Com a faca e o queijo na mão

putin

Obama dá ordem de expulsão de elementos dos serviços secretos russos em território americano. Em resposta, Sergey Lavrov sugere troco na mesma moeda. É então que Putin entra em cena, coloca a proposta de Lavrov em stand-by, aguardando pela tomada de posse de Trump que acontece dentro de poucos dias, e aproveita a deixa para acusar o ainda presidente dos EUA de “diplomacia irresponsável”.

Vou adorar ver os fofos dos liberais anti-Obama, que não se cansaram de lançar foguetes envergonhados quando Trump venceu as eleições, e que passam a vida a recordar-nos dos perigos que Putin representa para o planeta Terra, quando Trump estiver devidamente domesticado pelo tirano russo. Mas isto sou eu que sou um exagerado.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Ó João! A foto por si escolhida corresponde ao género:
    “Anda cá, queniana”!!
    (abreviatura Tuga para a palavra pequenina/o)
    Já estou a ver aquele cabecinha loira, a ser entrelaçada pelos dedos atléticos de Putin, com o Trump a soltar aquele latido de cãozinho amestrado: yankee, yankee yankee!!


  2. Esta ideia da osmose entre Trump e Putin não me parece acertada.
    Aguarde-se para confirmação……


  3. Putin, hoje, tem mais poder que Nicolau II, o Imperador derrubado pelos bolcheviques.

  4. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro João Mendes.
    Essa do “tirano russo”, depois de vermos as alarvidades que a diplomacia e exército americano têm cometido, não me parece vir de quem minimamente conheça a Rússia.
    Ao lê-lo, leio José Milhazes e para isso, já basta o Milhazes e a sua alma gémea, Yevegueni Mouravitch que repetem à exaustão aquilo que querem que os “merdia” portugueses e europeus – que o João Mendes tanto critica e com razão – dão à luz a toda a hora.

    Conheço relativamente bem a Rússia e já aqui escrevi que o sistema Russo optou pela união de 83 Repúblicas, com credos muito distintos. Os americanos simplificaram o sistema: aniquilaram a população autóctone e criaram uma Nação onde os problemas rácicos e de crenças, se começam agora a sentir: Índios, negros e hispânicos, para além dos brancos. Verá o que isso vai trazer e como a actual “democracia” americana vai evoluir.
    Trump já deu o mote e o que aí vem, não será agradável, mas isso é um problema deles e quem melhor faz a cama, melhor nela se deita.

    Um sistema com tantos credos tem que ter um regime diferente daquilo a que se chama a normal democracia, até se obter um equilíbrio cultural que, ao dia de hoje na Rússia, não existe.
    Não defendo o sistema, nem peço para que o caro João Mendes o defenda. Peço, apenas, para o tentar compreender como eu o compreendo, porque o estudei e conheço.
    Mal comparado, é um pouco do que se passava no Iraque, na Líbia e na Síria.
    Imagine agora, porque conhece, o que trouxe a “libertação” americana à General Custer ao Iraque à Líbia e mesmo à Síria, o que aconteceria se Putin optasse pelo sistema democrático como nós o conhecemos.

    Caro João Mendes: a Europa demorou mais de dois mil e quinhentos anos para chegar onde chegou, num percurso de avanços e recuos e ainda assim, é a sopa que vemos. Mas em todo o caso podemos dizer que na Europa há um “regime” que se aplica, grosso modo, à Comunidade. Nos EUA foi mais simples, porque parte de uma população maioritária que “drenou o sistema” desde o século XVIII até ao fim do século XIX, matando os búfalos, os índios e tudo o que mexia e lhes barrava o caminho. Mas quanto a mim, errou, porque a recomposição rácica vai voltar ao princípio e noutras proporções, não me parecendo que os Generais Custer lá do sítio possam fazer cargas do sétimo de cavalaria como fizeram no passado e há uns anos no Iraque.
    O percurso é lento, a aprendizagem constante e a cultura é um valor imutável que apenas se compreende, assimila e transforma com a Formação para dar aceitação e tolerância. Querer mudar hábitos culturais com cargas militares como faz o tio Sam, é de perfeitos dementes, de completos incultos e de gente sem responsabilidade nem compreensão.
    E para terminar: não aprovo o sistema de Putin, mas há uma coisa que ele já entendeu: é que à luz da democracia tradicional, numa Nação com tantos credos, dar aberturas, é apressar uma nova Revolução.
    Cumprimentos.


    • …excelente complemento ao post de João Mendes, felicito os dois,
      obrigada, companheiros, pela vossa contribuição para que fiquemos melhor informados, conscienciosos e empenhados.
      Cordiais saudações de cidadania .

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Muito obrigado cara Isabela.
        Tenho a sorte de poder conhecer muitas culturas e aprender que a democracia não se faz com um “estalar de dedos”.
        Mas acredite que o que mais me admira, é não encontrar grandes diferenças no modo como pensa um Russo, um Americano, um Marroquino ou um Turco. E no fundo, o mundo pelo qual qualquer deles luta, não é muito diferente da nossa concepção de justiça e equilíbrio.
        A política e a ganância, quer a nível de matérias primas, quer a nível de venda de armamento, faz a diferença.
        Um ano justo e equilibrado a todos, são os meus desejos.


        • Ernesto Martins V. Ribeiro, olá,
          obrigada por mais esta dica sacada desse seu vasto conhecimento esclarecido e inteligente do mundo, afirmando
          ” não encontrar grandes diferenças no modo como pensa um Russo, um Americano, um Marroquino ou um Turco. E no fundo, o mundo pelo qual qualquer deles luta, não é muito diferente da nossa concepção de justiça e equilíbrio.”
          é verdade, e tudo isto nos obriga a reflectir criteriosamente .
          Votos meus igualmente de um tempo vindouro mais justo e equilibrado para todos, para si com ânimo e muita saúde para prosseguir !


  5. sim… às vezes é exagerado, mas neste assunto estou também curioso… ou melhor: receoso


  6. Caímos de novo na mesma dicotomia?! Quem é anti-Obama é pró Trump? Obama foi e é um péssimo presidente, e este gesto só o prova. Desiludiu-me por completo. Do Trump não tenho qualquer ilusão. Só me poderá surpreender pela positiva, porque pela negativa nunca será surpresa. A ordem de expulsão por um presidente em fim de mandato, depois de ter sido apanhado a fazer escutas a todos os governos da Europa, é um arrufo dispensável. Só deu oportunidade para que Putin brilhasse, de novo! Como um mestre que não liga às birras do aluno armado em rebelde. Trump que se cuide. Trump e Putin farão um acordo de divisão do mundo: Os EUA para Trump, o resto do mundo para Putin! Só tenho dúvidas sobre o destino do Hawai!!!

  7. atentoàs cenas says:

    cada tiro cada tainha

  8. A Silva says:

    Pronto o João Mendes é assim, o Departamento de estado americano diz que os russos que foram expulsos eram espiões e o bom do João Mendes não se questiona e replica a “verdade” do departamento, porque o João Mendes às vezes não pensa, não se questiona, para ele se o departamento de estado diz, é porque é verdade.

    O João Mendes podia fazer uma pausa e questionar-se, se não seriam só russos do corpo diplomático, que logicamente trabalham para o governo russo, como dezenas, ou centenas de americanos na Rússia, mas não o João Mendes quando o departamento de estado Americano fala, ele engole tudo como elemento espiritual para mais um post de autêntica treta e aldrabice.

    O João Mendes se pensasse um bocadinho podia colocar outras hipóteses, podia por exemplo perguntar-se como é possível a Obama afirmar o disparate de que a eleição de Trump se deve à acção dos serviços secretos russos, podia, mas João Mendes tem em casa uma fotozinha de Obama, esse grande santo, prémio nobel da treta.

    E é assim o João Mendes

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