PCP: João Ferreira, és tu?

“Após a invasão da Polónia pela URSS, na sequência do Pacto com Hitler, o PCP deu esta “explicação” aos seus militantes. Afinal nada do que todos viram suceder tinha acontecido – de acordo com a visão afunilada dos estalinistas de 1939. Tal como hoje. Tanta atualidade 83 anos depois…”, Carlos Abreu Amorim, Facebook, Março de 2022.
O documento foi originalmente publicado por Maria José Oliveira (Journalist; researcher (@ihc_fcsh
, @hah_africa @osomeafuria); History Phd cand.@nova_fcsh & @uniovi_info; Book: WWI port. POWS; Dickens & George Eliot addict)

Polónia e Estados Bálticos accionam artigo 4° do Tratado do Atlântico Norte

Via Associated Press

Anda um espectro pela Europa, o seu nome é Vladimir Putin, e é bom que os poderes da velha Europa se aliem para lhe fazer frente

A ameaça a Leste nunca deixou de o ser, apesar do alegado desanuviamento da era Yeltsin. Vladimir Putin, uma espécie de Estaline 2.0, tem hoje um poder desmesurado, reforçado por quatro anos de enfraquecimento do hard power ocidental, uma das muitas consequências do consulado do idiota-útil Trump, e representa, agora mais do que nunca, pelo menos desde a desintegração da União Soviética, uma ameaça permanente para as democracias liberais da Europa. Vale a pena ler a peça da jornalista Ana França, no Expresso, que sintetiza bem aquilo que se está a passar.

Comecemos pela Ucrânia: em 2014, Putin invadiu e anexou a Crimeia. Num ápice e sem que a comunidade internacional movesse mais do que os lábios e os dedos para declarações contidas, cobardes e circunstanciais. Desde então, tem apoiado os separatistas russos na região de Dombass, parcialmente controlada pelas milícias apoiadas pelo Kremlin, onde o risco de novo Anschluss é real. Desde então, mais de 14 mil pessoas perderam a vida no conflito.

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Portugal não é a Hungria

Sinto a minha inteligência insultada, verdadeiramente insultada, sempre que me tentam vender a narrativa da imprensa nacional no bolso de Costa, ou dependente das suas ordens, ou condicionada na sua actividade pelos humores do Partido Socialista. Bem sei que o poder, aqui como em qualquer lado, tem algum ascendente sobre algumas redacções, e Portugal não é excepção, mas basta olhar para quem manda nos jornais, rádios e televisões, analisar para que lado do espectro pende a maioria dos cronistas, perceber o fosso que existe, nas TVs, entre a quantidade de comentadores afectos aos partidos de esquerda e aos partidos de direita (com os casos gritantes de CDS e PCP, o primeiro por ter uma presença largamente superior à sua representatividade, o segundo por praticamente não existir, apesar de ser a quarta força no Parlamento e a terceira ao nível autárquico), entre outros aspectos – cuja enumeração exaustiva não pretendo fazer, por não ser disso que se trata esta pequena posta – para perceber o que realmente se passa neste país.

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Refugiados, neofascistas e o triunfo de Vladimir Putin

Que insistimos em nada aprender com a história, já todos sabemos. Que países como a Polónia queiram construir muros para não deixar passar os refugiados que chegam à sua fronteira provenientes do Afeganistão, depois das atrocidades de que foram alvo antes e durante a Segunda Guerra Mundial, quando milhões de polacos fugiam aos nazis e aos soviéticos e eram eles os refugiados a bater à porta das democracias europeias, é só a prova de que a ânsia de alargar a União Europeia até aos limites fronteiriços da Federação Russa, em cima do joelho e sem salvaguardas que garantissem o total respeito pela democracia, pela liberdade e pelos direitos humanos, foi um erro tremendo. Tanto trabalho para encurralar Putin para agora termos um exército de pequenos Vladimires instalados na União Europeia, não só Leste mas também a Ocidente. Que digam Le Pen e Salvini, um dos heróis do fachito que temos por cá, a quem só falta andar com uma t-shirt de Putin.

Oh, wait…

Combater o vírus da evasão fiscal para salvar a União Europeia

TH

Imagem via Pressenza

Dinamarca, Polónia e França tomaram uma decisão muito sensata e corajosa, ao excluir todas as empresas sediadas em paraísos fiscais de qualquer apoio estatal, no âmbito do combate às consequências económicas da pandemia. O meu aplauso e votos de que o governo português tenha a mesma coragem e sensatez. Que este seja o primeiro passo para um boicote total da UE à evasão fiscal, e que todos os membros lhes sigam o exemplo. E que o segundo seja um projecto de harmonização fiscal no seio da União, para acabar com as práticas desleais e contrárias ao espírito que está na base da sua constituição, das quais países como a Holanda, o Luxemburgo e a Irlanda não querem abdicar. Se queremos sobreviver e sair desta crise com uma União Europeia mais coesa, mais justa e mais solidária, ao invés de ficarmos sentados a assistir ao seu colapso, o momento de agir é agora.

Padres polacos queimam livros da saga Harry Potter

“Onde se queimam livros, acaba-se a queimar pessoas.” Heinrich Heine

A single postcard from Krakow

«Sou muito cosmopolita…

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sinto-me o mesmo desgraçado em toda a parte», escreveu Manuel Rivas, num livro de crónicas que li há uns anos. Pensei nisto hoje quando realizei que tinha tomado o pequeno almoço em São Petersburgo, o almoço em Moscovo, o lanche em Viena e o jantar em Cracóvia, onde estou neste momento. Não que me sinta desgraçada, ou sequer cosmopolita, mas a frase de Rivas veio-me à cabeça. Por muito que andemos, por muito que vamos e regressemos a casa, somos sempre os mesmos, pelo menos no modo como sentimos as coisas, no modo como olhamos para as coisas.

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Ainda sobre ultimatos

a União Europeia fez um aos fascistas que governam a Polónia.

Tiques totalitários que não incomodam as pessoas de bem

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Enquanto o ministério da propaganda insiste na estratégia de colocar a extrema-direita violenta e racista no mesmo saco que o Syriza ou que o acordo parlamentar português, a realidade insiste em recordar-nos, a cada momento, o quão imbecil são a comparação e os sujeitos mesquinhos que a procuram transformar em verdade absoluta.

Corrijam-me se estiver errado, mas não tenho recordação de Tsipras ou Costa manifestarem interesse em legislar no sentido de controlar e manipular a imprensa nos seus países. Em sentido contrário, o regime polaco de extrema-direita, por cá amaciado como sendo “ultraconservador”, promulgou uma lei que permite hoje ao governo controlar a imprensa pública, apesar da condenação estéril da União Europeia, que não se ensaia muito para detonar as economias do sul mas que revela sempre alguma dificuldade em contrariar os ímpetos totalitários da extrema-direita europeia. [Read more…]

Miguel Poiares Maduro encerra a silly season com chave de ouro

MPMaduro

Miguel Poiares Maduro foi dar uma aula às camadas jovens do PSD, apresentando-lhes um exercício bizarro que consistiu em colar o governo português aos regimes polaco e húngaro. Segundo o Expresso, Poiares Maduro considerou que Portugal integra, juntamente com a Grécia, a Polónia e a Hungria, um grupo de países onde governos populistas chegaram ao poder, chegando mesmo a falar num caminho que conduz ao autoritarismo e à tirania. Palavras particularmente duras para o Fidesz, o partido-irmão do PSD que governa a Hungria como mão de ferro, liderado por um fascista assumido, de seu nome Viktor Orbán, que, por ocasião da estreia de Passos Coelho na cimeira de chefes de Estado e governo da UE, afirmou:

Pertencemos à mesma família política (Partido Popular Europeu), cooperávamos por isso ainda antes da decisão da nação portuguesa de lhe pedir para se tornar primeiro-ministro, e temos relações pessoais muito boas. Ele é um homem muito acessível, e por isso é muito fácil de trabalhar com ele.

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Em memória de Goebbels

Imprensa

A União Europeia meteu os ditos no sítio e tomou uma decisão inédita para contrariar o ímpeto totalitário do governo polaco que é conservador mas que aparentemente não é radical. O objectivo é dialogar com o país para tentar reverter a sua deriva extremista de querer controlar a imprensa estatalcondicionar a acção do Tribunal Constitucional. Caso o diálogo não resulte, a Comissão Europeia pondera a aplicação de sanções.

A resposta do governo polaco não se fez esperar. Pela voz do ministro da Justiça Zbigniew Ziobro, o executivo de Varsóvia acusou o vice-presidente da Comissão, Frans Timmermans, de “persuasão de extrema-esquerda“. Resta saber se Bruxelas terá com os polacos o mesmo músculo que demonstrou ter com outros povos rebeldes do sul da Europa. Contudo, não deixa de ser curioso que o país que no passado foi invadido e massacrado pela Alemanha nazi se veja agora em apuros por querer ressuscitar a memória de Goebbels. A história tem destas ironias.

A Polónia restringe a liberdade de imprensa

A nova lei da comunicação social polaca prevê ao seu Ministro das Finanças demitir quem quiser e nomear quem quiser para a direcção dos órgãos de comunicação estatal, numa medida sem precedentes no país. Assim sendo, o Ministro Polaco das Finanças (espanto; porquê o Ministro das Finanças) poderá desfazer a vida a quem, ouse dentro dos órgãos de comunicação social do Estado, criticar as medidas do seu governo, assegurando-se que, daqui em diante, todos os jornalistas que trabalhem no sector público polaco, se coadunem com as instruções informativas que forem ministradas pelo executivo polaco sob o risco de virem a ser saneados. O controlo da imprensa é e sempre foi um pequeno passo que os governantes trilharam para exercer o tão ambicioso controlo social através da manipulação da informação. A lei aprovada na Polónia tem efectivamente esse pretensioso objectivo.

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Dava uma bela presidente

Magdalena OgorekNão vou colocar em causa a competência de alguém que não conheço nem fazer julgamentos antecipados ao estilo da elite parola da extrema-direita obcecada por unicórnios. A menina Magdalena (sim, consta que ainda é solteira) pode ter tanto de competente com tem de atraente. Mas que a escolha de uma ex-apresentadora de TV e ex-consultora de comunicação do Banco Central da Polónia com 35 anos, cuja experiência política parece roçar o nada, para representar os sociais-democratas do SLD na corrida para as presidenciais lá do sítio causa alguma estranheza, isso causa. Agora que dava uma bela presidente, disso ninguém terá dúvidas. Entre esta jovem e o ser que habita o Palácio de Belém eu não pensava duas vezes. O pior que poderia acontecer seria a menina Magdalena mostrar-se tão inútil quanto Cavaco, com a diferença que a cara dela não causaria enjoo e vómitos a ninguém.

Infiltrados, invasões e propaganda

POLAND-US-UKRAINE-POLITICS-CRISIS-OBAMA

No inicio deste mês, o irresponsável e patético mordomo-fantoche Barroso fez correr um boato que dava conta de uma conversa telefónica tida com Vladimir Putin, na qual o presidente russo teria referido, em tom de ameaça, que poderia tomar Kiev em duas semanas. O boato do cherne deu imediatamente origem a manifestações de reprovação por parte dos moralistas ocidentais que também gostam de invadir estados soberanos e os seus soldadinhos de chumbo na comunicação social fizeram o resto do trabalho. De um momento para o outro, Putin preparava-se para tomar Kiev em duas semanas. Era dado adquirido.

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Os polacos não percebem

Por que razão o “Expresso” dá guarida a um raposo. Nós já desistimos de perceber, sr. Embaixador.

Polónia: Nem vão dar pela diferença

 
Todos os políticos que quisessem ocupar lugares de topo, como Primeiro-Ministro ou Presidente da República, só deviam poder concorrer ao cargo se tivessem um irmão gémeo. Assim, se morressem, poderiam sempre ser substituídos pelo irmão gémeo e nem se notava a diferença.
Oops! Lembrei-me de repente do caso português. Já pensaram o que seria um gémeo de José Sócrates? Dois Sócrates?
Não, é capaz de não ser boa ideia. Livra!

Mais uma decapitação polaca

Até podíamos não gostar do presidente Lech Kaczynski ou de algumas personalidades que morreram no acidente, mas qualquer país fica marcado por tamanha decapitação. Especialmente um país com uma história tão sombria e controversa como a Polónia.

A UE vai desintegrar-se ?

George Friedman no seu livro “Os Pŕóximos 100 anos – Uma previsão para o século XXl ” diz coisas assombrosas não fosse estarmos a 100 anos de distância.

A China, vista hoje como o próximo adversário dos US vai fragmentar-se em 2020. A Terceira Guerra Mundial será em 2050 entre os US, a Polónia, a Turquia e o Japão, uma espécie de guerra das estrelas. Em 2080, um sistema de satélites irá recolher energia solar no espaço e enviá-la para a Terra. E o aquecimento global não será um problema porque a população vai diminuir.

A Turquia e o Japão são potências em ascenção. A certa altura vão enfrentar a pressão dos US. Ou se subordinam ou resistem. Vão resistir. A Turquia nunca entrará na UE por causa da imigração e será um dos motivos para a fragmentar. A UE é útil enquanto união aduaneira, faz pouco sentido que a Alemanha e Portugal tenham a mesma moeda. Não haverá um sistema de defesa na Europa para além da Nato nem um exército único. Duvido que o Euro exista daqui a uma geração. A Turquia, com a desintegração da Jugoslávia, a queda da URSS, sendo a 17ª potência económica mundial, está a emergir como potência regional, não faz sentido que entre na UE.

O México já é 13ª potência económica mundial, tem uma base industrial crescente e muitos países estão interessados na sua mão-de-obra barata e hoje já é claro que a emigração ilegal para os US é necessária para os dois países, pois os 12 milhões de Mexicanos ilegais são muito necessários à economia dos US e o México precisa das suas remessas de dinheiro.

É um belo exercício de futurologia mas que trás novos dados e novas hipóteses, Oxalá consigamos escolher as boas e lutar por elas.