Partidos abrem a porta à corrupção

Não me digas ? Maria José e João Cravinho cada um à sua maneira, dizem o óbvio mas que poucos têm a coragem de dizer alto e bom som!Com a aprovação de todos os partidos e com o argumento fantástico de ser por causa das receitas da Festa do Avante, o limite de apoios aos partidos passa para 1 250 000,00 euros, em dinheiro vivo. Isto é um grande contributo para a transparência da vida pública e até pode ajudar à viabilidade económica do TGV, tal vai ser a quantidade de malas de dinheiro a percorrer o país. Mas quem anda distraído é que fica pasmado (gosto desta palavra).Pois não é verdade que há dois ou três meses atrás o governo aprovou que projectos de obras até 5 000 000,00 euros podem ser entregues sem concurso público, por ajuste directo? E pelo que se sabe (disse-o Rangel no Prós e Contras) as entregas (de bandeja digo eu) estão a fazer-se em bom ritmo às grandes empresas onde, por acaso, estão os amigos do partido? Havia aí anjinho que dizia que obras de de 5 000 000 de euros eram pequenas obras.Não são, mas mesmo que fossem, grandes obras divididas por três ou quatro fica tudo na ordem. grande novidade esta de as portas estarem abertas de para em par.E abertas por dentro!

Comments


  1. É uma tristeza mas tenho de concordar. Até me custa escrever isto mas é triste o grau de credibilidade a que isto chegou.


  2. Para acabar com esta privatização dos partidos e do próprio estado, a minha sugestão é que os partidos deviam apenas ser financiados pelo Estado. Indexado ao número de militantes. X militantes dá direito a X dinheiro. Não resolve problema nenhum de corrupção, mas pelo menos poderia levar os partidos a convidar os cidadãos para a política. pelo menos os partidos mais pequenos. E pouco dinheiro, claro. Para quê gastar naqueles cartazes idiotas e as canetas e pins?

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