Parece que Nicolás Maduro está isolado

 

 

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O interino

Este é Juan Guaidó, fotografado em 2014. Este é o “presidente interino” em defesa do qual o governo português fez um ultimato ao Estado soberano da Venezuela.
Lindo serviço.

O Interino

Venezuela

Existe uma enorme comunidade portuguesa na Venezuela. Esperemos que a recente decisão do Governo português, de fazer um Ultimato ao Estado venezuelano, não traga consequências negativas aos nossos compatriotas que lá vivem. É certo que tal possibilidade foi acautelada.

É que, se não foi, não estamos apenas perante uma mistura de hipocrisia com cobardia, mas também perante uma imensa irresponsabilidade.

Oxalá que não.

A Venezuela e o ultimato europeu

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Com a Rússia e a China na rectaguarda, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela esteve ontem na reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, muito seguro de si, e tinha uma mensagem muito particular para os Estados europeus:

A Europa dá-nos oito dias de quê? De onde tiraram a ideia que nos podem fazer ultimatos?

A intenção até podia ser boa, mas, numa próxima ocasião, caros Estados europeus, fica a sugestão: e que tal demonstrar o mesmo músculo com, sei lá, uma Arábia Saudita, daquelas mesmo totalitárias, que encomendam esquartejamentos de jornalistas em embaixadas de outros países? Começavam por não lhes vender mais armamento, seguido de um embargozito, e depois, quando os supermercados estivessem mesmo vazios, a população revoltada e um potencial líder da oposição posicionado, exigiam-lhes eleições livres, coisa que de resto nunca acontece por essas bandas. Assim, quando quisessem fazer ultimatos às Venezuelas desta vida, sempre tinham outro arcaboiço moral para o fazer.

Ainda sobre ultimatos

a União Europeia fez um aos fascistas que governam a Polónia.

O tenente-coronel da mocidade laranja e o ultimato mais estúpido da história de Portugal

Foto: Lusa@RTP

Hugo Soares, tenente-coronel da mocidade laranja, lançou um ultimato ao governo. Autoritário, como se tivesse alguma autoridade para lá da porta da sede distrital do PSD Braga, deu ao executivo de António Costa 24 horas para tornar pública a lista de pessoas que perderam a vida na tragédia de Pedrógão.

Terminado o prazo dado pelo deputado, nada aconteceu, com a excepção do embaraço e do enxovalho a que o PSD foi submetido. Para a história ficam as tristes figuras protagonizadas por Hugo Soares, que decidiu, uma vez mais, expor-se ao absoluto ridículo. E eu aqui em pulgas, à espera de um ataque com Agente Laranja ao Largo do Rato. [Read more…]

Última hora: CDS junta-se ao ultimato do PSD

Ou Centeno mostra os SMS, ou Cristas revela a identidade de Jacinto Leite Capelo Rego.

Última hora: foi conhecido o ultimato do PSD

Ou Centeno mostra os SMS, ou Passos Coelho se demite da liderança do PSD. 

Discurso de Alexis Tsipras

A tradução deste discurso foi feita por Isabel Atalaia a partir da tradução não oficial para inglês de Stathis Kouvelakis. Em ambos os casos, as traduções foram feitas com grande urgência, por se entender prioritário difundir um discurso de importância fundamental. Por esse motivo, este texto será actualizado caso se verifique a necessidade de fazer qualquer alteração que salvaguarde a sua fidelidade ao original.

Compatriotas,
Durante estes seis meses, o governo grego tem travado uma batalha em condições de asfixia económica sem precedentes para implementar o mandato que nos foi dado, a 25 de Janeiro, por vós.

O mandato que negociávamos com os nossos parceiros visava acabar com a austeridade e permitir que a prosperidade e a justiça social regressassem ao nosso país.
Era um mandato com vista um acordo sustentável que respeitasse quer a democracia, quer as regras europeias comuns e que conduzisse à saída definitiva da crise.

Ao longo deste período de negociações, fomos convidados a executar os acordos concluídos pelos governos anteriores através dos memorandos, embora estes tenham sido categoricamente condenados pelo povo grego nas recentes eleições.

Apesar disso, nem por um momento pensámos em render-nos. Isso seria trair a vossa confiança. [Read more…]

No Ultimatum…

Nada perdemos com o Ultimatum. Nada. Todo aquele imenso território reivindicado pela demagogia que já imperava no palácio de S. Bento e no apêndice que era a Sociedade de Geografia de Lisboa, consistia numa reivindicação de vaidades. Nada mais.

O que agora temos sofrido, é bastante mais grave. Um alemão e um dinamarquês saem do seu hotel, passeiam-se Avenida da Liberdade abaixo e chegando ao Ministério das Finanças ou ao Banco de Portugal, querem ver livros de contas,, projecções de dados e contratos. Como se de fiscais das Finanças se tratassem, muito bem esmiuçam a contabilidade de uma empresa de duvidosa reputação. São hoje, os verdadeiros tutores de Portugal, agindo por conta de não se sabe bem de quem e do quê.

Um Presidente checo de apelido alemão, zomba abertamente do Sr. Cavaco Silva e isto, na visita oficial que este último realizou a Praga. Um anafado comissariozinho europeu de oleoso nome, escarnece abertamente do ainda Presidente da ainda República Portuguesa. Um Presidente de uma Comissão que age por iincumbência de um certo governo, rosna e ameaça, sendo ele um dos muitos responsáveis pela situação. Franzindo o sobrolho e bem carrancudo, “aconselha”, porque senão…

Quase nos arriscamos a afirmar que se num ímpeto magnífico, um grupo de militares esta noite hasteasse a Bandeira azul e branca em Belém, S. Bento, C.M.L e Castelo de S. Jorge, amanhã teríamos um feriado de arromba, com milhões de jubilosos desfilando nas ruas. Cientes dos sacrifícios que se avizinham, pelo menos não teriam de suportar as carantonhas dos algozes de longos anos.

 

 

Do Ultimatum ao reconhecimento britânico de 1911

De todo o longo processo que o PRP desenvolveu no sentido da subversão do regime da Monarquia Constitucional, a questão da Aliança Luso-Britânica foi sempre um dos principais polos de virulenta propaganda. Mesmo antes dos acontecimentos decorrentes do Ultimato de 1890, os feros ataques ao predomínio da Inglaterra em Portugal, consistiram no eixo primordial da acção política, onde um nacionalismo de laivos retintamente demagógicos, visava antes de tudo, mobilizar uma parte da facilmente excitável e ociosa população das duas principais cidades portuguesas.

Num período onde a expansão colonial atingiu o climax e ameaçou a Europa com a eclosão de uma guerra generalizada, Portugal conseguiu preservar um relevante património colonial, objecto da cobiça dos novéis actores da cena internacional, como a Bélgica de Leopoldo II – a questão do Congo – e logo após a unificação de 1871, o II Reich do Kaiser Guilherme I e do chanceler Otto von Bismack. A arbitragem a que Mac-Mahon foi chamado para decidir (1875) a posse do valioso território banhado pela baía do Espírito Santo (Lourenço Marques), deveria ter representado para a opinião pública nacional, num claro sinal demonstrativo da necessidade da manutenção de um firme apoio britânico à posse portuguesa dos estratégicos e potencialmente ricos territórios em África. De facto, Lourenço Marques era o porto natural do hinterland sul-africano e num ponto de partida da mão de obra destinada às minas do Rand. O desencadear da segunda Guerra Boer (1899-1902), valorizaria enormemente a área geográfica que os britânicos displicentemente designaram até à década de 30 do século XX, como Delagoa Bay.

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Estórias de quixotescas correrias, ideais e conspirações à portuguesa


O que podem trazer a Portugal os ânimos exaltados e um caldeirão de conspiratas de café, arremetidas à D. Quixote, sortilégios e ideais messiânicos de salvação colectiva?

Embora o Aventar seja um blog plural – sem encapuzados, vendados, portadores de punhais ou de círios votivos -, o dia que hoje alguns comemoram deve ser respeitado e assim remeto para outras paragens, o relato dos acontecimentos que tiveram o seu epílogo às 11 da manhã – hora deste post -daquele já distante dia de 1891. É que tudo acabou em bem, como devia e exige a legalidade e o Estado de Direito!

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No Centenário: o outro Ultimatum


A tentativa francesa de criação de um império colonial teve início no século XVI, quando uma expedição fundou a França Antártica (Rio de Janeiro, 1555) e mais tarde, a França Equinocial (Maranhão, 1612). A resposta portuguesa frustraria estes planos de estabelecimento na América e assim, a par das guerras pela hegemonia na Europa, os franceses foram conseguindo ao longo de todo o século XVII, fundar entrepostos comerciais na costa hindustânica e na zona compreendida entre a Birmânia e a China. Desta forma, os emissários de Luís XIV ganharam uma desmedida preponderância no Sião, até uma violenta reacção local eliminar quaisquer veleidades em transformar o reino numa colónia. Na Índia, o inicial ímpeto de conquista esboroou-se com a derrota na Guerra dos Sete Anos que conduziu à perda de todos os territórios no subcontinente – com a excepção daquilo a que Paris passou a designar de comptoirs que se manteriam até à independência da U.I. em 1947 – e principalmente, à eliminação e conquista inglesa da importante colónia do Quebec. Desta forma, nos primeiros momentos do império de Bonaparte, a França possuía uma presença residual nas Caraíbas e na costa indiana, além de alguns arquipélagos no Índico. [Read more…]

Centenário da República: o Ultimato

Um dos acontecimentos que mais contribuiu para o desgaste e descrédito da instituição monárquica foi a questão do Ultimato que, em 11 de Janeiro de 1890, faz hoje 120 anos, o governo britânico (que designava o documento por «Memorando») entregou ao governo português exigindo a retirada das forças militares existentes no território compreendido entre as colónias de Moçambique e Angola, a maior parte nos actuais Zimbabué e Zâmbia), a pretexto de um incidente ocorrido entre portugueses e Macololos. A zona era reclamada por Portugal, que a havia incluído no famoso Mapa Cor-de-Rosa (que vemos acima), editado pela Sociedade de Geografia de Lisboa, em 1881, reivindicando, a partir da Conferência de Berlim de 1884/5, uma faixa de território que ia de Angola a Moçambique. Vejamos o mapa em versão simplificada.


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