As Perguntas do Dia

Por que é que anda para aí um montão de gente preocupada com a dívida da Câmara de Gaia (que se analisada per capita anda pelo meio da tabela) e ninguém se lembra de que o défice, ainda monstruoso, da Câmara de Lisboa tem sido substancialmente reduzido à custa de todos nós, que comprámos por 100 milhões de euros os esgotos da capital, um negócio nauseabundo, que cheira tão mal como o da venda dos terrenos do aeroporto e a oferta dos terrenos da frente ribeirinha? […] Por que é que a Câmara de Lisboa, com mais de 12 mil funcionários, é o maior empregador do concelho e isso nunca vem à baila quando se acusam algumas autarquias do interior por serem as maiores empregadoras do seu município?

Jorge Fiel

Comparadores de Pénis

constituintes dos genitais masculinosO exercício do blogger é o de manifestar algum pensamento com o máximo liberdade e verdade emocional. O que se escreve sente-se com as tripas. Daí uma linguagem mais dada ao coloquial e às interjeições e vernáculos do nosso descontentamento. Gostar do que se gosta. Detestar o que se detesta, isso passa rente à pele e como nenhum inócuo artigo de jornal o faz. A capacidade para fazer sentir ideias e seduzir intelectualmente para elas mora na bloga e noutros domínios da rede, mas os seus efeitos são imediatos e consolidam, como um fermento, as moções da grande massa de cidadãos. O socratismo percebeu demasiado bem essa importância de gerar um conjunto de blogues e de federar um conjunto de bloggers, os quais, devidamente avençados, coordenassem e sincronizassem a apresentação quotidiana da mundividência exclusivista que esses dois Governos quiseram passar, ainda que a realidade íntima das contas, das acções e das movimentações de bastidores indicassem o conhecido rumo inexorável em direcção aos cornos da realidade.

Hoje vivemos noutro modelo de relação do Governo com a bloga. Não é possível vender a austeridade como se vendia o optimismo mais imbecil, rapace e charlatão. Não se pode falar bem da dor, da fome, da inactividade profissional. A política de austeridade é o que é. Uma merda. Uma necessidade. Visa corrigir as consequências de um modo de governar que resolvia problemas à superfície, atirando uma torrente de dinheiro sobre eles. Há quem diga que a austeridade tem sido extrema. Do meu ponto de vista, ela foi concentrada no tempo, nos últimos dois anos. Teria de ser. Foi uma escolha estratégica. Se se colocarem na pele de um Governo que surgiria sempre como odioso por cortar de modo extremo durante dois anos, hão-de concluir que não seria justo ficar tal Governo com todo o ónus político por ter feito o que devia e seria incontornável fazer numa legislatura: salvar o País, represtigiá-lo, recredibilizá-lo externamente; apertar a gestão das contas públicas segundo um modelo sóbrio, sólido, sustentado, realista; e, claro, com isso penalizar milhões de cidadãos. E depois?! [Read more…]

Não há dinheiro …

… mas houve mil milhões para cancelar contratos swaps. Há a questão da ministra que mentiu,  ou não, mas ainda mais importante é saber quem é que assinou esta porcaria.

Quem é que assinou estes contratos de swaps? Qual é a responsabilidade do PSD? E do PS?

É muito giro ver o PS pedir demissões como se esta escandaleira lhe fosse alheia. Mas onde estão os nomes? Eles existem,  os swaps não nasceram incógnitos. É nisto que a discussão se deve centrar e não na ministra que me parece ter mentido e que, portanto, só tem uma saída, seguida da imputação do custo da sua acção tardia e, quiçá, errática.

Chega de usar a peneira da demissão para não se falar do que é de facto importante. Quem é que assinou estes negócios que já comeram um quarto dos famosos 4 mil milhões que querem cortar na despesa do estado?

Nomes. Crime e castigo.  O resto só deve vir a seguir. Nunca antes, como tem sido estratégia do PS.

Vitor Sousa Censura Comentários no Facebook

candidato-vitor-sousa-1O actual número dois do executivo bracarense, Vitor Sousa, tem por hábito frequente censurar comentários e perguntas que os seus potenciais eleitores lhe colocam na página de facebook, que utiliza de forma entusiasmada para dialogar com os cidadãos.
Dialogar não, que o diálogo pressupõe sempre que há o outro, a outra parte; no caso de Vitor Sousa, a sua página de campanha é um monólogo, um entediante e repetitivo monólogo de Vitor Sousa com Vitor Sousa.
Hoje Vitor Sousa brindou o seu povo com a divulgação de um vídeopago com dinheiros públicos e também publicado na páginda de facebook do próprio município! – onde dá conta de “Projetos de Regeneração Urbana, desenvolvidos entre 2009 e 2013“.
Na verdade, 90% dos ditos projectos 2009-2013 estão ilustrados com imagens… virtuais, como pode ser comprovado aqui. Ora, para final de 2013 faltam alguns meses: resta saber, por exemplo, se há ainda tempo para implantar o famigerado parque das Sete Fontes – 20 mil hectares! -, num local que até data recente este mesmo executivo – e Vitor Sousa – tinham viabilizado como zona de construção…
E os 45 hectares do chamado Parque Norte? E a pista ciclável no rio Este, em leito de cheia: aguentará as chuvas de Novembro? E os quase 29 km de ciclovias na cidade: onde estão?
E os 35 hectares do Parque Oeste? Onde? Crível só mesmo a informação de que a Câmara Municipal de Braga já plantou 8.979 árvores e arbustos.
Vitor Sousa faz-me lembrar a EDP e a sua relação imatura com os meios de comunicação franca.
É este o homem que quer governar a dita terceira cidade de Portugal?