A imprensa noticia hoje que o Ministério do Ambiente decidiu definitivamente pelo alagamento da linha ferroviária do Tua para a construção de uma Barragem. Embora construída à cota ´mínima, é um pedaço inestimável da nossa história e da nossa cultura que desaparecem. Razões mais do que suficientes para recuperar este texto, sempre actual, que já publiquei em três blogues, e o pequeno filme que fiz aquando da viagem até Mirandela.
O facto de sermos governados por um iletrado, de quem nada se espera em termos de defesa do património natural e edificado do nosso país, não dá a ninguém o direito de cruzar os braços perante o atentado criminoso que se prepara para o Vale do Tua e a sua inacreditável linha ferroviária.
Para quem não sabe, a Linha do Tua foi equiparada, pelos mais reputados engenheiros, em termos de dificuldade, às Linhas ferroviárias dos Alpes Franceses ou Suíços. Pela sua beleza e rigor técnico, merecia ser classificada como Património Nacional ou, mesmo, Património Mundial da Humanidade.
Ao invés, querem destruí-la. Para dar lugar a uma Barragem, que representará menos de 4% da produção de energia existente de norte a sul. Uma Barragem! Um monte de betão, tão do agrado dos novos engenheiros de Portugal. Os engenheirozecos que hoje mandam no país, os mesmos que fazem licenciaturas da forma que se sabe e que fazem projectos de sarjeta!
Pensarão os mais pessimistas que não adianta lutar. Nada se pode contra o betão! Nada se pode, no fim de contas, contra o dinheiro! Pois se Portugal é líder nas energias alternativas e continuamos a pagar a electricidade cada vez mais cara…
Concedo que é difícl. Lutar contra o betão e o dinheiro é difícil, mas lutar contra a ignorância é ainda mais. Mas não é impossível. Temos as gravuras de Foz Côa como exemplo, apesar de continuarem à espera de uma verdadeira política de exploração cultural e turística.
Infelizmente, quando perguntados, os senhores do poder dirão que se trata de progresso. De desenvolvimento.
Como é óbvio, os senhores do poder não sabem, porque não querem saber e porque são iletrados, que em 1886 a Linha do Tua já chegava até Mirandela e que em 1906 chegou a Bragança.
100 anos depois, a ligação a Bragança já não existe. Há muito que já não existe! 120 anos depois, querem acabar com a ligação a Mirandela, a última ligação ferroviária do Nordeste Transmontano!
O progresso é isto? O desenvolvimento é isto? Acabar com o meio de transporte mais limpo, mais eficiente e menos poluente do mundo é progresso? É desenvolvimento? Abandonar a via tradicional para fazer absurdos TGV’s num país minúsculo o que é?
Para o fim, o mais importante: as pessoas. Algo que, olhando para a realidade sócio-política do nosso país, não será grande argumento. São poucos aqueles que vivem em Trás-os-Montes, por conseguinte, são poucos aqueles que votam. Acabar com a única ligação ferroviária em toda a região não representará mais do que meia dúzia de milhares de votos, tantos quantos são aqueles que utilizam anualmente a Linha.
Milhares de pessoas, todos os anos, em aldeias isoladas, sem forma de chegar a Mirandela ou à Régua? É o progresso! É o desenvolvimento!
Infelizmente, como já se percebeu, não vale a pena contar com o bom senso dos novos engenheiros que governam Portugal. Já sabemos que o Sr. José de Sousa, o pequeno democrata de Vilar de Maçada, nunca recua. Nem ele, nem o seu Ministro Jamais, nem aqueloutro Ministro que demoliu a casa onde viveu Almeida Garrett para aí construir o seu empreendimento de luxo. Para essa gente, o património vale muito pouco.
Infelizmente também, não podemos recorrer sequer a Belém, onde vive uma Múmia Petrificada que, embrenhada no seu novo papel de «cooperadora estratégica», sorri até mais não poder, calculista até à vergonha. O mesmo que, enquanto Primeiro-Ministro, começou a destruição da via férrea.
Pelo menos até ao seu segundo mandato, Portugal pode estar a «ferro e fogo», que ele continuará a passear férias em Moçambique à custa do erário público.
Resta-nos, pois, lutar. Sozinhos. Com a força da razão. Em defesa de um vale único que vai desaparecer. Em defesa de uma linha irrepetível, considerada a terceira mais bela do mundo das vias estreitas. Em defesa de Portugal. Em defesa das suas gentes que dependem do comboio.
Em defesa da Linha do Tua
TGV – o que nos escondem

A situação do país é tão má que é quase impossível que os Megaprojectos avancem. Mas como já vimos inaugurar fábricas com tecnologia de ponta que ninguém reconhece, aproveitar as ondas do mar e não haver tecnologia, controlar bancos privados que afinal têm lucros fabulosos, é melhor termos cuidado.
A questão é tão grave que há um grupo de personalidades que se estão a dirigir ao governo no intuito de o levar a reflectir sobre o assunto, revela hoje o “i”!
Entretanto, veja o que nos esconde o governo ou, como diz o autor, o que não chega a Sócrates!
Buracos (do governo) e poços (do povo)
Uma avisada lei manda que todos os poços, buracos e carreiros sejam declarados, com enormes multas e coimas se não o fizerem. As pobres pessoas nos seus quintais e quintas não fazem ideia nenhuma de tal disposição e a maioria nem ler sabe, como mostrou recente programa televiso, que os colocou perante a boa nova.
E pergunto eu: os buracos do governo tambem estão abrangidos?
Ela veio para ficar e por mais de dez anos
Ela é crise. Veio para ficar porque, lê-se hoje no i, “a crise faz parte do modo de operação da economia portuguesa”. Para mudar o país, acompanha a notícia, “é preciso modificar radicalmente o modelo de funcionamento”.
Se é assim, escusamos de tirar o asno da pluviosidade porque isso nunca irá acontecer. Isto é Portugal e nós somos portugueses. Não alteramos qualquer modelo, ele é que tem de se ajustar a nós. Foi sempre assim ao longo da história. E se não resultar, recorre-se às mais famosas características nacionais, o improviso e o desenrasque. Há dias, foi notícia o facto de os norte-americanos quererem importar essa palavra mágica – desenrascanço – para o inglês. Por mim, até a podem levar. Não é uma questão semântica, é de sentimento, é algo só nosso, como a saudade e o fado. Não institui por decreto ou por incorporação no dicionário.
Numa carta que remeteu ao Governo, Eduardo Catroga (citado na mesma notícia) salienta que se nada for feito, sairemos desta crise conjuntural com os “problemas estruturais agravados”. Pois, bem-vindos ao país real. Tem sido assim ao longo de séculos e a coisa não vai mudar. Teríamos de deslocar a nossa terrinha para outra banda e mudar o povo que, por cá, vai levando a vida conforme pode, numa resignação bem caseira.
Outro ex-ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, prefere um caminho diferente e garante que a solução para o país está em duas palavras: reformas estruturais. Valha-nos alguém lúcido. Isso sabemos fazer. Pelo menos, andamos há décadas a falar de reformas estruturais. Algumas devemos ter feito.
Gordon Sócrates pede desculpas

Lembram-se da Energie, aquela fabulosa fábrica inventora de tecnologia que o nosso primeiro, mais o sempre extraordinário “farinha Maizena”, foram visitar e ali deixar um camião de massa?
Tal qual diziam os seus concorrentes do sector de energia reciclável, a Energie não inventou coisa nenhuma. Aquilo é um recuperador de energia sustentado a electricidade da rede pública!
Foi-lhe hoje negada a certificação de produtor de equipamentos para energia reciclável!
Já agora, é só para informar que o primeiro ministro de Inglaterra, a mais velha democracia, veio pedir desculpas públicas por ter gasto uns tostões do dinheiro público!
Investimento, exportação e consumo
Estes são os três motores do desenvolvimento económico.
O consumo sem produção interna agrava o desequílibrio externo. O investimento sem rentabilidade agrava o endividamento do país. As exportações são a chave da mudança-de preferência exportações de produtos que não requeiram uma componente importada muito grande para serem manufacturados.
É pois na criação de condições para que este tipo de exportações se possa implantar e desenvolver que o estado, através do Governo, se deve empenhar. Parte dos escassos recursos existentes têm obrigatoriamente de ser para aí dirigidos (Nicolau Santos,Expresso). E continua: O grande objectivo é limitar ao máximo o aumento do desemprego. Para isso, as pequenas e grandes empresas são a chave da questão! Dão emprego a mais de dois milhões de pessoas numa população activa de 5,2 milhões, das quais 500 mil estão desempregadas.
Nesse sentido, aliviar as tesourarias das PME, que se encontram estranguladas pela quebra dos mercados, é fundamental. Isto não carece de demonstração. Todos os que se interessam por estes assuntos sabem que é assim. Há estatísticas de instituições nacionais e estrangeiras que o atestam. Mas, caro leitor, faça um exercício de memória e analise as medidas de combate à crise. Tomada do poder no BCP com muitos milhões (nunca se soube quantos) da CGD, num assunto de uma empresa privada que os seus accionistas deveriam tratar entre si.
No BPN, antecipa-se uma proposta de uma solução vinda dos accionistas para lá se enterrarem 2 000 milhões de euros que, tudo indica, vão para o buraco. No BPP, o Governo afadiga-se em encontrar soluções que, obviamente, estão a passar pelo nosso dinheiro. Lê-se hoje na imprensa que o buraco que era, inicialmente, de 400 milhões de euros, anda agora nos 2 000 milhões!
Os concursos públicos estão virados para as grandes empresas com aquela, como lhe hei-de chamar… “sem vergonha” de os concursos até 5 milhões de euros serem entregues por convite. Pelo que se sabe pelas Associações das PMEs, os concursos desapareceram e as ajudas não chegam.
E os Megaprojectos, servem a quem? Para as grandes empresas, bancos, construtoras, gabinetes de consultores internacionais e importação de material sofisticado, para além da sua óbvia inutilidade e inviabilidade económica! Porque é preciso insistir? Porque esta política cúmplice do Estado com as grandes empresas vem de Salazar e com ela o país diverge dos seus parceiros europeus e empobrece! É preciso dizer não a esta política desastrosa!
Professores de volta no mês de MAIO!
“Não há duas sem três, vamos encher Lisboa outra vez” (in destaque www.spn.pt)
A 5 de Outubro de 2006 os Professores portugueses fizeram a primeira grande manifestação em Lisboa. Quase esquecida, essa manifestação trouxe para as ruas da capital mais de vinte mil docentes. Foi o primeiro grande momento depois da greve ilegalmente anulada no verão anterior.
As iniciativas do Governo, principalmente da Srª Ministra e dos seus secretários, foram conduzindo as coisas de modo a tornar a questão entre os professores, como uma questão de dignidade, muito mais do que profissional.
A 12 de Fevereiro de 2008 os Professores do Norte juntaram-se no cinema Batalha (Porto) e deram o arranque para o maior movimento social que o país alguma vez viveu – na dimensão das nossas escolas, assistimos ao “nosso” 25 de Abril.
A 8 de Março de 2008, dia Internacional da Mulher tivemos 100 000 professores na rua.
Muitos julgavam impossível isto voltar a acontecer, mas aconteceu: 8 de Novembro de 2008!
Pois bem, o Sr. Secretário de Estado, desta vez o sr. lemos, vem argumentar que a FENPROF só vai para a rua agora em Maio porque tem candidatos nas listas às eleições europeias.
Sendo isto verdade – há dirigentes da FENPROF nas listas às europeias, como eu já aqui escrevi – é completamente falso que seja isso que move os professores.
E a prova está neste post onde pretendi mostrar que o movimento dos professores é muito mais do que uma questão partidária e tem sido constante nos últimos anos.
Vamos voltar agora, sabem porquê? (continua)
O FC Porto como valor acrescentado
Um comentário do aventador Miguel Dias num “post” do Fernando Moreira de Sá, a propósito do tetracampeonato do FC Porto, levou-me ao baú das recordações. Nem foi preciso procurar muito, nem me enchi de pó, porque a memória que pretendia não morava longe. Tem uns dois meses. Foi escrita para um outro espaço mas permanece totalmente actual.
Lembrei-me dela por causa do breve comentário do Miguel Dias, que salienta haver “muito de revanche, de ódio visceral a raiar o sadismo”, na forma como os adeptos do FCP festejam. Fala de humilhação e de um dos factores de bloqueio do Porto serem as vitórias do principal clube da cidade. “Conclui-se que o porto cidade, porque noutras esferas não tem o poder (e competência, conceda-se do pinto da costa) não é mais do que é por causa doa poderes ocultos da capital”.
Não concordo. Bem sei que há alguns indivíduos que, em vez de exaltarem os triunfos próprios, preferem acicatar os orgulhos feridos das derrotas alheias. Acontece com adeptos do FCP como acontece com simpatizantes de outros. Mas não é a maioria.
O tempo em que o Porto olhava para Lisboa com um misto de desdém e inveja, também já lá vai, parece-me. O Porto, cidade e região, caíram num fosso em que já não vale a pena ter sentimentos desse género, por muito ridículos que fossem.
Lisboa é a capital do país e ainda bem. Para o bem e para o mal. Não é por aí que o Porto terá razões de queixa. Nem sequer vale a pena reforçar a ideia que a Invicta se irrita com o famoso centralismo que, de tão real, não vale a pena esconder. Às vezes enfurece-se com razão, noutras vezes não.
Vamos, se me dão licença, e com ligeiros retoque, ao que escrevi há dias.
Hoje, a cidade do Porto, a sua Grande Área Metropolitana do Porto e a região Norte mais parecem uma manta de retalhos que uma união de vontades e interesses. A fórmula de gestão do aeroporto parece ser, por estes dias, a única coisa que faz levantar de manhã a Junta Metropolitana do Porto. Demais, há um deserto enorme. Nem num instrumento determinante para a mobilidade da região há um debate sério e busca de consensos. A linha do metro para Gondomar, que deveria ter entrado na primeira fase do projecto, só agora começa a ser executada. Nada de mais, só tem 10 anos de atraso.
A administração estratégica, para lá da rotina do dia-a-dia, não existe. Cada município está feliz no seu cantinho, a brincar com as pequenas coisas, numa espécie de “The Sims” para os crescidos. De projectos comuns e ideias de coordenação, com poucas e honrosas excepções, nem vale a pena falar. Por falta de vontade, de querer, de saber ou, ainda pior, por invejas e egoísmos, a cidade e a região lá vão caminhando, cada um para seu lado. Mas é um percurso trôpego, com muitos tropeções e demasiadas quedas.
A transferência das sedes dos bancos do Porto para Lisboa (ainda hoje o Público lembrava o nascimento dos bancos na capital do Norte) fez quase desaparecer o peso económico de uma balança cada vez mais desequilibrada. Daqui até à saída da bolsa foi um instantinho. A indústria está em queda desde que os fundos de apoio do passado serviram, sobretudo, para melhorar a frota automóvel e comprar uns néons novos, em vez de uma séria reestrutura tecnológica e uma digna formação técnica dos funcionários. Nem os milhões de outros quadros de financiamento chegaram para lamber as feridas abertas. É certo que, neste aspecto, o panorama melhorou, mas perderam-se anos, empresas e empregos. A ‘capital do trabalho’ também mudou para a capital e arredores. No Porto e no Norte trabalha-se muito ainda, nalguns casos também muito bem, mas os índices mostram que a maior produtividade já não mora aqui. Os números, frios e cruéis, dizem isso. E os números, como todos sabemos, são como o algodão.
De peso mediático nem vale a pena falar. No passado os autarcas do norte ainda eram ouvidos sobre os grandes projectos nacionais e até sobre o orçamento de Estado se lhes pedia uma palavrinha. Hoje não há nenhuma televisão nacional que os queira ouvir. A não ser que haja chatices e problemas. O local dos jornais pouco mais é que um pequeno repositório do labor dos municípios e pouco mais, fazendo lembrar uma qualquer gazeta oficial.
O Porto, cidade e região, definha progressivamente. O norte, seguindo os traços da sua capital, acompanha esse processo. Nós, os portuenses, os nortenhos, orgulhosos da nossa história, da nossa Invicta e do patrimónios mundial tão desgraçadamente aproveitado, felizes por pertencermos à mais bela região do país, onde há montanhas, rios, planícies, praias, o vinho do Porto, uma gastronomia invejada e maternidade de grandes personalidades das artes, continuamos a assistir a esse definhamento.
Volta e meia, lá ficamos contentes por pequenas – ou grandes – vitórias pontuais. Porque o FC Porto volta a ser melhor que os outros (o que não é normalmente difícil), porque o Manoel de Oliveira fez 100 anos, porque o Carlos Tê e o Rui Veloso fizeram o “Porto Sentido” que é mais bonito que o “Lisboa menina e moça”, porque Agustina é uma mulher do Norte, porque o Infante de Sagres nasceu na Ribeira, porque temos a Fundação e o Museu de Serralves, ou o Parque da Cidade, ou a Lello, a mais bela livraria do mundo, e a Red Bull Air Race e os outros não têm, ou simplesmente porque sim.
Por isso é que as vitórias do FC Porto são apenas vitórias desportivas mas, ao mesmo tempo, vão para além disso. Sobretudo num momento em que Pinto da Costa parece ser o único timoneiro de uma entidade nortenha que é um verdadeiro valor acrescentado.
A onda dos fiascos
Tudo com uma mão cheia de ministros e televisões a condizer.Como sempre não só não éramos tecnicamente capazes como estávamos na frente,a nível mundial.A coisa promete, vejamos: i)50 mil milhões de euros é quanto Portugal poderá ganhar, no mercado mundial da energia das ondas, caso não se atrase na criação de um cluster industrial neste domínio.ii) 40 mil postos de trabalho poderão ser criados em torno da energia das ondas, dos quais 4 000 quadros superiores e 400 de investigadores iii)17 empresas e instituições são já associadas do Centro da Energia das ondas,fundado em 2003 iv)45 anos é o prazo de concessão do parque-piloto de São Pedro de Moel à REN.O resultado, na prática? Mário paulo da REN “…não tivemos nenhuma resposta do governo…” Ou seja ” …não há nenhum contrato assinado” Porquê?”…não faço a mais pequena ideia!” Um dos industriais interessados “…O ministro colocou tanto entusiasmo no assunto que quase nos convenceu de que agora era mesmo a sério,que Portugal iria mesmo desempenhar um papel de relevo mundial no sector da energia oceânica.Afinal talvez não seja bem assim!” Temos tudo, as melhores condições naturais, as melhores ondas, um mar profundo a poucos Kms da costa,fabricantes interessados, investidores,industriais …só falta a tecnologia!!!Isto é , tudo o que temos já cá estava!É preciso apoiar a investigação financeira e cientificamente, trabalho do governo, mas isso não anda!Mas o TGV vai a nove, é só comprar lá fora…
O PS é o Estado, segundo Elisa Ferreira

Elisa Ferreira esteve ontem em campanha no bairro do Viso, no Porto. Para além de dizer que só vai ao Parlamento Europeu «dar o nome» e que volta logo, disse esta pérola como remoque a Rui Rio: «Pintaram os bairros sociais mas esqueceram-se de dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS.»
Assim mesmo. Textualmente, como transcreve a edição de hoje do «Jornal de Notícias».
Então, o dinheiro do Estado é do PS? Então, o PS é o Estado?
Parece que sim.
«L’État c’est moi!», e nem Luis XIV diria melhor.
O equílibrio maldito

O que se está a passar com José Sócrates e Dias Loureiro é de uma gravidade extrema. Há muito que ultrapassou as circunstâncias pessoais ou mesmo funcionais das personagens, cavando cada vez mais fundo na credibilidade das instituições fundamentais da Democracia e do Estado de Direito!
Já não é o caso ou casos tomados “de per si” que minam os alicerces da Democracia, é este acumular de suspeitas, de miseráveis explicações, de esquecimentos, amnésias parciais e temporais, o que foi ontem deixa de ser amanhã, como de um encadeamento engendrado por mentes que nunca fizeram outra coisa. Escondendo-se no poder que exercem, fazem de conta que tudo não passa de campanhas negras.
Não sei se são campanhas negras, nunca me pronunciei sobre a eventual culpa de qualquer deles, mas já não é isso que realmente importa. Ou melhor, deixe-se a eventual culpa para a Justiça. O que importa, o que nos importa é que esta situação prejudica gravemente a nossa vida comum, a capacidade dos próprios de exercer as altas funções em que ambos estão investidos.
É isso que nos devia preocupar a todos. É isso que chama a atenção para o silêncio ensurdecedor dos partidos e das mais altas instituições do Estado.
O PS não se pronuncia enquanto Sócrates for o abono de família. Iniciou um movimento de ataque a Dias Loureiro tentando colá-lo ao PR e ao PSD, mas logo percebeu que isso íria tirar o PSD da sua “atitude de Estado”! Não se pronunciar enquanto o caso estiver nas mãos da Justiça. Mas não deixa de ter o assunto em “lume brando” na Comissão de análise ao caso BPN.
O que temos é PS e PSD “ligados como dois irmãos siameses” sabendo que se salvam juntos ou nenhum se salva. Ora, esta evidente cumplicidade só aponta para um caminho e para uma decisão. Vai tudo para o segredo dos arquivamentos. Mas quem fica “arquivado” para sempre é tambem o Estado e a sua credibilidade perante os cidadãos. Não há pior final!
Portugal aos olhos da The Economist
Os portugueses estão abatidos e desanimados com a sua vida. Ponto. Não são necessárias muitas linhas para a The Economist descobrir o fado. Numa das suas recentes edições, a prestigiada revista económica britânica olhou para Portugal. Para os dados económicos, sobretudo. Numas penadas mostra o país a quem andou distraído.
O que diz a revista? Que os portugueses estão deprimidos com o desemprego, insatisfeitos com a vidinha e pessimistas. Que a crise não nos atingiu tanto como a Espanha ou Irlanda mas temos problemas mais graves. Que desatamos, no passado, a pedir dinheiro emprestado para comprar casas, carros e “bilhetes de avião” (vão lá ver, que dizem isso mesmo). Crédito fácil, balança comercial negativa em crescimento e produtividade em baixa, além da quebra nas exportações, levou o país a perder fulgor económico.
E agora, neste cenário, o que sugere a Economist que façamos? Flexibilizar as leis laborais, reduzir a burocracia, uma classe trabalhadora com melhor educação, mais concorrência e menos Estado. Tudo fácil de concretizar, pois. Lembram-nos ainda que o FMI já tinha indicado que os nossos problemas são domésticos e não globais. Obrigado, também já calculávamos.
À revista não escapou a ‘campanha negra’ de Sócrates, nem a “ineficiência e os atrasos do sistema judicial”. Curioso é que a publicação não aponta o Freeport, que surge identificado como “centro comercial”.
O retrato não é famoso. Vê-se que o texto podia ter ido mais longe mas não havia mais espaço. O país é pequeno e não é coisa para merecer mais que o papel está caro. Mudemos de páginas, pois, a caminho de outro país.
Importa-se de repetir…
Manuela Ferreira Leite anunciou, penso que de forma séria, que o PSD está disponível para “ajustar” a lei do financiamento dos partidos, se houver a interpretação de que as recentes alterações têm efeitos perversos.
Mais AQUI
Nada de estranho. É mais um caso que serve para ilustrar a forma como se fazem leis no nosso país e a magnífica qualidade dos parlamentares que elegemos. E a chefe da oposição só soube hoje o que tinha sido aprovado?
E que tal a eleição uninominal para acabar com esta vergonha?
Apoiar o enriquecimento/Lavar o ílicito
O enriquecimento ílicito apareceu na agenda política pela mão dos partidos. Face à realidade de situações de gente que tem sido toda a vida político e que aparece com um património pouco conforme com os rendimentos, logo se levantou um coro de indignação. Pode lá ser!Neste caso, o ónus da prova tem que ser invertido! O sujeito que prove de onde veio a “massa”! Pelo menos pague o Imposto sobre o Rendimento (IRS), sempre são 42% que ficam do lado de cá. Isto sim, destrói a credibilidade da democracia e dos políticos, quem acredita que foi na “sorte grande” ou no “euromilhões” que ganhou o dinheiro? Uma onda de indignação varreu o país, da primeira figura do Estado ao desempregado à porta da fábrica que acabou de fechar, todos aventam soluções fáceis, claras e exequíveis assim “eles” queiram!Pressentiu-se que ía ser desta, os “orgãos” encolheram-se a reflectir, consensos, análises, que o momento exigia alta ponderação, era um assunto de Estado!
Trabalharam bem e depressa! Fabricaram, na AR, por unanimidade, a lei do Financiamento dos Partidos que apoia o enriquecimento e lava o ílicito! Como diz João Cravinho, abre-se a porta por dentro à corrupção e Maria José Morgado clama contra a ilicitude cada vez mais difícil de combater! Fica para a próxima!
A caça ao voto no 1º de Maio
Como podem ver na página 64 da Sábado de hoje, a fotografia mostra bem o “ataque” que VM e Ana Gomes sofreram na manifestação do 1º de Maio. Noutra foto, julgo que no “I” ou na Visão, aparece Vitor Ramalho com a sua saliente barriguinha a controlar o feroz ataque!
O Tiago do 5 dias, já desarticulou o “embrulho”! Há um principio fundamental em política. Se a oportunidade não aparece, cria-se!
A delegação do PS foi o que fez, criou a oportunidade de ouvir umas palavras de que não gostou, palavras que os árbitros de futebol ouvem sem queixume. Os socialistas não podem esperar outra coisa, sabem muito bem que VM não é amado por muita daquela gente que comemora o dia do trabalhador, e que não são, necessariamente, comunistas! Dizer que se fica ofendido por, em trabalho político de rua, ser vaiado e/ou levar uns encontrões, é não querer aceitar as regras do jogo. É como levar a namorada ao futebol e ficar incomodado ou por-se à estalada com o sócio do lado que chama “filho da puta” a tudo o que não veste a camisola da cor preferida. A verdade, é que aquele sócio está naquela cadeira há trinta anos a sofrer, se calhar nasceu logo sócio, com o pai e o avô a ver quem o regista primeiro e, depois, leva com um “queque” que se lembrou de impressionar o pai da namorada. Cachecol do “inimigo” e vai de se mostrar à “claque” que vê naquele jogo uma das raras oportunidades de dar largas ao seu “sonho” nunca conseguido! Ou então o árbitro que, coitado, ainda não entrou em campo e já ouve das boas! Eu bem vejo ali em Alvalade, os meus amigos, gente cheia de educação e de “salamaleques” com o pessoal, segundos antes dos jogos, e a emoção a traí-los logo no primeiro lance!
Sejamos sérios! O dia 1º de Maio é um dia de conforto para muita gente que vive o dia a dia cheio de agruras. Não se tente comparar esse estado de espirito a quem procura o 1º de Maio para arrebatar mais uns votos na sua corrida para um lugar milionário! Somos todos contra a violência? Concerteza, a começar pela violência que atenta a dignidade das pessoas, mesmo que não seja essa a intenção!
Henrique Neto e os partidos
Livre de grilhões que lhe poderiam apertar os calos, Henrique Neto há muito mostrou que não obedece a estratégias partidárias nem se verga perante eventuais interesses que lhe poderiam prometer mundos e fundos a troco de algum silêncio. Embora ligado ao PS, continua a dizer o que lhe vai na alma. E, pelo que diz, a sua alma deve estar ‘negra’.
Há umas semanas dizia que há medo no PS, agora acusa o chefe do partido de favorecer a corrupção e não poupa ninguém na questão do financiamento dos partidos.
Ou Sócrates muda ou a crise devora-nos
Maria João Rodrigues, conselheira junto das instituições europeias e ex-ministra da Segurança Social diz: «O objectivo central é evitar o desemprego em massa e criar empregos alternativos – em tudo o que tem a ver com tecnologias verdes e novas tecnologias energéticas, transportes,reabilitação urbana e habitação,serviços às pequenas e médias empresas e às pessoas e industrias criativas. Os investimentos públicos têm de ter uma justificação de longo prazo, efeitos rápidos no curto termo e traduzirem-se na criação de emprego!»
Que tal, não é muito mais racional e lógico do que os Megaprojectos? E quanto ao desbloqueamento dos créditos junto dos bancos? Temos que ser muito claros com os bancos – se querem ter o apoio público, têm que conceder o crédito a custos muito mais baixos, porque a taxa de juro geral está a baixar e não é de excluir que desça ainda mais. Tudo muito parecido com o que se passa em Portugal, não é?
E onde se vai buscar o dinheiro? Com emissão de “eurobonds” que só podiam servir para financiar os investimentos com prioridade definida a nível europeu! Uma maneira discreta de “meter a massa que está fora do circuito” no sistema e de trazer para a europa “paletes” de eurodólares que estão nas mãos dos Chineses e dos produtores de petróleo (isto sou eu que digo). Trazer dinheiro para a economia do futuro – novas redes de enegia, energias renováveis, educação e formação para empregos do futuro e redes de equipamentos sociais.
Como se pode ver, a nossa desgraça é o nosso primeiro ministro ser muito determinado e trabalhador. Se ele tivesse o bom senso de ouvir as pessoas e faltasse às diárias conferências de imprensa na RTP1, teria tempo para pensar. Assim, temos que o acordar com o voto…
Marmotas de rabo na boca à moda do Porto
Andei o dia todo nisto. Escrevo, não escrevo… Questões de culinário no Aventar? É delicado, pá, disso para comigo mesmo. Um, que se saiba, é vegetariano. Outro adora carne, eu sou um belo garfo e topo a tudo. É por isso que estava no dilema de abordar uma receita que há muitos anos nos acompanha: as marmotas de rabo na boca. Decidi faze-lo, sabendo dos riscos de me levarem a mal. As receitas são o que são, cada um pode faze-las à sua maneira e gosto, com ou mais picante, com mais ou menos molho.
Apesar dos meus dotes culinários até serem engraçados, resolvi documentar-me num dos belos manuais existentes na nossa praça: o jornal Público (link não disponível).
Vamos começar: arregacem as mangas, coloquem o avental (a diferença, se não tiverem reparado, entre avental e aventar está apenas numa letra). Em cima da banca de trabalho deve estar já uma bela de uma VCI, ainda fresca apesar de já existir há muitos anos. Vamos amanha-la com a ajuda de uns fantásticos pórticos, com intervenção aqui e ali. Tenha em atenção que devem ter umas câmaras fotográficas que disparam quando alguém passa a mais de 90 quilómetros por hora.
Com a farinha de culinária preparada para enviar as multas dos aceleras, vamos tratar de colocar as nossa marmota / VCI a jeito, com os temperos necessários.
A Câmara do Porto não tem sal suficiente para enviar a farinha e garante que não tem de o fazer. É a Estradas de Portugal, dizem. Esta alega que as ervas aromática cabem ao Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (por via da marmota / VCI ter sido integrada na concessão Douro Litoral). Este assegura que o sal das infracções cabe às forças de segurança (PSP e GNR). Por seu lado, estas remetem os temperos todos para a Câmara do Porto. Neste ponto, a marmota / VCI está pronta para ir ao lume.
Fácil, não é?
Bom apetite.
Já agora, regue a refeição com o seguinte néctar (proveniente da mesma fonte): “Apenas 30 por cento do valor das coimas aplicadas pela Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária (antiga Direcção-Geral de Viação) revertiam a favor da CMP, constituindo uma receita substancialmente inferior aos 500 mil euros por ela gastos na instalação dos radares, acrescidos do custo, não especificado, de gestão do sistema.”
Partidos abrem a porta à corrupção
Não me digas ? Maria José e João Cravinho cada um à sua maneira, dizem o óbvio mas que poucos têm a coragem de dizer alto e bom som!Com a aprovação de todos os partidos e com o argumento fantástico de ser por causa das receitas da Festa do Avante, o limite de apoios aos partidos passa para 1 250 000,00 euros, em dinheiro vivo. Isto é um grande contributo para a transparência da vida pública e até pode ajudar à viabilidade económica do TGV, tal vai ser a quantidade de malas de dinheiro a percorrer o país. Mas quem anda distraído é que fica pasmado (gosto desta palavra).Pois não é verdade que há dois ou três meses atrás o governo aprovou que projectos de obras até 5 000 000,00 euros podem ser entregues sem concurso público, por ajuste directo? E pelo que se sabe (disse-o Rangel no Prós e Contras) as entregas (de bandeja digo eu) estão a fazer-se em bom ritmo às grandes empresas onde, por acaso, estão os amigos do partido? Havia aí anjinho que dizia que obras de de 5 000 000 de euros eram pequenas obras.Não são, mas mesmo que fossem, grandes obras divididas por três ou quatro fica tudo na ordem. grande novidade esta de as portas estarem abertas de para em par.E abertas por dentro!
Come a papa, Rangel, come a papa

Pelo facto de Paulo Rangel se ter atrevido a dar uma opinião, uma simples opinião, o Governo convocou de imediato Basílio Horta para acertar o passo ao Deputado do PSD. Que é tudo politiquice, que Paulo Rangel é um ignorante. Como se um simples funcionário do Estado pudesse vir atacar dessa forma o líder parlamentar do maior Partido da Oposição.
Não contente com isso, vem o Ministro da Economia, Manuel Pinho, dizer que Paulo Rangel tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta. Duplo ataque pessoal: à idade do candidato ao Parlamento europeu e à sua altura. Quem não tem argumentos políticos ataca desta forma. Lamentável!
Como vão longe os tempos em que Basílio Horta atacava Mário Soares e chamava-lhe de tudo em directo nas entrevistas da campanha presidencial. Começa a ser um «must» na política portuguesa, não é?, ex-CDS a passarem-se para os lados do PS. Mais ainda do que ex-PCP’s. Que isto do poder é muito bom!
SILÊNCIO, DIAS LOUREIRO E O EMPRESÁRIO
O Silêncio é sempre muito difícil de ser gerido. Na política o silêncio pode muitas vezes ser considerado cúmplice de vontades, de atitudes ou mesmo de práticas incorrectas.
É precisamente neste contexto que não se entende e não se aceita o silêncio do PPD/PSD relativamente ao processo BPN, em particular sobre Dias Loureiro e a sua continuidade no Conselho de Estado.
Com excepção de António Capucho, que em entrevista ao Correio da Manhã tomou a posição óbvia, e Paulo Rangel que recentemente também se desmarcou, ninguém, em nome do partido, afirmou o que mais faz sentido nesta altura: “Dias Loureiro devia-se ter demitido do Conselho de Estado” ou então “Se fosse comigo, ter-me-ia demitido”. Uma afirmação simples, concisa, clara e curta. A consequência passaria “apenas” por tirar o PPD/PSD desta história bizarra e de contornos muito pouco claros que o BPN introduziu na vida pública portuguesa.
Hoje, parece claro, aos olhos dos portugueses, que Dias Loureiro esteve no BPN em representação do PPD/PSD. Isto não faz qualquer sentido. Mas quem é o primeiro dos responsáveis por esta situação é o próprio partido.
O PPD/PSD já vai tarde, muito tarde, mas mesmo assim deverá o quanto antes desmarcar-se do empresário Dias Loureiro… A bem da política de verdade!
O pântano socialista!
Previsões da CE!
Mais uma campanha negra, que não leva em conta os resultados das medidas já anunciadas pelo governo, diariamente, na RTP1! A economia portuguesa deverá recuar 3.7% este ano, com o desemprego a subir para 9.1% e o déficit orçamental para 6.5% do PIB!, diz o Público! Mas os resultados das medidas, só nossas, estão a caminho.
“Fábrica de vacinas antigripe anunciada por três ministros há dois anos nunca saiu do papel!”
Fábricas fecham todos os dias. Os trabalhadores vaiam o ministro da Segurança Social e o PM! Portugal e Irlanda, únicos casos na zona euro em que o salário por trabalhador vai cair em 2009, em termos nominais e em termos reais.
“Portugal vai ser dos mais lentos a sair da crise” manifestando já não incompreensão mas manifesta má vontade. O governo nega-se a apresentar um Orçamento Rectificativo não vá os ignaros cidadãos perceber o que aí vem.” A derrapagem orçamental se se prolongar por 2010, como é previsto, promete alterar por completo o cenário das contas públicas portuguesas. A sua sustentabilidade terá que ser revista e poderá levar os futuros governos a políticas de ainda maior contenção e agravamento de impostos nos anos seguintes!”, tudo numa campanha sem precedentes contra Sócrates e Teixeira Santos!
E é com estas previsões e neste lamaçal que estes senhores querem avançar com os Megaprojectos para nos levarem para o pântano a que os socialistas nos habituaram!
Volta Guterres, tu ao menos não nos mentias!
Proposta indecente
Ali na Jugular, o João Pinto e Castro , no seu papel de “caixa de ressonância”, vem dizer que não há alternativa ao PS.
Perguntei-lhe se essa conclusão decorria dos resultados dos governos PS em 11 anos nos últimos 14 anos. Reagiu convidando-me a fazer as contas.
Não foi preciso. Por mim, alguém as fez e bem. Lá estão os 11 anos de Governo PS desde 1996.
Coloca-se pois a questão.O que tem o PS de diferente para conseguir agora o que não conseguiu antes? Onde estão as novas políticas se é que as tem? Ou vamos continuar a empobrecer e a afundar um país onde os ricos são mais ricos e os pobres são mais pobres? É que o país empobreceu e tornou-se mais injusto com os governos PS!
É sério que se proponha votar no partido que não encontrou soluções para o país? Não será mais justo criar soluções no quadro da democracia parlamentar, com vista a tirar o país da situação estrutural miserável que o PS ajudou a criar? Não será justo criar condições pela via parlamentar e de governo para a Justiça ser reformável? Ou interessa que a Justiça esteja nas mãos dos “aparelhistas” que saltam da Magistratura para o governo e vice-versa, impedindo o andamento de determinados processos e fazendo pressões para que se arquivem outros, públicos e notórios?
É que em coligação estas coisas são mais difíceis de fazer do que quando se tem o poder absoluto! E tenho muitas dúvidas de que o PS, sendo obrigado a partilhar o poder, prossiga com a política suícida dos Megaprojectos! Só por isto já vale a pena obrigar o PS a negociar!
Ambiente chocante
O ministro do Ambiente faz bem em andar desaparecido. É que sempre que o homem abre a boca ficamos com o ambiente “tóxico”!
Agora, apareceu com uma proposta polémica (além de indecente) sobre os processos de contra-ordenação. O mesmo governo que levara ao Parlamento em 2006 a lei em vigor chama-lhe agora “chocante”! As coimas vão descer 84% em alguns casos, noutros 60% e acima disso. Terá isto a ver com as facilidades prometidas em legislação recente com o destino de terrenos em áreas protegidas?
Diz o “Público”: “chocante é esta forma de gerir o Estado, a legislação e o ambiente. E sem pagar multas.”
É melhor ficarmos ambientalmente alerta!
Um Ministro que deixou de ser economista
O Ministro das Finanças diz coisas que não envergonham o Primeiro Ministro mas que envergonham qualquer economista .Primeiro não havia crise.Depois estavamos melhor preparados para enfrentar a crise que os outros países. As bases do Orçamento estavam correctas quando tudo o mundo já sabia que não era verdade.Íamos crescer 0.8 no PIB quando já era certo que a Alemanha e a Espanha, nossos principais mercados de exportação, estavam em forte queda.Agora diz com o ar mais sério que lhe é possível, que o Orçamento rectificativo não é necessário para assim esconder os tratos de polé que as contas públicas estão a sofrer.Mas as instituições financeiras internacionais desdizem-no todos os dias.As previsões hoje conhecidas são mais negras que as anteriores.O suposto efeito sistémico dos muitos milhões que foram injectados nos bancos não chegam à economia real, como se vê com o aumento do desemprego e o fecho acelerado de empresas. Toda a gente lhe disse isso e o economista sabe que é assim, que são as obras de proximidade dirigidas às PMEs, que representam 70% do emprego,as que poderiam suster o emprego.Mas não, apoia os megaprojectos que não têm efeito nenhum no emprego nos próximos dois anos e que vão endividar o país por décadas! E, já agora, que o famosos déficit controlado já está novamente nos 6.7% do PIB ! Se fosse o economista a tomar decisões o déficit não estaria neste nível e não teriam sido enterrados milhões de dinheiro público em bancos assaltados !
UM PAÍS GERIDO POR MEDÍOCRES
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MEDINA CARREIRA
VALE A PENA OUVI-LO AQUI, E VAI VALER A PENA OUVI-LO DIA 11 DE MAIO NO DEBATE DO CLUBE DOS PENSADORES.
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Quem é Jorge Sampaio?
Jorge Sampaio, cuja façanha mais assinalável da carreira política foi mandar assassinar por envenenamento milhares de pombos que, no seu entender, estavam a sujar os edifícios da Avenida da Liberdade, é a favor do Bloco Central PS / PSD. E acrescenta que é sempre a favor das maiorias absolutas. Em nome, claro, da estabilidade política.
Mas se é assim, por que razão demitiu a maioria absoluta do PSD / CDS que governava o país em 2004? Na altura, não era pela estabilidade? Não era pelas maiorias absolutas? Será porque era preciso dar um empurrãozinho ao PS de Sócrates?
Ah, já sei, porque era um Governo onde as trapalhadas se sucediam e onde o primeiro-ministro não respondia às necessidades do país. Será que foi mesmo por isso? Mas então, por que raio não demitiu também o actual Governo? Teve tempo para isso. E se essas razões se aplicassem a todos os Governos, quantas vezes o actual primeiro-ministro já não teria sido demitido?
Mas afinal, quem é Jorge Sampaio e por que fala ele?
Bloco de Esquerda, o pesadelo do centrão
Segundo as sondagens publicadas nos últimos dias, o BE atinge um score eleitoral que o torna o mais importante partido do país.
O PS, sem maioria absoluta, que está cada vez mais longe, e com a economia a não dar nenhum sinal que a política de atirar dinheiro para cima dos bancos é a correcta (como muitos já o disseram mas a que Sócrates e a sua teimosia nunca quiz dar ouvidos), afunda-se, e o tempo corre contra, como se vê pelo cada vez maior desemprego e o fecho acelerado de empresas!
O PSD anda na casa dos 36%, subiu 4 pontos, o que quer dizer que está a funcionar “a lei dos vasos comunicantes”. O PCP vai ser melhor do que indicam as sondagens, mas não muito mais. Resta a surpresa CDS com os seus 2%. Irá retirar votos ao PSD?
Se este panorama se consolidar, temos o Bloco de Esquerda como o partido central da vida política portuguesa, podendo fazer maiorias absolutas com o PSD ou com o PS!
Será que é por isto que o CENTRÃO se inquieta na voz de tanta gente importante, a começar pelo ex-presidente Jorge Sampaio?
Fernanda Câncio e o subsídio de desemprego
Fernanda Câncio (f.), no artigo “>subsídios… publicado no Dia do Trabalhador, revelou enorme perplexidade, e até revolta, a propósito das regras de atribuição do subsídio de desemprego a trabalhadores independentes. Sentiu necessidade do desabafo público, no DN, ainda mais aguçada – por “ter passado dia e meio a tentar que responsáveis da SS mas explicassem, já que, aparentemente, têm tanta dificuldade em perceber o que a lei diz como eu” (sic).
Toda esta inquietação da f. se despoletou a partir do desemprego de amigos, de cujos sofrimentos, naturalmente, a jornalista partilha.
O conteúdo do artigo tem dois tratamentos possíveis: ou é pura e simplesmente para ignorar, ou merece um mínimo de observações justamente para repelir a tentativa de alguém que pretende atirar areia para os olhos dos leitores do DN e do blogue ‘Jugular’. Avaliando as alternativas, decidi formular as seguintes questões:
– Se a situação não incidisse sobre amigos, não é para duvidar dos seus interesses sobre as regras em causa, a ponto de merecerem tratamento jornalístico?
– Como é possível que os responsáveis da SS, penso que igualmente amigos, não lhe soubessem explicar a base legal que praticamente elimina a atribuição do subsídio de desemprego a trabalhadores independentes?
Relativamente à primeira questão, é o resultado natural do tipo de personalidade social que cultiva: amigos são amigos e os outros são os outros (‘Les uns et les autres’). No tocante à segunda, e para esclarecimento dela, deles e dos responsáveis da segurança social, remeto para o Decreto-Lei n.º 220/2006, de 3 de Novembro.
Com efeito, para ter alcance social relevante, a jornalista f. , em matéria de direitos dos trabalhadores, dependentes ou independentes, tinha toda a política de emprego, do actual governo, para dissecar. O Código do Trabalho, com as introduções do Ministro Vieira da Silva, justificadas por “políticas de favorecimento do emprego”, é, só por si, um vasto campo de debate.
“Há jovens que, em 6/7 anos consecutivos, foram remunerados através de recibos verdes e hoje estão sem trabalho e sem subsídio. Os despedimentos em empresas lucrativas são comuns. A chamada lei do “lay off” é aplicada a esmo. Enfim, existe de facto um manancial de situações lesivas de muitos trabalhadores.
A tudo isto, o Governo de Sócrates assobia para ar e concentra-se no episódio VM. Obviamente a Inspecção-Geral do Trabalho também nada faz. Mas, vamos, quem quer que seja do MTSS dê lá uma ajudinha aos ‘amigos da ‘ (atenção: foi a f. que usou a designação).
VM: Há coisas notórias que não precisam de sustentação!
Como?
Isto aplica-se aos casos em que está envolvido o nome de Sócrates? “Alguem tem dúvidas de que eram militantes do PCP? Bastaram-me as invectivas de que fui objecto, tipo “traidor”, “vendido” e “traíste o partido””! Então no DVD do Freeport há um gajo a chamar corrupto a Sócrates e nós temos que acreditar? Eu, que nunca vi Sócrates, já escrevi aqui que o DVD afinal pode não querer dizer nada, mas perante o saber de um “Prof. Doutor de Coimbra”, quem sou eu para duvidar?









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