Apoiar o enriquecimento/Lavar o ílicito

O enriquecimento ílicito apareceu na agenda política pela mão dos partidos. Face à realidade de situações de gente que tem sido toda a vida político e que aparece com um património pouco conforme com os rendimentos, logo se levantou um coro de indignação. Pode lá ser!Neste caso, o ónus da prova tem que ser invertido! O sujeito que prove de onde veio a “massa”! Pelo menos pague o Imposto sobre o Rendimento (IRS), sempre são 42% que ficam do lado de cá. Isto sim, destrói a credibilidade da democracia e dos políticos, quem acredita que foi na “sorte grande” ou no “euromilhões” que ganhou o dinheiro? Uma onda de indignação varreu o país, da primeira figura do Estado ao desempregado à porta da fábrica que acabou de fechar, todos aventam soluções fáceis, claras e exequíveis assim “eles” queiram!Pressentiu-se que ía ser desta, os “orgãos” encolheram-se a reflectir, consensos, análises, que o momento exigia alta ponderação, era um assunto de Estado!
Trabalharam bem e depressa! Fabricaram, na AR, por unanimidade, a lei do Financiamento dos Partidos que apoia o enriquecimento e lava o ílicito! Como diz João Cravinho, abre-se a porta por dentro à corrupção e Maria José Morgado clama contra a ilicitude cada vez mais difícil de combater! Fica para a próxima!

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