O “crowdfunding” dos enfermeiros

Diz-se que a ASAE terá sido chamada a investigar a recolha de fundos da greve dos enfermeiros. Bizarra, esta competência da polícia alimentar.

Da próxima vez que alguém receber um convite para jantar rotário, ou sessão branca de alguma guilda de carpinteiros de limpos, ou tertúlia dançante de picheleiros, que traga a informação do custo do repasto convertida em “15 Rosas”, ou “10 Estrelas”, ou “12 Miminhos”, faça o favor de chamar imediatamente a polícia. Mas uma Polícia que esteja disposta a perceber com detalhe forense o modo com se financiam não apenas os sindicatos, ou as confrarias dos melões e da broa, ou as grandes lojas do rapé, as comissões de festas, o santuário de Fátima ou a Obra do Escrivá. Uma que também explique, tim tim por tim tim,  como se financiam os partidos políticos.

Talho? – é no Pingo Doce das Caldas da Rainha

pingo_doce_talhofonte.

Era Mas É Assim

ASAE processa DECO por usurpação de funções.

Composição do governo

“A ASAE detectou vestígios de PSD no governo.” – RT @kamponez

Operação da GNR, ASAE e SEF em pequena feira de velharias

Barão de São João é uma pequena e pacata aldeia localizada a cerca de uma dezena de km. da cidade de Lagos. A povoação já conheceu dias melhores. Nos últimos anos,  o abandono de Portugal (e particularmente da aldeia) por parte de residentes estrangeiros, a partida em massa de emigrantes que aqui se tinham estabelecido, a fuga de jovens em direcção às cidades, conjuntamente com a crónica falta de emprego pioraram as coisas. O abandono da agricultura tradicional e o quase desaparecimento da construção imobiliária (grande parte dos homens trabalhavam ultimamente na construção civil, como pedreiros, pintores, carpinteiros, canalizadores, etc.) deixaram a comunidade local em estado de letargia quase total.

Um único acontecimento animava a localidade, proporcionando algum fluxo de dinheiro aos cafés, bares, restaurantes , pequenos produtores agrícolas e artesãos: a chamada feira de velharias de Barão de São João, um mercado informal realizado no último Domingo de cada mês, onde se vendia sobretudo velharias, objectos em segunda mão e artesanato. Gente das proximidades aproveitava assim para, uma única vez por mês, arredondar os seus quase nenhuns proventos.

A feira foi crescendo pouco a pouco e, com o seu colorido e diversidade, atraía gente de vários pontos, como vendedores, clientes ou simples visitantes que, após o passeio pelo mercado, se aventuravam pelo interior da aldeia.

Ontem, uma mega operação conjunta da GNR, ASAE e SEF, deu uma machadada quase final neste quadro. Dezenas e dezenas de pessoas foram multadas por [Read more…]

A polícia das facas coloridas…

… parece que a polícia das facas coloridas não serviu para detectar a venda de gato por lebre. Não é a existência ou não de risco para a saúde que preocupa mas sim a constatação do completo descontrolo que nem a polícia alimentar preveniu.

Viva o medronho algarvio

Uns músicos irlandeses vieram a Portugal e dedicaram uma canção ao medronho algarvio depois de um processo de investigação e criação artística que se imagina ter oscilado entre grandes alegrias e notáveis ressacas. Mas aquilo que eles aqui cantam não é o esterilizado medronho tecno-espacial da ASAE, ou não fossem eles irlandeses e não soubessem o que é produzir bebida destilada segundo métodos tradicionais e populares.

Este é o medronho que o povo inventou e faz desde tempos ancestrais em alambiques caseiros,  segundo métodos próximos da perfeição técnica. Este é que é o verdadeiro medronho algarvio, o que alcança patamares de qualidade sublimes, mas que hoje em dia é ilegal produzir, possuir e consumir sem que se cumpra um número absurdo de regras que o descaracterizam e afastam da sua matriz democrática e celebrativa.

À vossa.

Terapia do riso

A comida dos pobres pode ser toda badalhoca


Toda a gente merece uma Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a fiscalizar a comida que leva à boca. Toda a gente menos os pobres que recorrem às IPSS’s e que, por isso, comem o que houver e no estado em que estiver. Para quê pôr a ASAE a fiscalizar? As Misericórdias, famosas pela agiotagem em que se distinguiram ao longo dos séculos, e demais instituições ligadas à Igreja Católica, tratam do assunto.
Já agora, amontoam-se putos em creches superlotadas, prescrevem-se uns medicamentozitos fora do prazo – o que não faz mal a ninguém – e temos aqui um verdadeiro Programa de Emergência Social. Pedro Passos Coelho e Marco António (o verdadeiro Ministro da Segurança Social) são caridosos. Esta noite, a consciência não lhes pesará. Dormirão como bebés.

Companhias de seguros: resistência aos direitos dos lesados

As seguradoras que se acautelem!
Reagem, em regra, às solicitações dos lesados que intentam obter as indemnizações a que fazem jus. Impunemente…
Mas há soluções na Lei das Práticas Comerciais Desleais que o vulgo ignora, mas de que o lesado pode lançar mão, denunciando a situação a quem de direito, já que as coimas daí emergentes poderão, no limite, atingir montantes da ordem dos cerca de 45 000 €.
E com efeito, a alínea g) do artigo 12 da enunciada Lei (o DL 57/2008, de 26 de Março) estabelece a regra que segue:
“Obrigar o consumidor, que pretenda solicitar indemnização ao abrigo de uma apólice de seguro, a apresentar documentos que, de acordo com os critérios de razoabilidade, não possam ser considerados relevantes para estabelecer a validade do pedido, ou deixar sistematicamente sem resposta a correspondência pertinente, com o objectivo de dissuadir o consumidor do exercício dos seus direitos contratuais.”
As sanções estão previstas no artigo 21, como segue: [Read more…]

Em revista 08.01.2010

E aí está José Sócrates a afirmar no Parlamento que a provação do casamento homossexual é “um passo contra a discriminação”. Esqueceu-se foi de dizer que é também um passo a favor de uma outra discriminação: podes casar mas não podes adoptar.
Entretanto o Tribunal da Relação de Lisboa, confirmou a inconstitucionalidade da ASAE, quanto às suas competências policiais. O que é um claro exercício de coragem: arrisca-se que a ASAE ainda lhe feche as portas à custa de umas tantas normas de uns tantos regulamentos.
Mas, voltando a José Sócrates, afirmou ontem que a culpa da crise financeira é dos bancos. Isto a propósito das contas sobre a dívida pública apresentadas pelo BPI. Sócrates não deve ter gostado que fossem privados a denunciar o real estado das contas públicas. É o que dá as zangas entre comadres…
E ainda há o azar destas coisas da natureza, a aumentar aos custos do Estado. Pelos vistos já custa ao erário público cerca de 80 milhões de Euros as chuvas de Dezembro. Se continua assim, precisamos de fazer um fado bem trágico “As águas de Dezembro”, para contrapor às “Águas de Março” de Tom Jobim.
Por fim, uma boa notícia: Manuel Machado teve alta. Sempre gostei do estilo deste treinador, que nunca se escusou a dizer o que pensa. Que regresse o mais cedo possível ao trabalho.