A Segurança Social – o que o governo não diz

Com a dita reforma da Segurança Social não se resolveu o problema, longe disso, adiou-se o problema por uns anos, poucos.

Bàsicamente, o que o governo fez foi aumentar os anos de desconto, de trabalho, e diminuir as pensões, que é uma forma escorreita de aumentar as receitas e diminuir as despesas, tudo à conta do trabalhador. O resultado desta reforma é que daqui a uns cinco anos o utente que vá para a reforma, vai com 65 anos de idade, 35 anos de desconto e com cerca de metade a que teria direito se tivesse saído cinco anos mais cedo. Porque quem saiu antes da reforma está amplamente beneficiado.

O que é isso de Privatizar a Segurança Social ? Seria entregar a Companhias de Seguros privadas os descontos dos trabalhadores para serem aplicados no mercado de capitais. É isto o que Manuela Ferreira Leite defende? Não, o que MFL defende é que 25% dos descontos possam ser aplicados a render no mercado de capitais mas mantendo-se o Estado como gestor.

E o plafonamento ? Os trabalhadores descontam para a Segurança Social até um certo plafon (limite) e a partir daí cada qual aplica os seus descontos onde muito bem entenda. Pode até aplicar tudo na Segurança Social gerida pelo Estado.

E o que é que interessa ao trabalhador ? Interessa que quando chegar a sua altura de passar à reforma receba o estipulado segundo os seus anos de desconto e a sua idade. Ou poderá interessar receber mais se correr o risco de ter os seus descontos total ou parcialmente aplicados no mercado de capitais? É que neste caso pode receber mais mas tambem pode ficar sem reforma como aconteceu a milhões de cidadãos americanos na presente crise!

Fica claro que só há uma maneira de tornar sustentável as pensões. Criar riqueza, criar postos de trabalho, criar gente nova capaz de renovar demograficamente o país e torná-lo melhor.

Todos querem abocanhar o seu quinhão do nosso dinheiro, mas quem é que tendo bom senso, vai jogar a sua própria casa no casino? E os que defendem a privatização tambem não dizem que se as pensões se evaporarem quem paga, outra vez, são os mesmos de sempre. Não foi o que aconteceu com a banca ainda há bem poucos meses?