Promessas e Dívidas socráticas não cumpridas

O DN trás hoje na primeira página a toda a largura. Estado deve 102 milhões a fornecedores ! Dívidas vencidas, claro está, porque o que deve no seu conjunto é muitissimo mais.

Em vez de promessas diárias que todos sabemos não estar em condições de cumprir, bastaria pagar o que deve, que é muito e que atira muita gente para o desemprego e muitas empresas para a falência. Mas a verdade e a realidade são dificeis de entender para este governo.

Este dinheiro, que é devido, não se trata de subsídio nenhum, há que notar, íria direitinho para as tesourarias das empresas apoiando a maior dificuldade que as empresas enfrentam nesta altura. Desde o principio da crise que muita gente anda a dizer isto mas o governo não houve e tem mesmo raiva a quem diz isto. Esta coisa da tesouraria das empresas é coisa de somenos, não tem dignidade de Estado, é assunto de mercearia. Os investimentos que só darão fruto daqui a um ano ou dois, os negócios internacionais que vêm cá sacar subsídios e os contratos tipo Contentores de Alcântara, esses sim, interessam ao governo.

Mas a economia tem regras que nenhum PM, por mais único que seja, não pode mudar, o dinheiro tem que circular, tem que chegar à economia real, às pessoas, às empresas, não pode ficar nas mãos dos bancos que retraem o crédito nas situações dificeis.

Mas que seja o próprio Governo a não entender este principio tão importante e que seja ele próprio, um dos causadores da paupérrima situação em que as PMEs se encontram, é coisa que custa a entender.

Mas vêm aí mais promessas …

Comments

  1. Snail says:

    Aquela do metro para Loures merece 20 valores (numa escala de 0 a 20, claro).Então não é que a obra só começará em 2010 e o só terminaria lá para 2012?E ainda dizem que o Homem não é Ingenheiru? Com uma planificação destas, até me espanta como não há mais cerimónias semelhantes.Aliás temos também a fábrica dos aviões brasileiros em Évora que só irá ser concluida em 2012 mas já teve direito a cerimónia pública, com a presença do senhor Ingenheiru, claro.Daqui por uns anos, o solo da província denominada Portugal e integrada no reino de Espanha só terá pedras, primeiras pedras, relativas às inaugurações feitas durante 2009. Quem chegar até lá, cuidado com os dedinhos dos pés: se não os levantarem bem do chão, andarão com eles todos embrulhados em gesso.

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