Estes dias

O «Sinais», do Fernando Alves, na TSF, se antes era uma companhia diária, é agora a minha vitamina. A crónica de hoje foi uma saudação especial aos caminhantes. Confinados em casa, ou quando muito reduzidos a uma escapadela em horários pouco concorridos (porque até o nosso passeio higiénico tem algo de traição a todos os que aguentam encerrados), sentimos a falta das nossas caminhadas. Ontem mesmo levei para a varanda o mini-stepper, aquele aparelhinho ridículo para andar a pé sem sair do sítio, e lá fiquei um bom bocado, num caminhar fingido que faz lembrar o correr fingido do hamster na sua roda, mas com a vista posta bem longe, naquela nesga da Torre dos Clérigos que avisto da proa da varanda. [Read more…]

Deram um ministério ao Tiago

Tenho aversão ao egotismo, ao bairrismo, ao nacionalismo, ao clubismo, ao corporativismo e a outros –ismos que levam as pessoas a declarar que são superiores ou que pertencem a grupos e instituições superiores. Penso sempre que estes –istas estão a milímetros de defender que pertencem a uma raça superior, o que me faz lembrar campos de concentração e outras coisas prejudiciais à saúde.

Quando, finalmente, se tomou a decisão de permitir que não houvesse aulas, o alegado ministro da Educação apareceu, com voz grossa, a afirmar que ninguém estava de férias e que os funcionários docentes e não docentes iriam ter de continuar a apresentar-se nas escolas, sempre que fosse necessário.

Acontece que a maioria dos funcionários docentes e não docentes já anda nas escolas há muito mais tempo do que Tiago Brandão Rodrigues, o alegado ministro. Tiago, aliás, parece um daqueles meninos ricos a quem os pais compravam uma bola das mais caras e ficava convencido de que sabia jogar futebol. Deram-lhe um ministério e acredita que passou a perceber do assunto. [Read more…]

O Porto à moda do Porto

[Francisco Salvador Figueiredo]

A História diz-nos que ninguém conseguiu conquistar a cidade do Porto. Muitos tentaram, todos quebraram. Desta vez, não falamos de um povo forasteiro, falamos de um vírus que decidiu invadir este jardim à beira mar plantado. E, outra vez, o povo portuense mostrou o porquê de sermos a Invicta. Se noutros tempos foi necessário varrer quem nos atacava, chegou a hora de ficar em casa para não propagar este bicho que chegou.

E, sim, estamos todos de parabéns. Custa-nos a todos. Custa saber que durante semanas não possamos dar um passeio pela Foz, ir beber um café ao Piolho, respirar o ar da Sé ou acabar o dia a apreciar a vista que a Serra do Pilar nos oferece. Mas custaria muito mais a um Portuense saber que não fez tudo ao seu alcance para proteger os seus e manter a Cidade Invicta!

Todos os anos, o Porto vence prémios de melhor destino turístico, melhor destino romântico, melhor destino até para torradas. Chegou a hora de premiarmos o Porto com o Prémio Consciência. O Porto é isto. É como uma família. E é por este sentimento que o Orgulho Tripeiro não morre. Enquanto houver um portuense, haverá sempre Porto e haverá sempre Portugal. Desculpem qualquer coisa, mas tal como Sophia, “não escapo a um certo bairrismo”.

Com toda a gente em casa, a factura da luz vai subir

Que fará a EDP?  Vai usar a almofada de 512 milhões de lucro em 2019 para minorar o impacto no bolso dos cidadãos ou facturar como de costume?