Crónicas do Rochedo XII – Alguma coisa deve estar errada…


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De Valência (Espanha) à Maia são pouco mais de 900 quilómetros. No caso em apreço, de Valência a Chaves são cerca de 800 quilómetros. Sem utilizar qualquer alternativa às auto-estradas espanholas, o valor pago em portagens neste percurso até chaves são €12,30 (podendo ser zero evitando o túnel de Guadarrama nos arredores de Madrid). Por sua vez, de Chaves à Maia são cerca de 140 quilómetros e €11,25 de portagens (classe 1).

Em Espanha o gasóleo varia entre os €0,98 e €1,08. Aqui, a coisa anda entre os €1,27 nas auto-estradas e os €1,17 nos postos mais baratos. Uma botija de gás custa em Espanha, em média, metade do que custa em Portugal. Os produtos de supermercado, salvo raras excepções, são praticamente todos iguais ou ligeiramente inferiores. Bens de primeira necessidade como água, pão ou leite equiparam-se nos preços. Porém, os salários são bem diferentes: O salário médio bruto em Espanha anda nos €1.640 mensais para uma carga fiscal de 21,5%  (contra os €986 em Portugal e uma carga fiscal de 28,3%).

Como compreender estas diferenças? Alguma coisa deve estar errada…

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Como pensa que se pagam as obras faraónicas desta classe política incompetente, desonesta e mal formada, que geram derrapagens inacreditáveis como foram o CCB, a EXPO, a Casa da Música do Porto, o Metro do Porto, as autoestradas duplas e triplas?
    E os artigos que importamos fruto da decisão de alguém que “nunca se engana e raramente tem dúvidas”, que pagou para destruir a agricultura e as pescas do País?
    E quem paga as aldrabices e aventuras dos nossos banqueiros? E quem paga os actos corruptos daqueles que esperam julgamento pela falência de bancos?
    E se pensar que a Troika nos emprestou 80 mil milhões de euros, tendo sido utilizados na banca portuguesa cerca de 50 mil milhões em operações de recapitalização (crise, dizem eles …), com certeza que já começou a entender porque é que essas e outras diferenças existem…
    Exactamente: um agradecimento a essa classe política que há quarenta e dois anos, entre PS e PSD vêm dividindo o poder porque o contribuinte – justamente o que se queixa dessas diferenças que tão bem aborda – vota ora num, ora noutro…
    Falta de imaginação? Nada disso. Masoquismo puro e duro.

  2. O 1 de Dezembro.

  3. E está à vista de todos. Só quem não quiser perceber, acha isso estranho.
    Aqui há mais gajos o fornicarem-nos por m2!
    Por ex: As portagens vão aumentar no ano de 2017. A que propósito?
    Hoje, o custo da manutenção duma obra pública parece ser menor do que em 2013. Os ordenados não subiram. Os meios tecnológicos nas portagens dispararam…
    So pode ser pelo prazer sexual de fornicar o Zé !

    • Nightwish says:

      São contractos pré-estabelecidos, renegociados pelo Sérginho Monteiro. Achei que não precisava de saber os detalhes dos contractos para ter a fotografia da coisa, mas estão por aí.

  4. Errado, para falarmos sério está que os capangas que têm governado e voltaram a governar o quintal, são mais corruptos do que deviam e os eleitores devem ter um critério que me escapa ao entendimento que voltam a votar na mesma seita que já nos tem levado a banca rota. AS entoiades que fiscalizavam as obras públicas no tempo do terrível Salazar, foram prontamente extinta pelos nossos “democratas” Alguém se interessou ou fez uma manifestação estilo intersindical ? não ? então mas o assunto é tão importante e poupariamo-nos tres autoestardas para o Porto e os especialista da intersindical, dos partidos que se reivindicam de sérios nada fizeram , porquê ?
    O cambate a corrupção tem andado muito arredado do discurso dos tudologos . Azar ou é mesmo de propósito ?

    • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

      Meu caro António Manuel Santos Cristóvão:
      Não me queira convencer que a responsabilidade da falta de discussão do tema da corrupção de deve à Intersindical. Eu não tenho nenhuma avença da parte desses senhores, mas considerando que Portas e Marques Mendes são comentadores de TV – tal como o actual presidente o foi e nela fez a sua campanha – eu iria mais para o facto do “Arco da Governação” usar o esquema de “Uma mão lava a outra”. Veja o que se passou na CGD e agora, no Ambiente e perceberá porque é que a pobre Intersindical não tem nada a ver com isto. É que a sua eventual voz, é abafada pelo “ruído” e grunhidos da gente afecta ao “Arco”. Veja só: Cristas e Coelho têm muito mais tempo de antena que qualquer outro político ou associação.
      Para mim o que é grave é que os partidos que suportam o governo, engulam o que se está a passar.

      • martinhopm says:

        Ernesto, comentadores vão buscar a Intersindical e a Venezuela para a discussão. Bem os percebo eu. Não são capazes de argumentar seriamente. Concordo com os seus ‘posts’. Para mim, o custo de vida, mais alto em Portugal do que em Espanha, deve-se a uma série de factores, muitos dos quais por si apontados. Mas é sobretudo a corrupção que grassa a todos os níveis e que permanece sem castigo. Os grandes senhores, defendidos pelos grandes escritórios de advogados, estão praticamente imunes. A justiça não lhes toca ou se toca é muito ao de leve..

  5. Scalabis says:

    Para mim o que é grave é que os partidos que suportam o governo, engulam o que se está a passar.

    Realmente!!
    Sempre que vejo a nossa RTP pergunto a mim mesmo:
    Que está este governo a fazer na RTP que deixa os todos os fascistas à solta e entrevistadores da “legião” a fazerem perguntas de merda?
    E ninguém se revolta? Como dizem os alentejanos:
    – PORRA !!

  6. Gosto tanto de ser europeu de terceiro nível.

  7. Jorge says:

    O preço do gasóleo mais barato em Portugal está nos 1.079 €, ou seja, o mais barato cá é equivalente ao mais caro em Espanha, mas queria só deixar esta nota de que o artigo, numa tentativa desonesta de inflacionar o seu argumento, está errado.

    É preciso ver que as matérias primas derivadas do petróleo têm preços semelhantes por toda a Europa, porque toda a Europa negoceia o barril de Brent ao mesmo preço e depois cada um lhe aplica as taxas que acha que deve aplicar.

    Assim, Podemos encontrar preços altos em países com PIB mais baixo ou preços baixos em países com PIB mais alto.

    No nosso caso, estamos abaixo da média Europeia nos preços dos gasóleo (e quem vive na fronteira tem o bónus de ser vizinho de um dos países com os preços mais baixos), mas somos um dos países com a gasolina mais cara.

    Se quiser pode comparar os preços dos derivados do petróleo com o que se passa na Venezuela. Não é por terem dos preços mais baixos do Mundo que aquilo passa a ser uma coisa boa…

    Só para concluir que a simplificação dos argumentos como se fez neste post só pode dar barraca e discussões sem substância.

    • Caro Jorge, um enorme ???? para o seu comentário. Enorme porque está a partir de um pressuposto no mínimo abusivo: a tentativa dita, por si, desonesta da minha parte. Desde logo, porque comparo o preço, nas bombas de gasolina de Espanha e Portugal no percurso citado e o faço, não apenas pela experiência da referida viagem mas, talvez mais importante, da experiência de eu viver em Espanha boa parte do ano e ter esse conhecimento da prática quotidiana e não de “ouvido”. E o preço do diesel é apenas um ponto entre os que referi, a saber: bens de primeira necessidade, gás de botija, salários e portagens. Numa abordagem muito limitada pois até podia comparar em matérias fiscais mais vastas, em valores de arrendamento por m2, etc., etc., etc.
      Além disso, se quer comparar o mais barato cá, compare com o mais barato lá, ou seja, €0,83 (que até é um posto da Galp, ironia do destino). E apenas estou a comparar com Espanha. Ou seja, com a realidade que conheço pois não gosto de escrever ou falar sobre o que não conheço.
      Uma coisa é certa, da minha parte não terá qualquer ataque sobre a sua honestidade. Uma vez mais, não falo nem escrevo sobre o que não conheço. Continuação de bom fim de semana.

    • Nascimento says:

      Curioso é. Por acaso se a fronteira fosse a Francesa também o gasóleo ali é mais barato.

  8. pedro oliveira says:

    De Madrid para Toledo entre 70 a 80 Km paguei 7.50 euros de portagens no mês passado

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