Ladrões, gatunos, corruptos, podres

Ladrões, gatunos, corruptos, podres.

Gente sem ponta de dignidade

 

Sempre que abro o jornal eles aparecem.

Na operação X, na Operação Y, na operação Z, a Polícia Judiciária lá os vai apanhando.

Qualquer dia não há alfabeto que chegue para o número de operações.

Ele é nos Bancos, nas empresas, nos governos, em todas as instituições!

E eu com medo quando regresso a casa um pouco mais tarde. Comparada com o país, a minha rua é um sossego, uma segurança e tranquilidade. Perigoso, muito perigoso é viver nesta sociedade engravatada, pois o ladrão, o vígaro, o gatuno, o larápio surge de Mercedes, gravata e luva branca. São tantos que já se tornam banais. O carteirista de rua, esse está fora de moda, em extinção. Rouba vinte ou trinta euros, o que não é motivo para operações de judiciária, vai dentro, mas como dá mais despesa do que o roubo, salta para a rua. O que rouba vinte ou trinta milhões, fica fora, goza ainda por cima, diz que tem a consciência tranquila e as mãos limpas e é tratado como um senhor sério. Esta gente não terá pais, filhos, netos? Com que lata lhes mostram a cara? Quem perde o respeito por si próprio, não tem mais nada a perder. Como não há justiça, a única solução seria uma pandemia de gripe dos corruptos, com virulência tal que nem semente deixasse.

 

Comments


  1. Os gajos compravam a pandemia. Seria melhor termos uma Justiça independente, uma comunicação social que não satisfaça encomendas e uma sociedade civil que não olhe para isto como uma certa condescendência…

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