António Damásio é Conselheiro de Estado

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O Presidente da República designou António Damásio novo Conselheiro de Estado, na sequência da natural saída de António Guterres.
Confesso que foi a primeira decisão política, em muitos anos, que me emocionou genuinamente, interiormente. Porque Damásio é um dos portugueses mais brilhantes de sempre e porque temos um Presidente da República que soube vê-lo.
Parabéns a ambos. Parabéns a Portugal. É, realmente, a Hora!

Em defesa de Portugal

Fotografia: Miguel A. Lopes/Lusa

Fotografia: Miguel A. Lopes/Lusa

 

O ataque do PSD à Caixa Geral de Depósitos, o último pilar do sistema financeiro português, evidencia mais uma vez que os inimigos de Portugal vivem cá dentro e não olham a meios para destruir o que sobra do país e impedir qualquer tentativa de o reabilitar.

Se este não é um assunto sobre o qual o Conselho de Estado deva urgentemente pronunciar-se, em defesa do próprio Estado Português e em oposição aos seus inimigos internos, não ficará claro para que realmente serve o Conselho de Estado. E também ao Presidente da República, tão prolixo em considerações e comentários sobre tudo, cumpre defender o país da guerra suja contra ele travada pelos seus inimigos, mesmo que entre eles esteja, em lugar de destaque, o seu próprio partido.

Precisará Marcelo de um visto gold?

Marques Mendes mantêm-se no Conselho de Estado. E que jeito que a imunidade lhe dá.

Conselho de Estado

Houve Conselho de Estado. Dele resultou um daqueles comunicados. Quando o secretário lia o comunicado o meu gato miou. Uma coincidência.

A diferença entre os dois sons é que o miado do meu gato tinha sentido e um significado: o seu prato de biscoitos estava vazio e ele reclamava. Quanto ao Conselho de Estado, só produziu uma declaração relevante quando Manuel Alegre declarou que tinha fome. Como o meu gato, afinal.

Preocupado com o futuro da selecção

Cavaco Silva convoca Conselho de Estado.

Cavaquices

Cavaco apaga opiniões de conselheiros de estado. Para a próxima que reuna com a Fátinha.

Os debruçados

579342_443510599075666_1545891718_nCom a ansiedade dos tolos, esperei pelo comunicado do Conselho de Estado, em tão boa hora convocado por Marques Mendes, com a concordância de Cavaco Silva.

A hora é grave. Que conclusões produziriam os melhores entre os melhores, os “aristoi”? Iriam debruçar-se sobre os nossos problemas? Debruçaram! Eu próprio li no comunicado. Debruçaram-se múltiplas vezes. Aliás, um dos atributos daquela corte de escolhidos é o de se debruçarem frequentemente.

Tal como em outros Conselhos de Estado, não se sabe o que viram ao debruçar-se e muito menos o que tencionam fazer ao que viram. Mas debruçaram-se, justos céus! Vem lá repetido numerosas vezes no comunicado. Vozes malévolas perguntarão que raio estiveram lá a fazer quase oito horas e não deixarão de lembrar que todos os comunicados deste órgão de estado não relatam senão o facto de o Conselho se debruçar, sem resultados, sem substância, sem sentido.

Não é justa esta critica. Não é fácil uma pessoa debruçar-se e não é um exercício isento de riscos. Não é por acaso que os nossos pais nos advertiam tantas vezes: “não te debruces”! Ora, o que não nos falta são políticos que se debrucem intrepidamente e verguem a coluna com grande elasticidade. O pior é que eles é que se debruçam e nós é que caímos.

Aguarda-se desmentido veemente e inconsequente

«CDS aceita “excepcionalmente” taxa de sustentabilidade sobre pensões». Começa a ser um hábito. A missa dominical, o sermão socratiano, a liturgia marceliana e os Conselhos de Estado aos domingos.

A frase que não está no texto do Conselho de Estado

Não têm pão? comam pastéis de nata.

Expresso time machine

Explicação: [Read more…]

Conselho do Povo. Pelas nossas vidas.

Belém, Lisboa, 21.Set.2012
© Sandra Bernardo

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O Conselho de Estado de Aníbal Cavaco Silva

6) O Conselho de Estado foi informado da disponibilidade do Governo para, no quadro da concertação social, estudar alternativas à alteração da Taxa Social Única.
7) O Conselho de Estado foi igualmente informado de que foram ultrapassadas as dificuldades que poderiam afectar a solidez da coligação partidária que apoia o Governo.

Lisboa, 21 de Setembro de 2012

A Pista Já Abriu

Passos Coelho faz as vezes do dj.

E Eles Lá Dentro

Resumo de seis horas de “Conselho de Estado”

Cavaco vai ouvir-se num Conselho de Estado

Cavaco Silva vai discutir “a situação política, económica e financeira em Portugal” com Alberto João Jardim. Eu sei que é por inerência, como outros,  mas olhando para esta lista:

  • Prof. Doutor João Lobo Antunes
  • Prof. Doutor Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa
  • Dra. Maria Leonor Couceiro Pizarro Beleza de Mendonça Tavares
  • Dr. Vítor Augusto Brinquete Bento
  • Dr. António José de Castro Bagão Félix
  • Dr. António de Almeida Santos
  • Dr. Francisco José Pereira Pinto Balsemão
  • Dr. António D’Orey Capucho

de onde retirei uma pessoa de bem e outra assim-assim, não me parece que haja grande coisa para discutir num Conselho de Estado. Ainda mais austeridade, sempre a caminho do abismo?

Vamos lá ver se eu percebo…

Se o primeiro-ministro tomar a iniciativa de dizer numa entrevista na RTP que determinado assunto não foi abordado no Conselho de Estado, não está a ser delator. Mas se Bagão Félix disser que o PM mente quando afirma que um assunto “não foi [falado no Conselho de Estado]”, então Félix já é um delator.

É isto, que está em causa, não é?

Nenhum comunista no Conselho de Estado

O Conselho de Estado é um órgão político de consulta do Presidente da República. O Presidente da República é o Presidente de todos os portugueses. Não há nenhum comunista, nem sequer alguém à Esquerda do PS, no Conselho de Estado.
Há aqui alguma coisa que não bate certo. Se a função do Conselho de Estado é aconselhar o Presidente da República e ele é o Presidente de todos os portugueses, não deveria o Presidente da República querer ouvir todos os portugueses através dos Conselheiros de Estado?
É que, para além daqueles que têm lugar por inerência ou porque ocuparam cargos no passado, há «cinco cidadãos designados pelo Presidente da República». E sendo assim, repito a pergunta: Se a função do Conselho de Estado é aconselhar o Presidente da República e ele é o Presidente de todos os portugueses, não deveria o Presidente da República querer ouvir todos os portugueses através dos Conselheiros de Estado?
Se calhar não. Porque aquilo que um comunista ou um bloquista teriam para dizer não é conveniente para o poder instalado. Não é conveniente para o «centrão». Não interessa a quem desgoverna o país. Não interessa a Cavaco.

Faltam 430 dias para o Fim do Mundo

E as famílias já dão os primeiros sinais claros da enorme crise que se abate sobre os portugueses, em especial a classe média (ainda existe?). E temos mesmo que gritar, berrar, não calar esta tendência estranha de controlo governamental dos media. E este governo já segue o cherne.

Os custos das contas, o Conselho de Estado e o cantando e rindo

Depois das eleições e das manobras do Orçamento do Estado, começam a aparecer as facturas de sucessivas incompetências e mentiras: a bolsa portuguesa caiu a pique por reacção às contas públicas.

Por cá há quem esqueça que se pode enganar muita gente ao mesmo tempo, mas não se engana toda a gente. E enganar os de fora é mais complicado, e os custos sobem, tal como os juros, e nem os parceiros perdoam.

Por cá temos teatro institucional, representado em nobres palcos, como o do Conselho de Estado. A preocupação da elite da República não está na dívida pública e nos seus asfixiantes custos, nas quedas de encomendas ou nos perigosos sinais de asfixia da liberdade de expressão. Nada disso. É  antes com uma crise de ameaças provocada por quem não parece querer governar aquilo que ajudou a criar.

Podiam, já agora, debater o estado do tempo, que, também, merece cuidados, a pôr o país em alerta.

Certo é que o melodrama vai continuar, por outros palcos, qual trupe itinerante, porque é necessário reforçar o circo quando escasseia o pão. Ainda que se dê ares que dinheiro não é problema.

De Novo A Ameaça de Demissões

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ESTA TRAMPA JÁ ME CANSA

Eu já estou cansado disto tudo, e como eu, o País também estará. Já ninguém se importa. Eles, que são os nossos mandatários, que trabalhem e façam por merecer o salário de ricos que recebem.
De facto, na classe mandante, entre o governo, a Assembleia e os partidos, ninguém se entende entre eles, e o pior é que ninguém se quer entender.

O Orçamento de Estado para 2010, aprovado na generalidade com os votos a favor do partido do governo, já sofre condicionamentos, por tudo e mais por causa da Lei das Finanças Regionais. Ninguém quer ceder, e até já há ameaças de demissões. Ele é o ministro, ele é o Dialogador, ele, são as pressões.
Já falam em aumentos de impostos, em redução de salários, em tudo e mais alguma coisa, para assustar e condicionar.

O Conselho de Estadode de hoje irá provocar algum esclarecimento, ou ajudar a resolver alguma coisa? Ou no fim, e por fim, os que devem não cedem, e os que não devem vão meter o rabo entre as pernas, como tem sido de costume?