Violência contra civis indefesos, aprovada por Paris, Londres e Washington

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Gasear civis inocentes é terrível. Oprimir um povo, seja de que maneira for, é inqualificável, inaceitável, horrível e deve ser combatido. Deve ser combatido de forma eficaz, sem meios termos. Deve gerar ruptura. Podem existir contactos diplomáticos, em nome do bem comum, mas se apontamos o dedo a uma ditadura, se a acusamos e condenamos com provas factuais, se nos juntamos aos nossos pares para a atacar, não raras vezes de forma ilegítima e sempre por procuração, então não podemos fazer negócios com tais facínoras. Não podemos ter os seus mealheiros nos nossos bancos, as suas empresas a patrocinar as nossas competições e clubes de futebol, as suas bandeiras hasteadas no centro das nossas praças financeiras. Ou podemos, e nesse caso temos que nos deixar de merdas. Or grow a pair. [Read more…]

Aquele estranho momento

em que Donald Trump decide brincar à diplomacia. O cofveve segue dentro de momentos.

Guantánamo, a promessa de Obama

Retrato oficial do Presidente Barack Obama na Sala Oval da Casa Branca, 6 de Dezembro de 2012, por Pete Souza

Os anos passam depressa e a memória do homem é curta, convém por isso lembrar que na base naval americana de Guantánamo, em Cuba, existe há 15 anos uma infame prisão onde são enterrados vivos os suspeitos da guerra ao terrorismo. Trata-se de uma prisão onde os prisioneiros não têm direito a julgamento, onde se usam técnicas de controlo meticulosamente estudadas para destruir a vontade, para esvaziar de personalidade os encarcerados.

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O Acordo Sykes-Picot

 

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O Acordo Sykes-Picot foi um acordo secreto alcançado entre 15 e 16 de Maio de 1916, entre Sir Edward Grey e Paul Cambon, dividindo o Médio Oriente em áreas de influência do Reino Unido e da França. As negociações que conduziram ao entendimento entre as duas potências coloniais europeias ocorreram entre Novembro de 1915 e Março de 1916.

Este tratado secreto foi exposto e divulgado em dois jornais russos, a 23 de Novembro de 1917.

O Acordo entre a França e o Reino Unido entregou ao Império Britânico o domínio dos territórios situados entre a costa do Mar Mediterrâneo e o Rio Jordão, a Jordânia, o sul do Iraque e ainda uma área que inclui os portos de Haifa e Acre, ambos situados no actual território de Israel e que garantiam o acesso ao Mediterrâneo. À França coube o domínio da zona sudeste da Turquia, do norte do Iraque, da Síria e do Líbano.

Os cidadãos ocidentais, incluindo os portugueses, têm sido enganados sobre as origens, as motivações e os verdadeiros protagonistas, não só da guerra que dizimou a Síria, como de todas as acções subversivas conhecidas pelo nome de Primavera Árabe.

O atoleiro de Obama

-Obama pretende combater o terrorismo do Isis. À primeira vista parece uma decisão acertada, colocar um ponto final às atrocidades de bárbaros que manifestam completo desprezo pela vida humana, com práticas que qualquer ser racional terá de considerar inaceitáveis no sec. XXI, como a decapitação de pessoas inocentes, para fins políticos. São vermes, escória da pior que a sociedade produziu, pouco importam as motivações, justificações ou teorias sobre o seu aparecimento. Nada justifica a barbárie.

Mas será o Isis uma ameaça suficientemente credível para os EUA ou UK se envolverem militarmente? Penso que não. Em primeiro lugar porque segundo tenho lido pela imprensa, o Isis não ultrapassará algumas dezenas de milhares de membros. Serão um problema na sua zona de actuação, mas perante tal número, julgo que os exercitos dos países da área, poderão colocar um ponto final nas actividades da besta. Sabemos como começam as intervenções militares, mas nunca como terminam. O Vietnam também começou apenas com a presença de conselheiros militares e depois foi o que se viu. Mais recentemente o Afeganistão, tinha como objectivo uma intervenção punitiva visando decapitar a liderança talibã, face ao 11 de Setembro a 1ª fase poderia ser justificável, mas os objectivos subsequentes levaram ao vespeiro que ainda hoje perdura. A atracção de jovens no ocidente pelo Isis ou organizações similares, será travada pela presença dos EUA, UK ou aliados? Alguém me informa um único movimento terrorista ao longo da História que tenha sido destruído pela força militar? Eu não conheço. Longe de resolver o problema e travar o fundamentalismo, a intervenção ocidental irá agravar o actual caos existente. Não é uma questão de ser pacifista ou anti qualquer coisa, mas olhar para o passado e procurar compreender o presente.

Guantánamo está-me a matar

Prisioneiros em fatos de macaco laranja aguardam numa área temporária sob o olhar atento da polícia militar no campo “Raios-X” na Base Naval de Guantánamo, em Cuba, durante o processamento para o centro de detenção temporária em 11 de janeiro de 2002. Aos detidos vai ser dado um exame físico básico por um médico, que inclui uma radiografia do tórax e recolha de amostras de sangue para avaliar a sua saúde. Foto do DoD (departamento de defesa) pelo sub-oficial de primeira classe Shane T. McCoy, da Marinha dos EUA.

Os EUA mantém prisioneiros em Guantánamo, à margem de todas as leis, sem acusação e sem julgamento homens sem qualquer esperança (muitos deles capturados ainda menores). As notícias nos media normais sobre este caso em Portugal são mínimas (ao contrário do que aconteceu quando os criminosos combinavam a guerra de agressão).

A seguir ao corte pode ler o testemunho de Samir Naji al Hasan Moqbel, preso há 11 anos em condições desumanas (traduzido do New York Times).

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Expliquem lá para que serviu a guerra no Iraque?

Aumento enorme dos nascimentos de crianças com deficiências (em inglês)

A minha resposta ao mais velho Adão

POR JOAQUIM QUICOLA

Bom mais uma vez desculpa pelo atraso nos mambos e mujimbos, mas vocês sabem como é que é, não é? Entre o salo e o taxi, aturar os pulas, o molho dos supervisores, puxar pela gasosa, chupar cuca, tratar da mboa fixa e das outras variáveis, me complica muito esse mambo de blog. E depois tem a farra de sexta de feira. Tás a ver não?

Hoje, que sobrou tempo e disposição, quero, com todo o respeito, dar a minha opinião sobre as makas lá nesse quê de médio oriente, ou quê.

O mais velho Adão fez uma pergunta que é a realidade. A minha resposta é esta. Se eu fosse palestianiano, se barrassem o meu país e fizessem todos esses desaforos com o meu povo, eu movimentava a minha AK, como então? Foi o que eu fiz aqui em Angola com a Unita do Savimbi e os sul-africanos. Me alistei nas Fapla e fui no mato. Fazer como então? Essa é a realidade. Dizem que os muadiés do Hamas são terroristas. Eu não fiz a guerra colonial, mas era assim que os portugueses chamavam o MPLA. Os turras. Mas para nós, os guerrilheiros eram nacionalistas. É verdade que os anos passaram e esses muadiés do M tomaram conta deste país e agora estão a roubar sozinhos, o que me deixa muito fudido (peço desculpa), muito fudido mesmo (outra vez desculpa). Mas na época a escolha era aquela, não havia outra.

Eu era candengue, e quando vejo os candengues lá na tal faixa de Gaza ou quê, pegar nas pedras, nas Kalas, nos roquetes e mandar bala sobre os israelitas, estão a fazer bem, pois então. Se alistam no Hamas ou quê, viram terroristas e é mesmo assim. Os outros estão a ocupar a terra alheia assim sem mais, a explorar, a bater, a humilhar e a matar, tal como os pulas aqui no tempo colonial, e não pode fazer nada. Tem de ficar quieto, como então? Não. Há que reagir. Não foi o que os israelitas fizeram quando reclamaram a terra deles? Então?

Pode ser que o tal de Hamas se venha a tornar como aqui o M. Tudo muito bem. Pode ser que sejam uns filhos da puta para o seu próprio povo. Tudo muito bem. Pode ser inclusive, que depois de tomaram a sua terra, vão já querer ir na terra alheia e se apropriar do que não lhes pertence. Tudo muito bem. Mas isso é no pode ser que, no talvez vai ir-se tornar-se assim. São outros quinhentos. Nos quinhentos de hoje a circunstância é essa. A realidade é que esses tais do Hamas podem ser uns filhos da puta. Mas na verdade, são os filhos da puta patriotas disponíveis para lutar e nesse instante a realidade é essa.

Mas o cota Adão faz outra pergunta, e se eu fosse israelita? Como pensava? Sinceramente não sei. Na circunstâncias da minha vida, não tive os problemas que ele teve. Eu sempre estive do lado certo. Nunca tive dúvidas sobre o que fazer

Saudações a todos