Nuno Crato quer despedir funcionários

NUNO-CRATO-PORTRAIT-RETRATOA menos de um mês de começar o ano lectivo, numa altura em que já devia estar preparado há meses, o Ministério da Educação continua a aproveitar, como nunca, o mês de Agosto para lançar medidas perniciosas sobre as escolas e sobre as pessoas que aí trabalham.

Agora, a menos de um mês de começar o ano lectivo, as escolas estão a receber ordens para transferir para outros estabelecimentos os funcionários considerados excedentários. Ao contrário do que o Ministério da Educação afirma, não se trata de um procedimento habitual, mas sim inédito. Também ao contrário do que afirma o Ministério da Educação, a transferência não é voluntária.

De qualquer modo, convém lembrar que, para pessoas mal pagas como é o caso destes funcionários, uma simples deslocação de 30 km pode significar um aumento de despesa, o que é ainda mais grave num contexto em que os rendimentos baixaram de modo substancial.

Curiosamente, ou talvez não, esta medida surge pouco depois de o Ministério ter proibido a criação de turmas nas escolas, o que servirá para criar a ideia, mais uma vez artificial, de que há funcionários a mais: na realidade, havendo, ainda que momentaneamente, menos alunos nas escolas, é fácil vender a ilusão de que há trabalhadores excedentários. [Read more…]

Briefings

Hoje é dia de briefing? E amanhã? E depois? Acabaram outra vez?

Passos Coelho não confia em Portas

Passos Coelho interrompe as férias para presidir ao Conselho de Ministros que deveria ser presidido por Paulo Portas.

Porta dos Fundos foi ao Banco

Aquele ali ao fundo não é secretário de estado? ou já foi?

Silly Season mas não tanto

Gostaria que alguém me explicasse o que raio passou pela cabeça da VISÃO e do jornalista Luís Almeida Martins, para escrever um artigo laudatório sobre o Marquês de Pombal a comparar o que não é comparável (a situação do Portugal no século XVIII com a situação portuguesa hoje em dia) e repleto de todo o tipo de banalidades. Esperava-se mais da VISÃO, especialmente num artigo que faz a capa da revista (Nº1066, 8 a 14 de Agosto).

As banalidades sucedem-se e lamentavelmente verifica-se que o senhor jornalista não deve ter lido um único livro (para além do Memorial do Convento que é tão válido como a Hilary Mantel a escrever sobre o Thomas More) sobre o que está a escrever: O Convento de Mafra foi uma inutilidade, D. João V foi o pior rei que Portugal teve, o Marquês de Pombal salvou o país. O Marquês de Pombal salva o país porque há um para salvar  porque é D. João V que consolida a posição de Portugal na Europa depois do país ter passado 60 anos integrado numa Monarquia compósita porque se não fosse a política diplomática das embaixadas ao Papa, da construção do Convento de Mafra, num século onde a diplomacia se mistura com o poder absoluto dos monarcas, com o despotismo iluminado, com Luís XV e Versalhes, em que a política vivia das aparências e do poder não só que se tinha, mas que se devia parecer ter, era necessário o Convento de Mafra, tal como era necessário o Patriarcado (isto porque o Papado só reconheceu Portugal como reino independente da monarquia Hispânica vários anos depois de 1640). Tratar isto como um capricho de um rei para que a rainha ficasse grávida é de uma simplicidade estupidificante que fica francamente mal à VISÃO.

Depois vem a historieta de ai-ai a Inquisição do D. João V como se o Marquês de Pombal tivesse sido um revolucionário, um modelo de virtudes democráticas e defensor do Estado Social. E não há neste artigo uma única referência a um livro ou a um historiador. Não me admira. Eu sei que isto é Verão e não se aprecia ter muito trabalho no Verão mas isto faz capa. Já estou como dizia o David Starkey aqui há umas semanas a respeito do livro da Hilary Mantel: “ela escreve muito bem, eu é que não a consigo ler porque sou um historiador Tudor.”

Escolher a escola dos filhos

O Governo que (não) nos governa pode ser dividido em dois grupos:laranja-podre

– o dos boys incompetentes e sem qualquer tipo de valor ou pensamento político. Limitam-se a viver à nossa custa – passaram todos pelas jotinhas;

– o dos boys de extrema-direita que sabem muito bem o que têm para fazer e que têm tentado cumprir com eficácia a missão que têm em mãos.

Este último é claramente mais perigoso e Nuno Crato é a prova disso mesmo. Nos últimos dois anos arrumou para canto mais de vinte mil professores e até conseguiu passar a ideia que havia, na Escola Pública, professores a mais. O que ele fez foi simples: acabou com o Estudo Acompanhado, reduziu as horas de algumas disciplinas, etc… Ou seja, diminuiu a resposta da Escola Pública e o apoio aos alunos. E, como sempre, são os mais fracos que vão perder mais.

Mas, a marca ideológica de Nuno Crato, já vincada com o exame da 4ª classe, atinge agora um novo patamar. Numa proposta entregue à FENPROF abre as portas ao cheque-ensino e à liberdade de escolha da escola. Não é uma ideia nova e é mais um passo no caminho que tem vindo a ser trilhado – entregar a Educação ao deus Mercado.

Tenho a certeza que a esmagadora maioria dos eleitores do PSD estarão contra a entrega do serviço público de educação aos colégios, mas neste momento, quem tem o poder laranja está longe de ser do PSD.

Claro que um leitor menos atento (que não passam pelo Aventar, claro) poderia pensar que é excelente a possibilidade de escolher a escola do filho, ainda por cima se lhe for possível optar pelo colégio xpto lá da terra. Mas, seria mesmo uma boa ideia? [Read more…]

Ensino e genuflexão do estado

crucifixo escola
Grupo GPS à parte, a ideia em cheque é esta: as escolas católicas seleccionarão os meninos e meninas bem comportados que frequentarão as suas catequeses. Quem paga? nós. Legitimidade? nenhuma. Estado laico? fica para os meninos e meninas mal comportados que ainda não foram despejados no esgoto, perdão, no ensino vocacional.

Mais cara, de pior qualidade, sustentado por todos nós,  pretende-se engordar esta gordura do estado. Numa altura em que nas pensões o governo separa a autoridade judicial e armada dos cortes, faltava a prendinha à igreja.

Deus, Pátria, e uma família governamental de netos de putas com mães em igual meretrício. É o que temos.

No reino do absurdo

Um “liberal” a defender subsídios do estado a negócios privados.  Absolutismos.

“Com Papas e Bolos”

o-vitor-na-tua-casaO candidato à Câmara Municipal de Braga Vítor Sousa, imbuído de espírito natalício e democrático, propõe-se agora, como acto de campanha eleitoral, visitar a casa de uma família bracarense para lá, “sem grandes confusões de campanha“, dar a conhecer “as suas ideias, as suas propostas”.
A iniciativa seria notável e admirável caso Vítor Sousa, negando o espírito democrático e de cidadania que agora apregoa, não tivesse censurado e removido comentários e perguntas da sua página de campanha no facebook. Não o fez nem uma nem duas vezes.
Resta saber se mais alguém que não eu – um potencial eleitor que Vítor Sousa não quer como tal – foi bloqueado na sua página “democrática”.

Também tu? E tu?

Estou longe, felizmente muito, de perceber o que é uma swap. Dá para perceber que é uma forma de alguns ganharem dinheiro à custa do Estado. Sempre em grande quantidades e por isso passível de distribuições generosas pelos amigos.

visao

E, se Rui Machete é o exemplo supremo do centrão Luso, não deixei de me espantar com o PSD ontem. Fiquei de boca aberta quando vi o Marco António  a falar destas coisas. É que também por cá, por Gaia, há muito que se fala da relação impossível entre Menezes e as boas contas, bem como das Swaps que Guilherme Aguiar (Vereador PSD) seria responsável. A visão de hoje confirma e demonstra o que todos já sabiam – Guilherme Aguiar, uma das escolhas do PSD para Gaia, é responsável por uma boa parte dos problemas financeiros de Gaia. E, se foi assim como Vereador, o que poderia acontecer, na Presidência? [Read more…]

A podridão da política

Cortes nas reformas deixam políticos de fora

Mais um a falar de podridão

Primeiro Machete, agora Pais Jorge. Ambos a falarem de podridão na política.  E saberão bem do que falam. Ambos estiveram no olho do furacão,  Machete no BPN,  Pais Jorge nos swaps. Depois da navegação na podridão que arruinou o estado,  ei-los a comandar os destinos desse mesmo estado. Melhor exemplo do “lado podre da política” do que isto? Como é que dizia o outro? Era metê-los todos no Campo Pequeno…

Já agora,  falando de Citigroup,  lembram-se de quem é que vendeu a dívida do estado ao Citigroup há uns anos?  Uma tal de Ferreira Leite do PSD. E quem foi o entusiasta do esquema financeiro das PPP-faço-eu-a-obra-outros-que-a-paguem? Um tal de Cravinho do PS,  a seguir as pegadas dum tal Ferreira do Amaral do PSD. E quem as continuou sem pejo? Um tal Sócrates do PS.

A podridão banca-estado não é propriamente novidade e as virgens fingidas que dela se queixam sabem bem do que falam. Olhando para os currículos de ministros e secretários de estado, a banca parece uma agência fornecedora de recursos humanos, independentemente da cor do governo. Podridão? Putrefacção.

Swaps

nós fazemos uma aposta no casino, podemos ganhar (e o casino pode perder), mas no final do dia o casino ganha sempre porque é ele que domina as regras do jogo e as constrói em seu favor.

A ler.