos, a verdade é o que se vê, até aqui com os nossos concidadãos a quem são atribuídos subsídios .Não saem da miséria, porque a miséria não é só a falta de condições materiais é tambem, e talvez ainda mais, a falta de educação e de conhecimento que duram séculos a chegar a todos.

Sou reformista, no sentido que quero partir de uma base sólida para um patamar mais elevado, à custa de mais e melhor justiça social, mas dentro de um quadro onde coexistam o Estado de Direito, a economia social de mercado e a democracia de tipo parlamentar.

PS: ao meu caro amigo e aventador Adão Cruz a quem reconheço um elevado sentido solidário e humanista.

Outra mentira: Relvas condicionado pelo Gabinete de Sócrates

O advogado Jorge Bleck , acusa o gabinete do Primeiro Ministro de condicionar o dirigente do PSD e sócio da Logoplaste, Alexandre Relvas. “Cuida do que dizes, se queres negociar” terá sido a mensagem que o gabinete de Sócrates fez chegar ao Presidente do Instituto Sá Carneiro.

O Primeiro Ministro negou a notícia, Relvas “não comento polémicas políticas que envolvam a minha vida profissional” e Jorge Bleck rematou o assunto com um ” não tenho nada a acrescentar, nem a retirar”.

Nuno Ribeiro da Silva, presidente da Endesa, afirma que “já senti. E foi recentemente.” isto é, já com o executivo de Sócrates.

Outros há, empresários e gestores que dizem nunca terem sentido pressões, entre os quais, evidentemente, os que estão em empresas públicas e os que não negoceiam com o Estado.

Enfim, a campanha negra continua…

A Disney adquiriu a Marvel

Spider-Mouse

Um país à beira da ruína…

Medina Carreira diz o que muitos pensam, “essa gente” não faz ideia onde está a meter o país. Uma dívida que cresceu nos últimos 8 anos 54% e que corresponde a um pagamento de juros acrescidos de duzentos e tal por cento. Se lhe juntarmos os empréstimos necessários para fazer as obras públicas socráticas, entre 2015 e 2020 damos baixa. Se alguem a aceitar, obviamente, porque a alternativa é o empobrecimento do país.

Corremos o risco de termos as melhores autoestradas da Europa, e não termos dinheiro para nos deslocarmos de automóvel; o TGV só para espanhóis; um aeroporto para recebermos os velhos do centro e do norte da Europa que vêm para cá apanhar sol; outra ponte, como a da Lezíria, sem tráfego automóvel.

Se não criarmos riqueza vamos para o empobrecimento, mas criar riqueza dá muito trabalho, é preciso competência, capacidade de liderança, ser capaz de captar investimento privado, desenvolver uma política competitiva fiscal, reformar a Justiça, tornar a administração pública amigável, competir num mundo competitivo global.

É mais fácil entreter-se com a família, com as uniões de facto, atirar dinheiro para cima dos problemas, usar as golden shares em empresas públicas a bem não se sabe de quem, fazer “take over” ao BCP , ao BNP e ao BPP, os ajustes directos das obras públicas…

Essa gente não serve para coisa nenhuma, diz Medina Carreira, que é um homem que não precisa dos favores do Estado nem dos partidos!

Quatro ou cinco ministros de grande qualidade, com experiência profissional, sem suspeitas de corrupção, independentes de favores, apoiados pelo Presidente da República e por uma maioria na Assembleia da República, resolviam os problemas do país.

Com “essa gente” não vamos a lado nenhum…

TODOS À PROCURA DO RASTO DAS PATACAS

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FREEPORT, AINDA E SEMPRE
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Com um bocadinho de jeito, lá se irá conseguir que nada aconteça antes do caso prescrever.
Agora, andam todos atrasados na conclusão do processo, por via da procura da meia dúzia de tostões que parece que desapareceram.
O que se diz por aí, é que havia dinheiro, depois deixou de haver porque alguém ficou com ele. Alguém ou “alguéns”, que nestas coisas nunca é um sozinho.
A investigação já dura há cinco anos e tem sete arguidos. Provavelmente não convirá a muita gentinha que o desfecho ocorra antes das eleições, e assim andam por aí às voltas, num jogo de “descubra onde está”. Quente, quente, mais quente, … frio, frio, muito frio… e assim se vão entretendo, em jogos palacianos.
O que convinha mesmo é que abrissem mais um ou dois inquéritos, e talvez acabe mesmo por prescrever.
Os contactos entre a polícia Portuguesa e a polícia Britânica são frequentes, mas inconclusivos, parece.
O rasto do dinheiro já está frio, e quando assim acontece, não há nada a fazer. Procura-se até debaixo das pedras da calçada, para justificar o salário e esperar que tudo acabe em bem.

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COITADOS DOS ESPANHÓIS

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TANTA GENTE A VIVER MAL
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Imaginem que em Espanha, há mais de 60% de assalariados a viver com menos de mil e cem euros por mês (13.200 euros anuais/12 meses – 15.400 euros/14 meses).
Coitadinhos, se calhar temos de os ajudar com alguma coisinha.
Os pobres têm um salário mínimo de 625 euros (7.500 euros anuais/12 meses – 8.750 euros/14 meses), uma vergonha nesta Europa a vinte e sete.
Espanha é um dos países com salários mais baixos.
Eu, se fosse a eles, revoltava-me. Não há direito.

Será que eles querem o ainda nosso Primeiro para os governar?
Por solidariedade para com eles, até nem me importava que ele fosse para lá. Assim como assim, seria mais um emigrante Português com sucesso no estrangeiro. E eles ficavam todos satisfeitos. Em pouco mais de cinco anos, o homem punha o País deles direitinho como um fuso.
Melhor, podemos exportá-lo? A preço de custo? Sem encargos aduaneiros ou outros? Até, sem IVA?
Podemos, por favor?

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Um fisco para mim, um fisco para ti…

Eis como se pode fugir ao fisco.

Será que quando for grande também posso fazer assim?

A família Simpson mudou para Angola

Uma das mais famosas famílias do mundo acaba de ganhar mais um espaço em África. Obama? Não, não é a família do presidente dos EUA. É, sim, a família Simpson.

Consta que vão fazer as malas e rumar da nuclear Springfield para a menos poluída África, em concreto para  Angola, conta o jornal britânico Daily Mail.

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A agência de publicidade Executive Center decidiu encomendar uma promoção animada da família de Homer, Bart e companhia, alterando-os em termos de cor, indumentária e estilo, de forma a ficarem num registo africano.

O sofá está lá, tal como o comando da televisão. O quadro mostra agora uma cena de savana africana e o candeeiro deu lugar a um conjunto de som ao melhor nível do gosto africano.

Independentemente de tudo, e mesmo sabendo que é apenas uma campanha de promoção dinamizada por uma empresa, este é mais um claro sinal de que Angola está a ganhar crescente importância económica e um lugar de maior destaque no mercado mundial.

Tenho a certeza que os Simpsons não se mudariam, ainda que de forma provisória, se não fosse assim.

Ouça o Sócrates, espere o contrário

Com os primeiros sinais de abrandamento da crise duas posições se consolidaram. As dos que não têm qualquer ideia para sair dela e as dos que sabem muito bem o que têm pela frente e respondem em sintonia.
Ângela Merkel vem dizer que ninguem de bom senso pode ver nestes brandos sinais o fim da crise. Sócrates decreta o fim da crise.
Entretanto, para além das preocupações com o aumento do desemprego, outras preocupações se revelam. Todas as instituições financeiras internacionais apontam para um desemprego, em Portugal, superior a 10%. Como não podia deixar de ser o nosso governo aponta para valores mais baixos. Uma preocupação, muita portuguesa, tem que ver com quem já esgotou o direito de receber apoio no desemprego. Como este subsídio corresponde ao tempo de descontos, quer dizer que temos os jovens sem emprego e sem subsídio.
Voltam a casa dos pais desempregados? Emigram ? Recorrem à violência?
Outra questão que passa ao lado do discurso político é que a margem de retoma das economias é muito frágil, tanto do lado da oferta como da procura. Podemos entrar em estagnação por muito tempo como aconteceu com o Japão, nos anos 90.
Portugal se não apostar na criação de riqueza , na produçõa de bens e serviços transaccionáveis e dirigidos para a exportação, vai entrar num período de empobrecimento. Não são os lucros dos bancos, nem das empresas públicas, dirigidas para o mercado interno que darão a volta ao problema. Como só não vê quem não quer. Foi sempre a política económica dos últimos cinquenta anos e que nos arrastou para este beco. Não são os megainvestimentos.
É a produtividade, a inovação, a exportação. Mas para isso é preciso ser muito bom, ser determinado, não ter medo dos senhores do dinheiro. É preciso a reforma da Justiça, da Administração Pública, da Fiscalidade!
É tudo muito dificil mas é o único caminho! Leiam o programa do PS e não se encontra lá nada que não tivesse sido experimentado nos últimos cinquenta anos!
Que a coragem comece por quem vota!

Os Miseráveis

Se vivesse no Portugal do século XXI, em alternativa à França do Século XIX, Victor Hugo teria muito material humano para trabalhar aquele que seria, por certo, um grande clássico.

Na SIC, esta noite, o fiscalista Diogo Leite Castro declarou que uma pessoa que tem um vencimento de cinco mil euros é um remediado. Já quem ganha mil euros mensais é um miserável. Até pode ter razão, mas a realidade é que uma parte gigantesca da população nacional tem vencimentos até esse montante. Logo, há um oceano de miseráveis e uma pequena bacia de milionários.

No entanto, sejamos realistas: não vale a pena acabar com os ricos. O que importa é acabar com os pobres.

Uma crise que já acabou aí umas cem vezes…

Ali na Jugular tem João Pinto que não acerta, não. O homem diz que o Sócrates já deu por terminada a crise, e assim sendo, terminou mesmo!

O João não diz nada quanto ao Teixeira das Finanças ter dito que não podemos dar por terminada a crise mas quem é o pior ministro das finanças para ser levado a sério? Para desmentir o patrão?

É que este João Pinto parece ser economista e é por isso, e só por isso, que fico um bocado atravessado, já que como Jugular/Simplex percebe-o muito bem. E agora sem crise, ó João, como vamos nós explicar o continuado aumento do desemprego ? Sim, claro, o anualizado foi -3,7 (negativo) mas isso não conta nada. Os últimos três meses é que …

E, agora, como vamos nós encarar a coisa, nós que andamos todos a dizer que o país não está preparado para enfrentar a crise e, afinal, somos os primeiros a sair dela? Os últimos a entrar e os primeiros a sair? Mas, então, não era necessário que a Alemanha e a Espanha recuperassem as economias e nós íamos atrás? Não foi assim que fomos para a crise? Ou foi mesmo porque a responsabilidade é nossa, muito nossa? Entramos a reboque e não saímos a reboque? Mas se saímos a reboque como é que somos os primeiros, ó João?

Ou é mesmo porque perdemos com Sócrates 200 000 empresas, o desemprego atingiu 9.3 % e vai chegar aos 10% em 2010 (apesar da crise ter terminado) e o déficit já anda, novamente ,pelos 6% ?

Como vamos nós, agora, explicar as falências, os desempregados sem subsídio ( que não param de aumentar) as famílias que deixam de pagar as prestações da casa…

Ó, João Pinto, ele há momentos…

Coligação à esquerda -Sócrates é o problema

O PCP já veio dizer o que em boa verdade já todos adivinhavamos. Não há coligação com o PS! Com este PS, com qualquer PS? E com um PS sem Sócrates?

E quanto ao Bloco? Tambem não aceita coligações com este PS. E sem Sócrates poderá dizer não?

A questão está na ordem do dia, pois desde que o Manuel Alegre se apresentou a votos e arrebanhou um milhão de votos, contra o candidato oficial do partido, que a questão estará sempre em cima da mesa, embora Sócrates faça tudo para a esquecer. E com a não aceitação de Alegre integrar a lista a deputados, mais a questão se acentuou, embora todos assobiem para o ar.

O que poderá estar em jogo?

Aquele milhão de votos volta ao PS se este for aceite à esquerda numa coligação, seja de pendor governativo os parlamentar? Grande parte volta se isso for garantia de maioria absoluta no Parlamento. Não quer dizer que volte ao PS mas pode “regressar” à esquerda, reforçando o PCP e o BE.

A primeira consequência seria a maioria parlamentar e um governo com um programa bem diferente do actual programa apresentado pelo PS. Privatizações nem pensar o que aumentaria a dificuldade de ” equilibrar as contas públicas”, os Megainvestimentos seriam empurrados para a frente e subsídios sociais reforçados. A “escola pública” a “Justiça” e a reforma da “Administração Pública” esperariam por melhores dias. Grande parte do esforço fiscal seria dirigido aos ganhos e mais-valias de capital. Com que consequências? Fuga de capitais!

E quanto ao tecido empresarial das PMEs que criam emprego e produzem bens transaccionáveis e alimentam as exportações? Sem um tecido empresarial sólido, que capte investimento privado, nacional e estrangeiro, Portugal está destinado a empobrecer. O PCP e o BE estão pelos ajustes?

Não, se à custa do recuo do intervencionismo do Estado, o que inviabiliza em boa medida as políticas necessárias.

E se o PS com Sócrates se junta ao CDS e fazem maioria parlamentar? Os Megainvestimentos avançam desde já, os apoios sociais recuam e o tecido empresarial poderá fortalecer. Mas para se chegar às PMEs é preciso, dar a volta à Justiça, à Administração Pública e ao Fisco. E aqui vamos ter uma revolta generalizada de sindicatos e corporações.

E se o PSD fizer maioria parlamentar com o CDS? O governo recua no intervencionismo na economia, avançam privatizações que vão aligeirar as contas públicas, abranda a fiscalidade nas empresas. Mas tudo isso obriga a recuar nos apoios sociais e nos investimentos públicos. O risco de implosão social é muito elevado.

Como há muito se sabe só se sai desta “quadratura” criando riqueza que substitua importações e que se dirija à exportação. Para isso é necessário uma Justiça célere, uma administração eficaz e uma Fiscalidade competitiva. Que atraia investimento duradouro, inovador e tecnológico, a par do empenho nos “clusteres” tradicionais onde somos competitivos.

A única coisa que nós eleitores podemos fazer é deixar estas questões muito bem explicadas aos nossos políticos com o nosso voto. Já demos uma ideia com a abstenção nas Europeias podemos continuar com votos nulos agora em Setembro.

E aqui no Aventar há uma petição para assinar.

Fátima: resultados da peregrinação dos emigrantes já são vísiveis

_13agosto

“Isto não é o fim da crise, mas sim o princípio do fim da crise. Há ainda desafios a enfrentar, mas os dados evidenciam o sinal de inflexão, uma viragem na economia”, disse José Sócrates, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros.

A notícia é do Público, ainda não é do Osservatore Romano. Mas garantiram-me que o processo de beatificação de Sócrates está para breve.

Os Sabichões das dúzias

Vejam como estes senhores merecem os milionários salários que auferem.

Em 12/6/2006

O Lehman Brothers tem fôlego e equilibrio para ajudar os clientes num mercado de mudança.Ex-presidentedo banco.

Em  Março de 2008

Estamos confiantes no modelo de negócio e mantemos objectivos de crescimento ambiciosos para os anos próximos. ex-presidente do BPP

Em 28 de janeiro de 2008

No BPN não há nenhuma situação escondida. ex-presidente do banco

Em 17 de Março de 2008

Esperamos que o Lehmans Brothers continue a obter níveis aceitáveis de lucros trimestrais. Moody`s agência de notação financeira

Em 12 de Out de 2007

A situação tem vindo a normalizar-se em vários mercados.Governador do BdP

Em 17 de Out de 2007

A tempestada já passou… a lição não deve ser ignorada.Ministro das Finanças

Após a borrasca

Demasiadas mentiras,demasiada especulação e demasiado dinheiro a circular, que nunca teve tradução em riqueza dinheiro. José Reis Prof.economia Univ. Coimbra

Cometeram-se exageros, erros de palmatória, alguns grosseiros.Houve uma fé cega nos modelos económicos e pessoas que se aproveitaram.João Duque,Prof.Finanças ISEG

A febre especulativa em activos sub-prime foi um elefante numa sala: e ninguem viu.Nassim Taleb Ex-corrector

Esta crise veio provocar uma deterioração massiva nos déficites orçamentais e ainda mais na divida pública.Alguns desses déficites são francamnte insutentáveis.Julian Callow ex-economista chefe no Barclays

Como dizem os Ingleses “isto de prever antes é muito dificil” !

Mas a maioria estava pura e simplesmente a mentir e a sacar, e lá na minha aldeia há um provérbio que se aplica muito melhor que o dos ingleses. “a burro que está a comer não se lhe deve mexer na barriga”

BPP ao retardador mas rebenta…

..olá se rebenta. O estado seja qual for o caminho que escolha vai lá deixar uns milhões de prejuízo. Contra todas as opiniões meteu uns 450 milhões de euros em cash e em garantias aos outros bancos que se chegaram à frente. Vai ficar sem estes milhões e mais os milhões das “operações de retorno absoluto” que os reguladores, ceguinhos, não viram nem mesmo quando foram, repetidamente, publicitados nos jornais.

Entretanto, os salvadores destacados da CGD, já pediram a demissão uma série de vezes e parece que é desta. O governo não ata nem desata, porque como se percebe há muito dinheiro a perder e não convém que seja antes das eleições. Os contribuintes vão ficar chateados com o “nosso” a arder e os depositantes vão fazer um escarcéu de primeira, tudo transmitido em “prime time”.

Ora isto, não é bom para a saúde deste governo que há nove meses interveio no BPP e ao fim de todo este tempo ainda não sabe o que fazer. E não sabe porque há muitos milhões de prejuízo que alguém vai ter que pagar . Como não há dinheiro, os magos da CGD não fizeram nada, acostumados como estão a “nadar” em dinheiro e a não ter chatices.

E, aqui estamos nós, perante uma evidência que o governo, bem à sua maneira, tenta esconder só não sabe como, pois se soubesse em todo estes meses já teria tomado uma decisão.

Vai rebentar com estrondo !

ESTOU PREOCUPADO

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ASSIM NUNCA MAIS CHEGA A RETOMA
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A GALP, nossa, minha e de cada um de vós, não conseguiu ganhar mais que 101 milhões de euros no primeiro semestre deste ano. No fundo é uma vergonha e uma desgraça.
Em relação ao ano passado, ganhou metade. Metade, vejam bem!
É só prejuízo.

Com que energia pode uma pessoa andar com resultados destes?
E querem estes senhores, da GALP e do governo, convencer-nos que a retoma vem aí?
Quem acredita numa coisa dessas, com os resultados vergonhosos, agora apresentados?
Depois, os responsáveis, atiram as culpas dos resultados apresentados, para o preço do petróleo que tem vindo a cair (embora se tenha valorizado mais de 60% desde Janeiro e mais de 100% desde Dezembro), para as margens da refinação e para a baixa do preço do gás natural.
Desculpas, é o que é! No fim de tudo, mais me parece que estes miseráveis resultados são só fruto de uma gestão de muito má qualidade, quando não, diria, danosa (diria, mas não digo, que ainda me fazem uma coisinha má).
Não se admite! Não podemos admitir. Os bancos, coitados, que até nem vendem gasolina nem gasóleo, tiveram mais de um milhão e duzentos mil euros de lucro por dia, cada um deles. Esses sim, sabem-na toda. Agora estes! Ppft…!
A GALP, que sempre teve uma imagem maravilhosa, a continuar com estes resultados, onde irá parar?

Com que imagem podemos nós ficar da nossa GALP, e lá fora, no estranjeiro, com que imagem ficarão de nós? Assim, pelo que se mostra, não passamos de uns pelintras.
Estou cansado, estou farto disto. Vou mas é mudar de marca de gasolina e comprar artigos de marca branca, mas se possível de uma branca BOA!

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A ERC regula, dirige, controla, castiga …

Estas entidades de regulação são do mais sócrático, do que melhor indicam o pensamento do Primeiro Ministro. Este homem se não vivesse em Democracia teria tentações absurdas.

Regular é obrigar que a lei seja aplicada. A Lei emanada da Assembleia da República ou da Constituição, mas o que nós verificamos é que estas entidades regulam segundo as suas próprias regras, no melhor cenário, ou segundo as regras do governo , no pior cenário.

A ERC é uma aberração. Ainda há bem pouco tempo foram chamados há Assembleia da República alguns responsáveis pela RTP, que ali disseram que a comunicação social tem que se regular pela notícia, pelo interesse público, não é possível fazer notícias na proporção , ou a metro.

Mas a ERC vem agora com uma série de instruções para serem aplicadas no período eleitoral. Levantam tantas dúvidas e são tão pouco apropriadas que se está mesmo a ver que serão aceites por quem estiver em posição de esperar prebendas do governo, e quem estiver protegido e não as aplicar, vai ser chamado à pedra para as calendas, muito depois de as eleições terem lugar. E só ganha quem não aceitar a regulamentação da ERC.

Eu gostaria de ver a ERC obrigar que a comunicação social desse tanta importância aos pequenos e novos partidos como dá aos presentes , mas nunca limitar estes. Intervencionismo não é coisa que se aceite sem resmungos, não dá bons resultados, é preferível serem muito capazes a detectar patranhas e ter capacidade de punir do que vir mandar “postas de pescada”.

Até porque a sua reputação está pelas ruas da amargura no que é muito bem acompanhada pela Entidade Reguladora dos Mercados do amigo Sebastião do ex-Pinho , que não consegue ver mal nenhum na actuação das petrolíferas quando entidades independentes como a Partex, pela voz do seu Presidente, vem dizer que a política de preços é uma batota pegada.

Quem nos regulamenta os reguladores?

O empobrecimento nos próximos dez anos

“…uma taxa de crescimento tendencial durante o próximo ciclo que não deverá ser superior aos valores situados entre 1,25 e 1,5 que se registaram no último ciclo!

Isto aponta para um crescimento gradual do desemprego que andará pelos 10% em 2010 e uma variação negativa do valor dos salários em termos nominais este ano.

Portugal segundo as projecções voltará a ter um comportamento e um desempenho inferior aos dos seus parceiros europeus. (MOODY’s, Público)

Este é o nosso futuro imediato pelas mãos de quem está no governo há 11 anos nos últimos 14 anos, o PS e o seu intervencionismo cada vez maior e mais prejudicial para a parte da economia que produz riqueza.

Anos e anos perdidos com uma visão centralizadora e estatista, de braço dado com as grandes empresas públicas e grandes grupos económicos, megainvestimentos, deixando no esquecimento o tecido empresarial que cria riqueza e emprego, produz bens transaccionáveis e para exportação.

Olhem para o Programa do PS e é isto que lá vão encontrar, mais do mesmo, uma máquina ávida pronta a abocanhar o seu (grande) pedaço.

Não podemos esquecer o ” contrato Liscont” o TGV, o aeroporto, as autoestradas em duplicado, as SCUTs, a Empresa Frente Ribeirinha e esse buraco negro que são as empresas públicas de transportes…

Há que mudar de modelo político e económico sem o que não há esperança para as gerações vindouras!

O caso sem vergonha e simplex da Liscont

Vamos lá, então, pôr as coisas em pratos limpos, dizem os ex-jugulares, actuais simplex e futuros assessores…

O contrato com a Liscont terminava em 2017 mas nada impedia de se renociar já agora. Adoptou-se negociar agora com grande prejuízo para o Estado. Está correcto!

O contrato devia ser negociado a partir de um concurso público como mandam as regras da transparência e das boas regras. Mas o governo optou por renegociar com a Liscont assim ganhando tempo. Com grande prejuízo para o Estado. Está correcto!

O Tribunal de Contas não diz que é ruinoso diz só que “não protegeu o interesse do Estado,” o que não é a mesma coisa. Está correcto!

A “controle financeira” do ministério diz que o contrato “não acautela da melhor forma” o interesse do Estado. Está correcto!

Se não fosse o Jorge Coelho estar na Motta/Engil tudo isto passaria despercebido. Está correcto!

Os políticos não deveriam passar do governo e dos partidos para gestores de empresas que fazem negócios com o Estado, mas neste caso é como é! Está correcto!

Tão jovens e já tão sem vergonha …

Programa do PS : delírios, patranhas, irrelevâncias

O Alberto Gonçalves nos seus “dias contados” no DN de hoje, brinda-nos com um belo artigo de que respingo com a devida vénia:

“”Até ver contas muito por alto, o engº Sócrates lançou, criou, promoveu, prometeu ou anunciou: cinco mil euros para quem comprar um carro eléctrico; cheque-dentista a todas as crianças entre os 4 e os 16 anos; conta de 200 euros por cada bébé nascido; linhas de crédito às PMEs no valor de 3,75 mil milhões; fundo estratégico de 250 milhões para apoiar as PMEs no exterior; 1500 jovens qualificados anualmente em PMEs exportadoras; 125 mil vagas para alunos do ensino profissional; aquisição de metade da participação do BPI numa seguradora; 130 milhões para o estímulo à requalificação urbana; reforço de 115 milhões na construção de equipamentos sociais; linha de crédito de 50 milhões na área social; 1500 empregos nas fábricas da Embraer em Évora; linha de crédito para adiamento das prestações da habitação aos desempregados; novo subsídio combate à pobreza ; aumento do salário mínimo; alargamento das Novas Oportunidades; triplicação do abono de família; milhões em obras públicas; milhões no TGV; milhões no aeroporto; milhões em energias renováveis; milhões na inclusão social; milhões na Internet …”

Sócrates e o PS perderam a noção do razoável, da credibilidade, do rídiculo.

Programa PS :Puros delírios, patranhas, irrelevâncias…

No DN de Domingo, 2, o Alberto Gonçalves nos seus ” dias contados” entre vários outros assuntos que vale a pena ler, aprecia o Programa PS. Só um bocadinho.

” Até ver, contas muito por alto, o engº Sócrates lançou, criou, promoveu, prometeu, ou anunciou: cinco mil euros para quem comprar um carro eléctrico; cheque -dentista a todas as crianças entre os 4 e os 16 anos; conta de 200 euros por cada bébé nascido; linha de crédito às PMEs no valor de 3,75 mil milhões; fundo estratégico de 250 milhões para apoiar as PMEs no exterior; 1500 jovens qualificados anualmente em PME exportadoras; 125 000 vagas para alunos do ensino profissional; aquisição de metade da participação do BPI numa seguradora; 130 milhões para o estímulo à requalificação urbana; reforço de 115 milhões na construção de equipamentos sociais; linha de crédito de 50 milhões na área social; 1 500 empregos nas fábricas da Embraer em Évora; linha de crédito para adiamento das prestações da habitação dos desempregados; novo subsídio de combate à pobreza; aumento do salário mínimo; Alargamento das novas oportunidades; triplicação do abono de família; milhões no TGV; milhões no aeroporto; milhões em obras públicas; milhões em energias renováveis; milhões na inclusão social; milhões na Internet…”

Se leram bem? Tentem ! Tentem sempre! Se não conseguirem peçam um subsídio, o Estado trata de nós todos!

O país não cresce com os governos PS

O PS tem duas atávicas verdades: O Estado comanda e intervem em tudo e a iniciativa privada é apenas tolerada.

Daqui resulta que o país não cresce, a economia não cria riqueza. A realidade está aí, o PIB sempre divergiu com os restantes países da UE pela mão do PS.

Não crescendo o PIB não cresce a riqueza, não havendo riqueza não há oportunidades para todos, não havendo oportunidades para todos o país torna-se mais injusto.

O PS presioneiro deste círculo vicioso tende a engrossar ainda mais o Estado, aumentando a despesa, o que origina o aumento dos impostos. Chegados a este limite, em que já não pode aumentar a despesa e os impostos, recorre ao crédito cada vez mais dificil e cada vez mais caro.

É a situação actual, a situação em que estamos!

Sem o aumento da produtividade, sem o aumento da inovação, sem o desenvolvimento de mercados com regras mas competitivos, o nosso destino é manter-nos na cauda dos países.

E isto não se consegue com ciclos de Megaprojectos, com empresas “confortadas” com golden shares e em monopólio ou em Cartel, com a banca a ter tratamento de favor. Consegue-se com mais competitividade, com mais produção de bens e serviços transaccionáveis, com mais inovação.

O Programa do PS é mais do mesmo. O Estado em conluio com os grandes grupos económicos e com as empresas públicas toma conta de nós ! Por mim não, obrigado!

Já não há milionários

ronaldos

há ronaldários

O retrato da pobreza após 11 anos de governos PS

“Estou satisfeito comigo mesmo” diz Sócrates. Parabéns!

1- Seis milhões de portugueses ( mais de metade da população) vivem abaixo do que a Europa considera o limiar da pobreza.

2 – Um terço não tem dinheiro para aquecer a casa no inverno

3 – A esmagadora maioria ganha muito menos do que o “ordenado de pobreza ” espanhol

4 – O cenário vai agravar-se ao longo dos próximos 8 anos.

5 -Mais de um milhão de pessoas não tem dinheiro para comprar os remédios que os médicos receitam

6- Há nove milhões e vinte mil portugueses que ganham menos que os antigos 300 contos. E meio milhão de desempregados.

7- Comparados com os países europeus que usam o Euro como moeda os portugueses estão abaixo de todos os seus vizinhos.

8- A taxa de esforço que é exigido ao cidadão comum para pagar os bens essenciais é a maior para os portugueses. Por exemplo um litro de leite em Portugal custa o mesmo que em Espanha, mas os espanhóis ganham muito mais.

9- O estudo do ISCTE que estou a seguir revela que 59% dos portugueses recebem menos de 900 Euros /mês.

10- Na habitação o esforço financeiro exigido aos portugueses é o dobro do exigido aos espanhóis.

E o pior é que tudo isto se vai agravar no futuro com as políticas que metem o dinheiro nos bancos e nos grandes grupos económicos, que não apoiam as PMEs, que enterram dinheiro em obras públicas desnecessárias , nos contratos tipo “contentores de Alcântara”, nos concursos públicos substituídos por ajustes directos aos amigos, no Estado cada vez maior e mais gastador.