Dois Estados e uma só Jerusalém

O que quiz dizer, na verdade, o Primeiro Ministro Israelita com a declaração de que aceita a existência de um Estado Palestiniano?
Precisamos de saber o que é um Estado. É um território e um povo, política e juridicamente organizados!
Ao aceitar a existência de um território está tambem a aceitar a existência de um povo e a sua organização politica e jurídica? Desde logo ressalvou que só aceitaria um Estado desmilitarizado, o que implica que o povo Palestino fique à mercê do próprio Estado de Israel.
Depois explicou que os colonatos existentes se manteriam e deixou no ar a possibilidade de se expandirem. Está a fixar um território. E aceitará uma organização política e jurídica diferentes das que existem em Israel?
E quanto a Jerusalém? Dois Estados, uma só capital? Se sim, com controlo internacional?
Como se percebe Israel entreabriu uma porta que vai durar muito tempo a abrir e muito trabalho a manter aberta.
Foi um passo em frente, dirão os optimistas.Não ofereceu nada, dirão os pessimistas.
Uma coisa é certa. Um território e um povo, mesmo que não sejam um Estado, não desaparecem do mapa, por mais bombas que se usem.
E, perante a força de Obama e o seu discurso sensato, Israel por uma vez, não pode fazer de conta que não ouve.

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