Simulador de rescisões

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Governo lança simulador para quem queira rescindir com o Estado

Férias

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A cultura também é um negócio

E cada um deve gerir o seu como bem entende. Chegado a Portugal, fui visitar uma livraria que desde sempre gosto de frequentar, com o intuito de abastecer livros que permitam satisfazer os meus hábitos de leitura durante meses. Saí de mãos a abanar. Não estou preparado para comprar livros escritos em brasileiro, exceptuando autores brasileiros, como é óbvio. Os autores ou editores, nem sei bem a quem imputar a responsabilidade, são livres de aderir ao A.O., mas eu não serei menos livre em escolher como e onde gastar o meu dinheiro. É que a leitura sempre foi para mim um prazer. Mas com esta ortografia na qual não me revejo, deixei de comprar jornais. Agora vão também os livros. Não gosto do A.O., prefiro reduzir drasticamente os meus hábitos de leitura. Ainda que acabe por ler títulos ou autores que considere mesmo indispensáveis, seguramente que o meu protesto visará atingir o ponto onde posso ser mais eficaz no protesto, evitando a compra. A escolha foi da indústria livreira, pois as escolhas têm consequências…

Vendo a minha colecção de postais ilustrados antigos

Alguém interessado ou mando para o lixo?

Grafias duplas e uniformização ortográfica

Lúcia Vaz Pedro é professora de Português e formadora do acordo ortográfico. Declarando estar ciente de que há, ainda, muitas dúvidas acerca do novo acordo ortográfico, promete dedicar o mês de Agosto a esclarecer “as questões mais problemáticas sobre esse assunto”, começando “por abordar a supressão das consoantes mudas”. Vale a pena acompanhar o esforço da articulista.

No segundo parágrafo, afirma que a dita supressão é a “maior alteração na ortografia da língua portuguesa, na variante lusoafricana [sic]”. Para além de existir um problema grave na solidez dos alicerces legais que sustentam a aprovação do chamado acordo ortográfico (AO90), a verdade é que, nos países africanos lusófonos, não está a ser aplicado. Conclui-se, portanto, que, na realidade, as alterações incidem, apenas, na variante lusa, sem a companhia da africana. De qualquer modo, seria bom que uma professora de Português, ainda mais se formadora do acordo ortográfico,  soubesse que, com ou sem AO90, se deve escrever luso-africana. Sim: com hífen.

A seguir, faz referência à possibilidade de haver duplas grafias, dependendo da “oscilação da pronúncia”, o que tornou possível o surgimento de oscilações ortográficas, no caso de palavras como espectador e sector, entre muitos outros exemplos. No mesmo parágrafo, aparentemente a propósito, recomenda que devemos ter presente a ideia de que “tendo cada variante a sua pronúncia, deve seguir-se a respetiva [sic] grafia.” Pela mão de Lúcia Vaz Pedro, estamos, mais uma vez, prestes a confirmar que o AO90 não trouxe uniformização ortográfica. [Read more…]

Mais Maias (?)

eçaO Expresso, sempre pronto para bizarrias editoriais, lançou mãos à empreitada de, não só editar o original de Os Maias, mas continuá-lo e dar-lhe um fim na convicção, porventura, de que Eça de Queirós, conquanto fosse um escritor diligente, não tinha fôlego para dar conta, sozinho, da tarefa ingente de concluir a obra. Para isso mobilizou escritores – como Peixoto e Agualusa – e outras pessoas – como Clara Ferreira Alves.

Não me entendam mal. Nada tenho contra o facto de estimular o emprego nos vários sectores da edição – desde o escritor ao livreiro – e reconheço que a vida está difícil para todos. Assim, o Eça, coitado, depois de ter visto editado um romance que ele próprio rejeitou (A Tragédia da Rua das Flores), vê agora continuado um romance que, na sua arrogante convicção, pensou ter acabado. Ele e os milhões de leitores – os voluntários e os em boa hora obrigados pelo programa do Ensino Secundário – que, na sua ingenuidade, julgavam ter lido a obra completa. Já nem falo dos muitos e ilustres ensaístas que dedicaram uma vida a trabalhar sobre este equívoco (embora Carlos Reis não hesite em incluir nisto a sua “Introdução à Leitura d’Os Maias”).

Por mim, confesso: tal como não li a “Tragédia…” – se o seu autor a abominava, eu respeitei a sua opinião – não faço a menor intenção de ler este folhetim escrito nas defuntas costas do seu autor. Há lá escritores estimáveis e dos quais gosto? Há. Mas, por mim, vão ficar a falar sozinhos. Embora possa ser estimulante para alguns ler a fulgurante conclusão que a Clarinha vai dar à obra-prima de Eça. Que, por este andar, ainda se transforma em obra-tia. A iniciativa do Expresso designa-se, no seu comemorativo conjunto, “Eça Agora”. Essa agora!!

Até parece que Mourinho lhe deve alguma coisa

«Não escupo no prato em que como»

A Irritante Busca da Verdade

Estamos pacificamente de acordo quanto à criminalidade subjacente ao caso BPN. Também deveríamos estar todos de acordo quanto ao processo manhoso, de dolo difuso, em que consistiu a nacionalização manhosa dos prejuízos do BPN, com manutenção privada dos suculentos activos SLN agregados ao mesmo Banco. O Bloco Central de Interesses vela por si mesmo, enquanto nos lixa sem piedade. Tem sido assim. E por vezes uma guerra para ver quem carrega com mais culpas ou o silêncio total quando não interessa escavar mais. Por isso, o que não percebo é por que motivo ainda não vi o visado a desmentir este incentivo aos swap em forma de despacho de 2009 ou alguém a entrevistar o Caimão para todos ficarmos a saber quem é que ilicitamente andou a ganhar dinheiro precisamente quando, em 2011, os juros da dívida portuguesa, nas diversas maturidades, rebentavam a escala e, por alguma razão mística, o Governo Português retardava o pedido de resgate. A busca da verdade é irritante, tirando o facto de andar pelos media um fermento de absolvição instantânea da Esquerda, se é que o PS é ou pode ser visto como tal coisa quando no poder. Esquerda ali é só para disfarçar outros desígnios que só o Caimão saberá.

Bem perguntado, mas já estava respondido

De quem é o Crivelli? Claro que é nosso.

dísticos (3)

dizes:
eu quero a paz.

sim, acredito.
já seria altura de gozares
o que ganhaste na guerra.

«dísticos» – Alberto Pimenta, Corpos estranhos (1973)

dísticos (2)
dísticos (1)

Cante Alentejano

cante alentejano

Estudo para um documentário sobre o Cante Alentejano. Realização de Sérgio Tréfaut. Veja aqui.

Ponte do Lima

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