Investimento, exportação e consumo

Estes são os três motores do desenvolvimento económico.
O consumo sem produção interna agrava o desequílibrio externo. O investimento sem rentabilidade agrava o endividamento do país. As exportações são a chave da mudança-de preferência exportações de produtos que não requeiram uma componente importada muito grande para serem manufacturados.
É pois na criação de condições para que este tipo de exportações se possa implantar e desenvolver que o estado, através do Governo, se deve empenhar. Parte dos escassos recursos existentes têm obrigatoriamente de ser para aí dirigidos (Nicolau Santos,Expresso). E continua: O grande objectivo é limitar ao máximo o aumento do desemprego. Para isso, as pequenas e grandes empresas são a chave da questão! Dão emprego a mais de dois milhões de pessoas numa população activa de 5,2 milhões, das quais 500 mil estão desempregadas.
Nesse sentido, aliviar as tesourarias das PME, que se encontram estranguladas pela quebra dos mercados, é fundamental. Isto não carece de demonstração. Todos os que se interessam por estes assuntos sabem que é assim. Há estatísticas de instituições nacionais e estrangeiras que o atestam. Mas, caro leitor, faça um exercício de memória e analise as medidas de combate à crise. Tomada do poder no BCP com muitos milhões (nunca se soube quantos) da CGD, num assunto de uma empresa privada que os seus accionistas deveriam tratar entre si.
No BPN, antecipa-se uma proposta de uma solução vinda dos accionistas para lá se enterrarem 2 000 milhões de euros que, tudo indica, vão para o buraco. No BPP, o Governo afadiga-se em encontrar soluções que, obviamente, estão a passar pelo nosso dinheiro. Lê-se hoje na imprensa que o buraco que era, inicialmente, de 400 milhões de euros, anda agora nos 2 000 milhões!
Os concursos públicos estão virados para as grandes empresas com aquela, como lhe hei-de chamar… “sem vergonha” de os concursos até 5 milhões de euros serem entregues por convite. Pelo que se sabe pelas Associações das PMEs, os concursos desapareceram e as ajudas não chegam.
E os Megaprojectos, servem a quem? Para as grandes empresas, bancos, construtoras, gabinetes de consultores internacionais e importação de material sofisticado, para além da sua óbvia inutilidade e inviabilidade económica! Porque é preciso insistir? Porque esta política cúmplice do Estado com as grandes empresas vem de Salazar e com ela o país diverge dos seus parceiros europeus e empobrece! É preciso dizer não a esta política desastrosa!

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