A ladaínha do Orçamento

Já aí está. Vem sempre nesta altura, Outono do Orçamento Geral do Estado, como as ladaínas da minha terra voltam na Páscoa.

 

Os vencimentos de miséria não podem ser aumentados, as empresas não aguentam, são as PMEs que exportam apoiadas em baixos salários. A Função Pública nem pensar, arrastam tudo, qualquer aumento é a miséria e as falências. Todos os anos, ano após ano, sem vergonha.

 

Mas a ladaínha das remunerações milionárias tambem já anda por aí, é preciso segurar os cérebros, os tais que colocaram este país, novamente, na cauda dos países mais pobres da UE, e dos mais injustos! Que vão embora! Mas vão embora para onde? Alguem os quer?

 

A ladaínha é cantada em únissono, num país governado à vez por um partido que se diz socialista e outro que se diz social-democrata, que deveriam ser partidos com consciência social e reformista, virados para uma economia moderna assente na educação, na inovação e na investigação, mas que só fazem pontes e autoestradas. 

 

De braço dado com empresas monopolistas e/ou em cartel, este Estado que abafa o empreendorismo, que pesca à linha politica as empresas que apoia e facilita, já tem aí as "beatas" de serviço.

 

Taxar os ganhos de capital em 20%? Fogem, outra desgraça, numa prática fiscal que penaliza os pobres e a classe média, só pensar em taxar as fortunas arrepia esta gente. Fogem? Mas para onde? Para os países a sério, onde as políticas são nacionais e prosseguem a equidade fiscal?

 

As mesmas empresas que recebem ajudas milionárias do Estado, que fazem contratos de "contentores de Alcântara" por ajuste directo, por 30 anos, fogem?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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